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Conselho de Ministros reuniu em Alcobaça

Paulo Alexandre

EXCLUSIVO

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O conselho de ministros informal reuniu em Alcobaça, no passado dia 22, onde cerca de meia centena de pessoas gritaram palavras de protesto contra o Governo.

Demissão/Demissão, “Está na hora, está hora de o Governo ir embora” foram algumas das frases proferidas pelos manifestantes.

Do outro lado, a orquestra Típica e Coral de Alcobaça executava peças musicais para saudar a chegada dos ministros chegam ao local.

Tudo isto na mesma tarde em que se realizava o casamento de um casal alcobacense. O noivo entrou no mosteiro pouco depois de Paulo Portas e a noiva subiu as escadas logo a seguir a Passos Coelho.

Na sessão de boas-vindas preparada pela Câmara Municipal de Alcobaça, antes do início da reunião informal do Conselho de Ministros, no claustro D. Dinis, Paulo Inácio deu as boas vindas ao governo e pediu a Passos Coelho para assinar o livro de honra da cidade.

Pedro Passos Coelho afirmou, por seu turno, que o Governo está a preparar o período pós-troika, tendo afirmando que “o sucesso desse período dependerá das reformas que forem feitas”.

Passos Coelho destacou o caráter informal da reunião e o “simbolismo” desta ocorrer “praticamente dois anos após a tomada de posse do Governo, sensivelmente a um ano do país concluir o programa de assistência económica e financeira”.

O Ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional fez, por seu lado, o balanço do Conselho de Ministros informal, no qual Paulo Portas apresentou “guião” da reforma do Estado.

Repetindo a palavra “esperança”, Miguel Poiares Maduro fez, no final da tarde, o balanço do Conselho de Ministros informal no Mosteiro de Alcobaça, que representou uma “reflexão aberta sobre estes dois últimos anos de governação”,

“O Governo governou na mais grave crise da história democrática portuguesa, coincidindo com a mais grave crise da Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Encontrou circunstâncias extraordinariamente difíceis, mas está numa situação de poder oferecer esperança aos

portugueses”, disse.

“Queremos um país, uma economia mais competitiva, que ofereça mais mobilidade social” explicou, acrescentando que a última década só tem comparação com o “pesadelo da grande depressão norte-americana”.

Paulo Inácio aproveitou a presença do Governo em Alcobaça para apresentar vários dossiers aos ministros presentes, como o Hotel no Mosteiro; o Destacamento da GNR; o projeto da Associação de Regantes da Cela/Bárrio, a Unidade de Saúde Familiar da Benedita, e a

estratégia do Município no futuro quadro comunitário de apoios de 2014-2020.

“Temos que que encerrar alguns processos, nomeadamente ao nível do ordenamento do território, por causa da ALE da Benedita e de futuras zonas industriais”, explicou o autarca, adiantando que “pretende ter o ministro Miguel Poiares Maduro na inauguração da regeneração urbana”, cujo fim de obra está previsto para Agosto, que aproveitará para

apresentar e concluir alguns dossiers relevantes para Alcobaça.

Miguel Poiares Maduro tem a seu cargo a gestão dos fundos comunitários, e Paulo Inácio já teve um primeiro encontro com o novo ministro para lhe falar da estratégia para o município de Alcobaça no futuro quadro comunitário 2014-2020.

O Presidente da Câmara de Alcobaça já efetuou alguns contactos telefónicos com a Secretaria de Estado da Cultura sobre o projeto do hotel no Mosteiro, e, em breve, deverá reunir em Lisboa com o responsável pela tutela, com vista ao lançamento do concurso público

para a concessão à iniciativa privada da Ala Nascente do Mosteiro de Alcobaça, espaço para onde se prevê a instalação de um hotel de 5 estrelas.

“Um hotel de 5 estrelas será um polo de grande desenvolvimento para a cidade e para a região” afirmou o autarca, adiantando que “este ajudará outros hotéis à sua volta, de 4 estrelas, a ganharem mais turistas.”

Paulo Inácio acrescentou que já foram efetuados contactos com diversos grupos hoteleiros para saber da oportunidade deste investimento, que se procura fazer em Alcobaça, numa conjuntura de dificuldades.

Quanto à polémica zona de proteção especial do Mosteiro de Alcobaça, proposta pelo Governo, e que amplia em muito a área em que não se pode construir, Paulo Inácio teve uma reunião com a diretora-geral do Património Cultural com quem acertou a redução da zona non edificandi.

O Parque Verde, um projeto do atual mandato, deixa, assim, de constar da zona non edificandi, estando a sua construção mais próxima da realidade.

Sobre a presença do Conselho de Ministros em Alcobaça, Paulo Inácio disse que “foi uma oportunidade que tínhamos que agarrar”.

“Muito do futuro da nacionalidade foi discutido durante vários séculos no Mosteiro de Alcobaça e desejo que o Conselho de Ministros tenha feito uma boa reflexão e que o nosso Mosteiro tenha de alguma forma abençoado decisões em prol do nosso País e do nosso povo”, rematou o autarca.

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