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Entrevista: O treinador nazareno Paulo Brites conseguiu a dobradinha pelo Marinhense tendo falado para o nosso jornal

“Tenho um desejo: treinar os meus dois filhos”

Joaquim José Paparrola

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Região da Nazaré – Depois de ter conseguido a subida de divisão aos nacionais dos juvenis do Marinhense como treinador, conseguiu posteriormente vencer a taça distrito, fazendo assim a dobradinha, que balanço faz desta temporada de grande nível da sua equipa?
Paulo Brites

Paulo Brites- Não posso estar mais feliz com a excelente época que realizei eu e todo o grupo de trabalho. É um grupo que estamos juntos a três anos e culminou com a conquista máxima a este nível juvenil taça e campeonato, consegui moldar os jogadores a minha maneira de jogar todos estes foram trabalhados para quando fossem chamados pudessem responder positivamente e assim foi, tinha 21 jogadores todos motivados e com muito sacrifício obtivemos este êxito, digo sacrifício porque saíram dois jogadores importantes no esquema da equipa, um para o Leiria outro para a Académica. Comecei a época com algumas experiências recebi três jogadores que pouca utilização tinham nos clubes anteriores e vem a revelar-se como muito importantes no sistema que queria para a época. Comecei a treinar na Moita devido ao campo da Portela só receber o sintético em Janeiro, tive 2 derrotas nos dois primeiros jogos por motivo diferentes. A partir dai nunca mais perdi até final de época, foram 20 vitorias seguidas mais 5 jogos da taça até á final, ao todo fizemos 106 golos na época, uma média de quatro golos marcados por jogo penso que além dos troféus conquistados foi também as boas exibições que a equipa realizava em qualquer campo. Muita gente me abordava a dar os parabéns pela forma como actuava-mos quem me conhece sabe que não sou um treinador defensivo talvez influencia de como eu era como jogador sempre no pensamento a baliza adversária. O meu maior gozo foi lutar contra quem á 2ª jornada já não acreditava na minha equipa ou seja aproveitei isso para estimular e motivar a equipa fechei o grupo e demos as mãos os jogadores director e meu adjunto e foi uma chapada sem mão a muita gente.

R.N – O facto de ter jogadores naturais da Nazaré na sua equipa ajudou de alguma forma no desenrolar da época, e se estes são compatíveis com aquilo que pretendeu incutir no seu grupo de trabalho?

P.B- claro sem sombra de duvidas a ajuda foi enorme o Riky e o Sílvio foram jogadores importantíssimos para o que eu pretendia assim como todo o plantel, eles já tinham sido meus jogadores nos sub 12 e sub 13 dos nazarenos tínhamos já algumas conquistas juntos mas foram situações diferentes o Riky já era jogador do marinhense mas juvenil de primeiro ano e devido a sua qualidade eu puxei-o para os “A” e o Sílvio apareceu na marinha e pediu para treinar mais outro colega da Nazaré que acabou por não aparecer no treino seguinte e achei que poderia ser uma mais-valia para o plantel assim como veio a revelar-se positivamente. O facto de serem da Nazaré não iriam ser tratados de maneira diferente para mim o jogador tem que me provar nos treinos que merece jogar no próximo jogo com entrega com atitude com garra e responsabilidade no que esta a fazer e isso eles foram excelentes o jogador nazareno tem essa característica pena é que a mentalidade do jogador se fixe só num objectivo e não procure outros, mas não foram só eles tive 21 jogadores com uma alma enorme, todo o mérito vai para os jogadores eles mereceram estas conquistas .

R.N- Pensa continuar a treinar este grupo que subiu de divisão, ou tem outros projectos para a nova temporada, se sim quais são?

P.B- Não vou treinar este grupo nem vou treinar no Marinhense este ano pelo menos tive o convite da parte da direcção para ir treinar os juvenis para o campeonato nacional, iria dedicar-me de corpo e alma ao grupo e iria fazer uma boa campanha porque têm uma boa equipa e com reforços que se pudessem ir buscar, foi um fechar de um ciclo de três anos agora vão ter outro treinador outros métodos faz-lhes bem , eu para o ano com esta equipa seria um sério candidato á subida novamente, disso não tenho duvidas estes jogadores estão preparados para mais conquistas e sempre lutar pela vitória não se refugiando no que vai acontecer é uma equipa de ataque mesmo que algum jogador influente saia . Quanto a outros projectos por enquanto no vou falar em nada até pode ser que fique sem treinar e agarrar-me a minha profissão com mais afinco. O bichinho do futebol está sempre presente e não vou estar muito tempo sem treinar desde que me queiram claro.

R.N- Até onde quer ir o treinador Paulo Brites no futebol, prefere continuar na formação de jovens jogadores, ou pensa vir a treinar escalões seniores?

P.B- Não foi por esta época que eu vou ser diferente, claro que me dá mais visibilidade mas não estou agarrado a isso não sei a minha vida tive a uns anos convite para ir com um treinador para a Arábia Saudita, porém devido ao trabalho não aceitei, agora o pensamento é outro, mas não estou obcecado em ser um treinador de topo, penso como em tudo na minha vida, o que tenho tem sido e conquistado é á minha custa com muita dedicação sem favores de ninguém, é assim que tenho educado os meus dois filhos e são um exemplo de humildade e se assim não for não se conquista nada, a vaidade e a arrogância não leva a lado nenhum. Tenho um desejo que espero concretizar, ser treinador do meu filho, Marco, daqui a 3/ 4 anos podendo assim ser um orgulho ter treinado os meus dois filhos, quanto a seniores penso que tenho estou preparado, nunca treinei seniores mas devido á minha experiencia de jogador profissional durante 15 anos e conhecimentos que vou adquirindo um dia pode surgir mas vai ser uma coisa natural não vou andar obcecado por isso quando acontecer um convite estou cá para analisar e ver se é um bom projecto. A todas as pessoas que têm carinho por mim e a todos os que foram meus jogadores e um dia poderão ser outra vez, um muito obrigado por me ajudarem a crescer como treinador. Grande abraço a todos.

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