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Carsurf da Nazaré aposta na formação de salvamento em condições adversas

JL

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A Nazaré pode vir a ter um centro internacional de formação de especialistas em resgate e salvamento em condições de mar particularmente difíceis. O desejo tem sido manifestado pelos dirigentes da autarquia, estando a proposta relacionada com o maior aproveitamento do fenómeno natural proporcionado pelo canhão da Nazaré, que forma ondas gigantes, tão mediatizadas por Garrett McNamara que as levou mundo fora, desde que surfou, em 2011, a maior onda do mundo e entrou, com o feito, para o guiness book of records.

A intenção deste centro, pensado para diferenciar e dinamizar o Centro de Alto Rendimento (CARSURF), que está a ser construído no Sítio da Nazaré, próximo da praia do Norte, é formar pessoas que possam acorrer a situações de naufrágio em situações especialmente perigosas.

A construção do edifício foi retomada e as obras seguem a bom ritmo, podendo ser inaugurado dentro em breve. O CarSurf da Nazaré custará cerca de 800 mil euros, 85% dos quais financiados por fundos europeus. Poderá vir a receber o nome do surfista americano Garrett McNamara, se a proposta da Câmara, nesse sentido, for aceite pelas entidades que fazem parte do projeto.

Sobre a dinamização do Centro de Alto Rendimento, Miguel Sousinha, presidente do conselho de gerência da Empresa Municipal Nazaré Qualifica, refere que a diferenciação é um objetivo, aproveitando os factores naturais da Praia do Norte.

“É necessário reunir técnicos especializados que aprendam a prestar socorro em condições adversas no mar”, o que deverá ser feito no âmbito de parcerias com algumas entidades ligadas ao mar, tais como Instituto de Socorros a Náufragos e empresas estrangeiras, já com

algum “know how na matéria”, e com as quais já existiram alguns contactos.

North Canyon

O grande objetivo do evento North Canyon, iniciado em 2010 com a presença de um dos mais conhecidos surfistas de ondas grandes, era colocar a Nazaré no spot internacional destas ondas, o que foi alcançado. “O retorno mediático é incalculável”, refere Miguel Sousinha, que apela a alguma paciência no comércio local para que os benefícios se façam sentir.

“A realidade é que as pessoas voltaram a procurar a Nazaré”, diz, adiantando que “alguns empresários locais, sobretudo ligados à restauração referem que já notam mais gente do Sítio e na praia, por causa da fama da onda. E ao nível da hotelaria, nota-se uma maior procura pelos fins de semana, em meses da chamada época baixa – janeiro e fevereiro – que também é reflexo desta promoção”, a nível mundial, do nome Nazaré.

“Aquilo que se pode tirar é um potencial crescimento com mais visitas à Nazaré durante uma época mais alargada ao ano, quando, há pouco tempo, tínhamos três meses de atividade, no verão. As dificuldades económico-financeiras das famílias condicionam, um pouco, maiores e

mais rápidos resultados”.

Ainda assim, Miguel Sousinha refere que “a Nazaré é conhecida em todo o mundo. A notoriedade internacional foi alcançada”.

“Se calhar, há anos, que não se falava tanto e até tão longe da Nazaré”, frisa.

O futuro da projeção mundial da Nazaré já está a ser preparado nomeadamente ao nível de merchandising, relacionado com a onda.

Sobre a falta de promoção ao evento North Canyon e às ondas grandes nas entradas da vila, apontada pelos comerciantes, empresários e população, Miguel Sousinha explica que “tudo tem de ser feito de acordo com os recursos financeiros da Nazaré Qualifica”.

Com o principal acionista (Câmara) a viver dificuldades de tesouraria, e os patrocinadores focados no evento em si (cerca de 95% dos custos do North Canyon são suportados por eles) o desenvolvimento mais rápido de todo o processo de promoção está a levar mais tempo.

“Caso se concretize uma parceria, ainda em negociação, iremos colocar uma sinalética própria relativa à onda” na Nazaré, informa Miguel Sousinha, adiantando que se está a trabalhar no sentido de informar residentes e visitantes, tanto do fenómeno das ondas grandes, proporcionado pelo canhão da Nazaré, como do evento que o tornou mundialmente conhecido.

“Como é sabido, também os nossos parceiros financeiros têm recursos limitados. Pretendemos fazer muitas coisas, mas temos que avançar com realismo e liquidez”, remata Miguel Sousinha.

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