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História de amor com cenário das Invasões Francesas apresentada nas Caldas

Marlene Sousa

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Foi um sucesso a sessão de apresentação do livro “Fontes de Guerra, Fontes de Paz”, de Jaime de Oliveira Martins, que decorreu no passado dia 30, na sala multiusos do CCC nas Caldas da Rainha. A afluência de cerca de 60 pessoas à apresentação da obra, onde se pode conhecer alguns fatos das Invasões Francesas integrados numa história de amor, é a prova da admiração que as pessoas têm pelo autor, que é natural da Marinha Grande.

Esta iniciativa foi mais um dos eventos organizado pelo JORNAL DAS CALDAS, com o objetivo de levar cultura e mais conhecimento à população.

O livro, editado pela Textiverso, é um projeto de solidariedade social, onde as vendas resultantes da 1ª edição da obra reverterão na sua totalidade a favor da Associação Fazer Avançar, Associação Lar Emanuel e Filarmónica das Cortes.

Na sessão nas Caldas, Pereira da Silva arquiteto e amigo do autor, fez a apresentação do livro, destacando a criatividade de Jaime Martins e a sua ideia de ajudar os outros.

“É uma obra de amor no sentido ao altruísmo, que o próprio autor define como campo para a sua intervenção”, disse Pereira da Silva, que sintetizou o livro em três horizontes diferentes: “Uma paisagem, ao Lugar das Fontes um local em Leiria, uma ligação à volta do rio Lis e uma paisagem dos afetos que nós encontramos de uma forma geral, em toda a humanidade, o amor, inveja e o ódio”. “Há depois uma outra camada também muito importante, que estrutura toda a história, que é paisagem dos valores trazidos para a humanidade pela revolução francesa, e transportados pela maçonaria e que deixa uma marca muito profunda neste drama”, adiantou Pereira da Silva.

É uma obra que envolve convicções maçónicas. Segundo o arquiteto, “há um grupo de pessoas que é muito central nesta história. Um grupo de maçons que tem uma loja maçónica na região de Leiria e que funciona nas Cortes”. “Este grupo, que se encontra em Leiria, representa uma elite das boas vontades, o Jaime chama-lhes os homens árvore”, apontou Pereira da Silva, intitulando o autor também como um “homem árvore”, porque “é aquele que a partir dos quais se geram alguns frutos que produzem algumas sombras reconfortantes para outros homens e outras possibilidades de futuro de uma humanidade mais fraterna”.

Pereira da Silva recomenda o livro destacando o fato de Jaime Martins utilizar “Mingot”, apelido de família da sua mãe e Elvira a sua bisavó materna. “Não deixa de ser um gesto de amor pelos seus antepassados, por uma terra que adotou, por uma região que adora, e por um passado sem refletirmos sobre o qual, teremos muita dificuldade em perspetivar o nosso futuro”, disse.

Para além de uma leitura curiosa e agradável, recomenda este livro pela suas imagens e pela história simples que conta mas ao mesmo tempo complexa, que fala da guerra e do ódio, mas também da paz.

Ao eleger como cenário o flagelo das invasões francesas que, no início do século XIX, destruíram o país e, em especial, a região Centro, Jaime Martins recria as tensões que então se viveram, com as crueldades perpetradas, mas igualmente com os atos heroicos e os gestos de humanidade que sempre emergem nestes conflitos.

A ação deste romance tem início logo após a devastação e o medo vividos durante a última das invasões francesas, na região de Leiria (1810-1811). É, pois, um romance de época, mas sem a preocupação do rigor histórico, cuja trama conduz à paixão de duas personagens colocadas em lados opostos da barricada, enaltecendo, embora, a vitória do amor e da paz sobre o ódio e a guerra. Fontes é a aldeia inspiradora. O nome desta obra identifica a aldeia onde nasce o rio Lis, na freguesia de Cortes (Leiria), e onde também se desenrola uma boa parte dos episódios

Para Jaime Martins, este livro não é só uma história de amor, é sobretudo um “romance contextualizado à época da família por intuição”.

É o seu primeiro livro e escreveu-o com muito gosto. “Obrigou-me a estudar e a fazer pesquisa. Embora não me prendesse ao rigor histórico, também não quis cometer erros históricos grosseiros”, referiu o autor, que na sessão foi desafiado a escrever um segundo livro com a continuação da história.

“Quis homenagear os meus antepassados e todos aqueles anónimos que sofreram com os horrores das invasões francesas, necessariamente às mãos dos franceses, mas também dos ingleses e dos portugueses, porque nenhum exército era melhor do que o outro, e há uma personagem no livro que tem esse propósito”, indicou Jaime Martins.

António Salvador, responsável pelo grupo que integra o Jornal das Caldas, iniciou e encerrou a sessão, e elogiou o trabalho de Jaime Martins, destacando a importância que dá à cultura e à história.

O evento foi moderado pelo chefe de redação do Jornal das Caldas, Francisco Gomes.

No final decorreu uma sessão de autógrafos.

A próxima apresentação terá lugar no dia 11 de dezembro, às 6h30 da manhã, no salão Nobre do Castelo de Leiria, no âmbito da comemoração do aniversário do Grupo BNI CL Collippo, que costuma-se reunir todas as quartas ao início da manhã.

Nas Caldas da Rainha, o livro está à venda no quiosque do Jornal das Caldas e na papelaria Vogal.

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