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Novo conselho executivo da OesteCIM contra redução das equipas das urgências hospitalares

Marlene Sousa

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O presidente da Câmara de Torres Vedras, Carlos Miguel (PS), é o novo presidente do conselho executivo da Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCIM) e tem como vice-presidentes os autarcas das Caldas da Rainha, Tinta Ferreira (PSD) e de Peniche, António José Correia (CDU).

Estes três nomes que vão liderar a comunidade intermunicipal foram escolhidos pelos 12 presidentes das autarquias do Oeste, que no passado dia 29 votaram em unanimidade a favor de uma única lista.

Tendo em conta os resultados eleitorais registados no passado dia 29 de setembro, em que o PS igualou o PSD em número de presidências de câmara na região Oeste, os autarcas entenderam que deveria ser o PS a presidir a OesteCim e que a direção deveria integrar os três partidos.

Nesta reunião, que decorreu nas instalações da OesteCim, não foi feita a eleição para o secretário-executivo, funções que têm vindo a ser exercidas por André Macedo. A decisão ficou adiada para 14 de novembro, data da próxima reunião. Ficou ainda decidido que o conselho intermunicipal irá reunir às quintas-feiras de manhã, de quinze em quinze dias.

Depois da tomada de posse dos novos responsáveis pela estrutura supramunicipal, os autarcas iniciaram o trabalho mostrando preocupação com a saúde, finanças e justiça.

Os autarcas deliberaram solicitar esclarecimentos à administração do Centro Hospitalar do Oeste (CHO), sobre a redução das equipas das Urgências Hospitalares em Caldas da Rainha e Torres Vedras.

Os esclarecimentos solicitados vêm ao encontro das preocupações partilhadas por todos os presidentes que constituem o Conselho Intermunicipal da OesteCIM face às notícias veiculadas nos órgãos de comunicação social que dizem que as urgências de Caldas da Rainha e Torres Vedras passam a ter menos um clínico geral, nas 24 horas, e menos um cirurgião, entre as 00h00 e as 08h00.

O presidente da Câmara das Caldas, Tinta Ferreira foi o primeiro a levantar o problema da falta de médicos nas urgências do CHO, revelando que está a gerar alguma preocupação dos profissionais de saúde que alegam que vão ficar sem capacidade de resposta. “Não podemos captar investimento para a região se não tivermos os cuidados de saúde adequados”, sublinhou o autarca, sugerindo que fosse marcada uma reunião urgente com a administração do CHO.

António José Correia também manifestou a sua preocupação com o serviço de urgência de Peniche, referindo que o secretário de Estado Adjunto do Ministro de Saúde, Leal da Costa, e o administrador do CHO, estiveram reunidos no hospital de Peniche e nem sequer informaram a Câmara do encontro.

Apesar do hospital não ser em Óbidos, o autarca Humberto Marques também manifestou a sua inquietação com a situação, concordando com Tinta Ferreira no que diz respeito à qualidade na saúde para captar potenciais investidores.

Os autarcas resolveram ainda neste encontro pedir uma reunião com o secretário de Estado Adjunto do Ministro de Saúde para perceberem qual a intenção do Governo para o CHO. Carlos Miguel recordou que já tinha sido acordado uma reunião com este governante, mas nunca se veio a realizar.

Os presidentes de Câmara decidiram também enviar um ofício ao governo onde mostram a sua preocupação com a possibilidade de encerramento das repartições de finanças no Cadaval, Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço.

Quanto às prioridades para este mandato, Carlos Miguel disse que têm que ter muita atenção “para ver quais são as oportunidades de sucesso”. “As Câmaras cada vez mais estão estranguladas financeiramente e em termos do que são as grandes obras e supressão das grandes carências que existem em cada um dos concelhos, só os poderemos vencer através dos fundos comunitários”, apontou o presidente da OesteCIM depois da reunião de tomada de posse, acrescentando que para isso “é preciso gerir esta grande expectativa do que irá ser o próximo quadro comunitário de apoio e o que irá ser a Estratégia 2020”.

Carlos Miguel revelou que têm uma equipa externa que está a conjugar as várias prioridades da região, que resultará num documento que será apresentado até ao final do ano.

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