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Condições meteorológicas responsáveis por quebras de rendimentos na pesca

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As condições meteorológicas registadas nos últimos dois meses, com ventos fortes e agitação marítima, causaram perdas superiores a 50% nos rendimentos dos pescadores da Nazaré, que quase não foram ao mar ou não encontraram peixe em quantidade.

“Sentiu-se, na comunidade local, uma drástica redução de rendimentos da pesca. Uma realidade que se abateu, contudo, por todo o país”, disse João Delgado, da Mútua dos Pescadores – Nazaré. Depois de um dezembro “terrível”, que não permitiu saídas ao mar, os pescadores tiveram um janeiro igualmente mau, em que apenas alguns dias reuniram as condições necessárias para as embarcações saírem da barra. “As dificuldades têm tido efeitos devastadores para os rendimentos, o que torna o setor como um dos mais vulneráveis da economia nacional. Os pescadores estão numa posição de forte vulnerabilidade, porque quando há boas capturas, os rendimentos não acontecem por via dos preços praticados na primeira venda, e quando está mau tempo, não podem ir ao mar, ganhar dinheiro”, explicou o dirigente. Pelas estimativas, as quebras situam-se acima dos 50% como consequência do mau estado do mar registado neste período de tempo. A forte ondulação e as más condições meteorológicas impediram a saída das embarcações, sobretudo as mais pequenas, impossibilitando a pesca. O regresso à atividade fez-se, nalguns casos, em meados de janeiro, mas já não impediu o prejuízo nos rendimentos destes profissionais na ordem dos 50% . Segundo João Delgado, da Mútua dos Pescadores, a agravar a situação de quebra de rendimentos “a não concretização das expectativas, de a seguir à agitação marítima, existir grande quantidade de pescado, nomeadamente sargos, robalos e douradas”, peixe que costuma aparecer em quantidade. Também as artes que se encontram permanentemente no mar, como as armadilhas para polvos, sofreram prejuízos avultados. Muitas embarcações, especialmente as mais pequenas, ficaram quase um mês sem ir ao mar. A propósito das quebras, João Delgado volta a falar na “necessidade de uma política para o setor, como a criação de um fundo e a regulamentação dos preços do pescado em lota”. A forte ondulação registada obrigou, ainda, à retirada de um farolim temporário instalado no molhe norte para evitar que fosse danificado. Há um ano, a 19 de janeiro, uma intempérie destruiu os farolins dos molhes norte e sul. Desde essa altura que não foram repostos, apesar da pressão que tem vindo a ser feita pela comunidade piscatória local e autarquia, que ainda recentemente aprovou uma moção a solicitar às entidades competentes a reposição da sinalização na entrada do porto de pesca, assim como outras obras naquela importante infraestrutura de pesca e recreio, construída há 30 anos. Walter Chicharro, presidente da Câmara Municipal da Nazaré, informou que esteve recentemente reunido com responsáveis pela administração do Porto e que estes lhe terão assegurado que algumas obras de melhoramentos do Porto estariam para muito breve.

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