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Grande sucesso no lançamento da 2ª edição do livro “Em troca de Nada”

Marlene Sousa

EXCLUSIVO

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Foi um grande sucesso o lançamento da 2ª edição do livro “Em troca de Nada”, Maria Francisca Almeida Gama, que decorreu no passado dia, no pequeno auditório do Centro Cultural e de Congressos (CCC), nas Caldas da Rainha, com a presença de Laborinho Lúcio, juiz conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça. O livro é uma história de ficção sobre um caso de “bullying” passado numa escola. A autora, de 16 anos, de Leiria, que teve um grande sucesso com a primeira edição que esgotou, quis fazer a apresentação da obra nas Caldas, terra da sua mãe e avós.

A afluência de mais de duzentas pessoas à sessão é a prova da admiração que as pessoas têm pela autora, levando o pequeno auditório a ficar lotado, com pessoas a terem de ficar nas escadas ou em cadeiras suplementares entretanto colocadas no espaço.

À grande quantidade de jovens, entidades e curiosos pelo tema juntou-se um ainda maior número de amigos e familiares de Maria Francisca Almeida Gama que vieram de Leiria e Lisboa para o lançamento da 2ª edição.

A apresentação da obra esteve a cargo de Laborinho Lúcio, que a rotulou de “testemunho de uma vida de hoje”. Destacou o talento da autora, considerando que ela escreveu exatamente como o conceituado autor internacional, Stephen King, diz que se deve fazer.

O antigo ministro da Justiça destacou ainda o fato de Maria Francisca escrever um livro a partir da idade que ela tem “sem se fazer passar por alguém com uma idade superior que vinha transmitir consciências e convicções do mundo e da vida que não tem”. Segundo o orador, “ela carrega nesse percurso da maturidade da vida uma ingenuidade matricial que a deixa ligada à idade que tem e à consciência que ela tem dos problemas do mundo e da vida”.

Laborinho Lúcio disse que o bullying é um tipo de violência que não acontece apenas na escola, mas também no mundo empresarial, sobretudo junto da dimensão dos trabalhadores, nas questões de competitividade, concorrência e falta de solidariedade.

O orador afirmou que o combate à violência escolar tem que partir da prevenção, numa educação essencialmente voltada para as competências sócio emocionais dos alunos. “Há já vários programas que mandam intervir a vários níveis, ao nível dos alunos e professores e famílias e que deve começar na pré-primária, seguir para a primária e chegar ao ensino básico e secundário”, adiantou o convidado.

Para Laborinho Lúcio, o livro de Maria Francisca denuncia claramente o problema do bullying. “Está lá tudo, como os pais e professores da vítima nunca deram por nada”, disse, acrescentando que “a partir de uma cabala que é montada e que é seguida genericamente pela escola, colegas e famílias dos pais que a desenvolvem e que totalmente destróí a vítima, que podia ter acabado como aquela que era destinatária da dedicatória, Amanda Todd, uma adolescente de 15 anos que se suicidou”.,

Francisca Gama nasceu no dia 6 de outubro em 1997, em Leiria. Estuda atualmente no Colégio Dr. Luís Pereira da Costa, em Monte Redondo, e frequenta o décimo ano do Curso Línguas e Humanidades. Com este sonho precoce de ser escritora, escreve sobre os problemas com que se depara na sua idade e fala de um Mundo que não é, de todo, conhecido por muitos.

A autora enriqueceu o evento com a sua facilidade de comunicação, despertando o interesse do público presente. Disse que gosta de escrever sobre acontecimentos atuais e que a ideia de escrever o livro surgiu do seu blogue, que é bastante comentado por pessoas que gostam dos seus temas. Na apresentação não só falou da sua obra como dos desafios com que se depara na sua idade.

Para a jovem escritora, este livro trata de “alcançarmos os nossos sonhos. De nunca desistirmos independentemente das adversidades”. “É uma sensação realmente incrível quando alguém me diz que chorou a ler algo que escrevi ou que simplesmente se identificou com o descrito”, refere a autora.

Esta conferência foi uma organização do Jornal das Caldas e da Ordem do Trevo em parceria com o Colégio Rainha D. Leonor, a associação Olha-Te, a Câmara Municipal das Caldas e CCC, e contou com o apoio da Mais Oeste Rádio (que transmitiu a conferência em direto).

Na mesa esteve Francisco Gomes, chefe de redação do JORNAL DAS CALDAS que substituiu, António Salvador, proprietário do Grupo Medioeste, que à última hora não pode comparecer deixando no entanto uma mensagem de felicidades para a autora. O proprietário do JORNAL DAS CALDAS lamentou não estar presente, pelo tema atual que tem muito interesse, e também pelo convidado Laborinho Lúcio, seu conterrâneo da Nazaré, que ele “tanto preza e admira”. Elogiou a Ordem do Trevo por “estarmos juntos nesta organização”, agradecendo ainda aos outros parceiros e o CCC.

Hugo Oliveira, em representação da Câmara Municipal das Caldas mostrou-se satisfeito por encontrar uma sala “cheia”. Elogiou o trabalho da autora desejando que ela “continue a escrever e a fazer o que gosta”. O autarca recordou que faz parte da estratégia do Município das Caldas apoiar todos os jovens com talento.

José Viegas, presidente da Ordem do Trevo, também manifestou o seu “orgulho” em ver a sala cheia. “Esta moldura humana é só possível porque é realmente a Francisca que aqui está”, disse, lembrando que a 22 de março, a Ordem do Trevo, comemora o 3º aniversário.

A moderadora, Sandra Santos, na qualidade de professora de português, proferiu umas palavras sobre o livro, considerando-o “surpreendente”, não pelo tema que “infelizmente é atual” mas por ter sido escrito por uma jovem que na altura, tinha 15 anos. “O livro está organizado em duas partes, temos duas narradoras, uma que é testemunha de uma vítima de bullying e uma segunda parte em que é a própria vítima de violência que relata a sua história”, explicou a docente, acrescentando que “não é fácil ter esta criatividade”. Para Sandra Santos, a obra “tem todas as ferramentas necessárias para prender o leitor”.

A iniciativa foi abrilhantada com momentos musicais interpretados pelas jovens Jéssica Anacleto, Joana Marques, Inês Fonseca, de Leiria, e Micaela Manolo, do Colégio Rainha D. Leonor. Decorreu ainda uma dança, executada por Ana Pedrosa.

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