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Caixa Agrícola de Alcobaça está a assinalar 100 anos de existência

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A Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Alcobaça comemora, este ano, o seu 100º aniversário. É uma das Instituições que compõem o Grupo Crédito Agrícola, que para além de 84 Caixas e 700 agências, tem ainda 2 seguradoras, 1 consultora, 1 gestora de activos e empresas de TI e serviços partilhados.

O Grupo utiliza as mais modernas tecnologias de contacto, distribuição de produtos e serviços bancários, como Self-Service, Phone Banking, Home e Mobile Banking.

Há mais de 20 anos à frente dos destinos da instituição, de Alcobaça, está José Fernando Maia Alexandre.

Entrevista a José Fernando Maia Alexandre

«A Caixa não tem qualquer tipo de dificuldades em termos de liquidez»

JFA: A Caixa de Alcobaça foi fundada em 28 de Janeiro de 1912, por um conjunto de ilustres Alcobacenses, que deste modo procuraram encontrar melhores respostas para as dificuldades sentidas no financiamento da actividade agrícola pela banca de então, na sequência também da instauração do regime republicano e seguindo um movimento similar que já se desenvolvia por toda a Europa. A actividade da Caixa de Alcobaça e de todo o Crédito Agrícola, esteve durante quase todo o Estado Novo e até ao 25 de Abril fortemente condicionada, pois foi tutelada por uma Instituição Publica que na maioria dos casos não pretendia o seu desenvolvimento, que só começa a ocorrer na década de oitenta do século passado, vindo a experimentar desde então um franco crescimento, captando a credibilidade e confiança, dos particulares e agentes económicos da região. Dos momentos mais altos, realço a inaugurado pelo Sr. Presidente da Republica de então, Dr. Jorge Sampaio, da sua nova e moderna Sede em Alcobaça e tivesse em 2005 incorporado por fusão, uma Caixa vizinha, que operava nos concelhos de Rio Maior e Santarém.

RN: No próximo dia 6 de Julho vai decorrer uma sessão comemorativa da data. Qual é o programa?

JFA: Trata-se de um programa simples, que contempla uma cerimónia evocativa do centenário, no nosso auditório, para a qual convidámos diversas entidades e estão também convidados todos os associados e clientes da Instituição, o lançamento de um livro comemorativa e a inauguração de uma exposição na nossa galeria.

RN: Além da sede em Alcobaça, quantos Balcões tem a Caixa Agrícola no concelho de Alcobaça, e no concelho da Nazaré? Qual é o total no distrito de Leiria?

JFA: A Caixa tem como área social, os concelhos de Alcobaça, Nazaré, Rio Maior e Santarém, emprega cerca de 80 colaboradores distribuídos pela sua rede local de 14 agências.

RN: O Crédito Agrícola, em termos nacionais tem cerca de 5.000 colaboradores e 700 agências.

Quantas pessoas empregam em Alcobaça e Nazaré?

JFA: Cerca de 40 pessoas.

RN: Caso a situação conjuntura desfavorável europeia, mundial e, claro, nacional, não se altere, há alguma possibilidade de redução dos balcões abertos ao público?

JFA: Não temos essa intenção, porque temos sempre uma perspectiva de longo prazo, acreditando que a situação vai melhorar e a actividade que desenvolvemos não tem como fim, o lucro, antes a satisfação das necessidades financeiras dos nossos associados e clientes ao mais baixo custo possível.

RN: existe a possibilidade de redução de pessoal?

JFA: Também não temos essa intenção, porque acreditamos que, apesar do momento económico difícil, existem ainda oportunidades de crescimento, e que apesar da utilização cada vez mais frequente das novas tecnologias e formas de distribuição, o aconselhamento, o conhecimento, as relações, são decisivas quando os clientes precisam de tomar importantes decisões de poupança ou investimento.

RN: Olhando para a realidade dos concelhos de Alcobaça e Nazaré, têm surgido muitos casos de créditos mal parados, tanto de empresas como de famílias que, mercê das circunstâncias, começaram a demonstrar maiores dificuldades para pagar os seus créditos?

JFA: É natural que essas situações estejam a ocorrer, mas o seu crescimento é inferior á média no sector.

