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Câmara da Nazaré pede intervenção urgente da Agência Portuguesa do Ambiente no Rio Areia

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A Câmara da Nazaré pediu a intervenção da Agência Portuguesa do Ambiente no Rio da Areia, em Valado dos Frades, onde vários rombos no muro de sustentação das águas estão a provocar o alagamento de terrenos agrícolas.

Rita Varela, vereadora do ambiente e agricultura na câmara da Nazaré, disse hoje à agência Lusa considerar “urgente uma intervenção de fundo” nas motas de defesa [aterros para contenção do caudal que corre a uma quota mais alta que os terrenos] do Rio Areia, na freguesia de Valados Dos frades, onde “o contínuo alagamento dos terrenos está a causar elevados prejuízos aos agricultores.

A conclusão resulta de uma vistoria efetuada na quinta-feira da semana passada, durante a qual técnicos da autarquia e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) verificaram que a estrutura “não está a cumprir a sua função, verificando-se diversas fugas de água para os terrenos a nascente”, explicou a vereadora.

Em causa está uma alteração feita nas motas do rio há cerca de uma década, aquando da construção da Ponte da A8 (Autoestrada 8).

A obra, uma estrutura em muro de gabião suportada por enrocamento (blocos de rocha compactados) não tem conseguido impedir o alagamento dos campos ocupados sobretudo com pomares e hortícolas.

Para além dos prejuízos do último inverno, a situação “está a gerar conflitos entre os próprios agricultores, que vão fazendo regos para encaminhar a água para fora dos seus terrenos o que acaba por a direcionar para terrenos de outros proprietários”, referiu Rita Varela.

As reclamações levaram a autarquia a solicitar a vistoria da APA antes que “haja um agravamento, no próximo inverno”, temendo até que “se houver chuvas fortes haja um colapso do muro, pondo em causa até a segurança de pessoas e bens, para além de poder causar prejuízos inqualificáveis nas culturas”.

Para além das motas de defesa do rio, o tabuleiro da ponte da A8 (implantado no leito), “representa também uma preocupação, por se constituir como um obstáculo ao escoamento das águas, originando o aumento da velocidade de vazão nesta zona e provocando o agravamento do risco de colapso da estrutura construída”, alerta um comunicado difundido hoje pela câmara.

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