RN: A Caixa reduziu, também, o número de créditos atribuídos?

JFA: Não. O crescimento do crédito concedido só não está a ocorrer devido ao clima económico recessivo, que induz naturalmente a um menor investimento e procura. Aliás, a Caixa não tem qualquer tipo de dificuldades em termos de liquidez e por isso de concessão de crédito, pois tem um rácio de rácio de transformação dos depósitos em crédito de cerca de 65% , quando o sector está obrigado a ajustar este rácio para 120% até ao final de 2014.

RN: O Crédito Agrícola é a única instituição nacional que tem mais depósitos de clientes do que crédito concedido, não tendo por isso endividamento externo. Pode adiantar qual a situação económica da Caixa Agrícola?

JFA: A situação económica da Caixa é bastante confortável e suficiente para acomodar os impactos da actual crise, que como sabe faz parte de um dos grupos financeiros, que foi objecto de inspecção muito aprofundada por parte da “troyka”, no âmbito do plano de assistência a que o pais está sujeito, tendo os seus resultados sido muito positivos, pois cumprimos já hoje todos os indicadores, não tendo necessidades adicionais para imparidades, liquidez ou capital.

RN: Continua a ter condições para ceder crédito?

JFA: Sim, todas as condições que existiam antes de ter surgido a crise financeira, existindo, como é natural, uma maior exigência em termos de risco.

RN: Do seu ponto de vista, enquanto durar a atual situação de dificuldades no país, que é de restrição e cumprimentos das metas impostas pela Troika, as famílias e as empresas vão ter dificuldades em conseguir créditos?

JFA: No Crédito Agrícola não, mas sem qualquer dúvida na restante banca, pois o sector está a ser sujeito a uma rápida e forte pressão, com necessidades de capital, escassez e aumento do custo do financiamento do seu balanço, para além de sofrer todos os impactos dos níveis de desemprego e insolvências actuais e preocupantes.

RN: Tendo em conta a situação mundial, há muitos clientes de instituições bancárias que se questionam sobre se o seu dinheiro estará realmente seguro nos bancos. Têm surgido, também, junto desta Instituição bancária pessoas com vontade de retirar o dinheiro do banco, com esse argumento?

JFA: As Instituições de Crédito nacionais são solventes, não existindo qualquer tipo de problema na segurança dos depósitos dos clientes. Não temos conhecimento de existirem situações dessas.

RN: Que garantias se dão às pessoas para que mantenham o seu dinheiro na Instituição?

JFA: Todas as garantias, que passam desde logo pelas condições de funcionamento da Instituição, sua transparência, seus indicadores, sua solvabilidade, sua liquidez, para além das condições previstas pelos Fundos de Garantias de Depósitos. Mas o aspecto mais importante é sem dúvida a confiança dos associados e clientes e ela existe e é muito forte.

RN:Que tipo depósitos e poupanças são mais aconselháveis, também tendo em conta o futuro?

JFA: Nós sempre aconselhamos, antes como agora, produtos sem risco, apesar de termos também produtos mais sofisticados e de risco, que são procurados por clientes com esse perfil.

RN:A caixa tem alguma bolsa de imóveis? Se sim, que vantagens oferece aos seus clientes?

JFA: Sim, mas sem grande dimensão. Na aquisição desses imóveis existem condições especiais de aquisição.

RN: Que créditos estão disponíveis na Caixa Agrícola, e que vantagens oferecem (diferentes dos outros também a operar no mercado) para os clientes? Quais são as vantagens e as soluções que o banco apresenta para os jovens?

JFA: Temos todo o tipo de crédito de crédito, para particulares, empresas e também para os jovens que dependem em muito da análise que fazemos de cada cliente.

Em termos gerais, as taxas, comissões e prazos são mais vantajosos.

RN: Qual a vantagem de pertencer ao clube dos associados?

JFA: As vantagens de ser associados são muito variadas, pois pela detenção de um montante de capital da Instituição, têm acesso a um conjunto de benefícios exclusivos, que vão desde cartões de crédito ou de débito gratuitos, devolução de parte das comissões pagas por alguns dos serviços bancários prestados, descontos em seguros e parceiros, etc.

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