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Vítor Esgaio, vereador da Câmara Municipal da Nazaré eleito pelo PS

«Tenho esperança de ganhar as eleições à Comissão Política do PS»

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Vítor Esgaio foi eleito para a Câmara da Nazaré, ganha pelo PSD, como vereador pelo PS nas últimas eleições autárquicas, em 2009, mas aceitou o convite do presidente do Município, Jorge Barroso, para desempenhar funções como vereador a meio tempo, com pelouros. A decisão, que Vítor Esgaio justificou, na altura, com a vontade de contribuir para o desenvolvimento da Nazaré, não caiu bem junto dos socialistas.
Vítor Esgaio, vereador da Câmara Municipal da Nazaré eleito pelo PS

A coadjuvar o Presidente da Câmara Municipal no exercício das suas competências, nas áreas da Regulamentação Municipal, do Desporto e das Obras Públicas, de meados de Junho de 2010, o vereador assume-se como candidato às eleições do PS da Nazaré, e espera ganhar o desafio. Sobre o futuro do partido, na Nazaré, Vítor Esgaio diz que é preciso unir para ganhar. Entrevista RN: Qual é a sua relação com o atual presidente da concelhia do PS? VE: A minha relação pessoal, e a de muitos dos camaradas que fizeram parte de um projecto autárquico no ano de 2009 com o Walter Chicharro não é, nem pode ser, boa, por razões sobeja e publicamente conhecidas dos Nazarenos que não vou abordar aqui. Apesar disso, penso que a qualidade da minha relação pessoal com o indivíduo em questão é absolutamente indiferente, os amigos escolhem-se mas o que está em causa são as relações institucionais, pois, parece-me que o Partido Socialista não deve nem pode estar em causa em resultado das atitudes de um indivíduo. RN: Que balanço faz do trabalho de Walter Chicharro à frente da Concelhia? VE: Penso que não tem sido feliz no trabalho realizado. Basta recordar que o pior resultado de sempre do Partido Socialista na Nazaré aconteceu com a perda, pela primeira vez, em eleições legislativas na Nazaré, na sequência de uma péssima campanha eleitoral, onde entre outros erros cometidos, não se convidou o actual Presidente da Junta de Freguesia de Famalicão, Abílio Romão, eleito pelo PS por quezília pessoal do Walter Chicharro. Tal derrota foi a consequência e a conclusão da perseguição feita a muitos militantes e simpatizantes do partido que, culminou com a recusa de proponentes a militantes do Partido Socialista. Penso ainda que a abertura de uma sede do Partido Socialista em Valado dos Frades, em concorrência directa e desleal para com o comércio local, que já se encontra em grandes dificuldades, num claro intuito de prejudicar a iniciativa privada, foi uma medida irreflectida que prejudica o comércio do Valado dos Frades e a imagem do partido socialista. Por outro lado, sentiu-se falta de expressão pública do Partido Socialista na Comunidade. No entanto, parece-me que, não seria fácil ou seria mesmo impossível para o Walter Chicharro realizar um bom trabalho à frente do Partido Socialista depois da campanha que fez contra os seus camaradas e contra o próprio partido nas últimas eleições autárquicas. RN: Walter Chicharro já assumiu que vai recandidatar-se à comissão política. Quem ganhar a comissão política concelhia, será o próximo candidato à Câmara da Nazaré? VE: O camarada referido não tem uma única ideia nem uma única proposta para a Nazaré. A sua política é a política do contra, a política do “Bota a Baixo”. Reconheço que ele é ágil a criar sindicatos de voto dentro do partido, ou seja, é um óptimo angariador de votos internos através da inscrição de pessoas independentemente da sua sensibilidade política. Não é essa a minha forma de estar na política. Há um descontentamento generalizado dos militantes do Partido Socialista que me contactaram e me incitaram a ser candidato à Comissão Politica. De modo que não tinha como virar as costas a essas vontades que não se revêem numa liderança agressiva pautada por uma personalidade muito própria de quem está habituado às técnicas de vendedor marcadas pelo vale tudo para atingir determinados fins. Já foi transmitido publicamente pelo Walter Chicharro que caso ganhe a comissão política será o candidato à Câmara Municipal de Nazaré. Eu entendo que não é isso que está em questão neste momento, mas penso que os militantes têm de discutir internamente e decidir pela escolha de um candidato, independentemente de este ser ou não militante, terá de alguém que possa unir o partido e os eleitores do concelho em torno de um projecto ganhador. RN: É, também, candidato à comissão Política do PS da Nazaré. Qual tem sido a reação dos socialistas à sua candidatura? VE: Sou candidato à Comissão Política do Partido Socialista. É claro que tal só é possível com o apoio de muitos militantes do Partido. Posso dizer que tenho o apoio de todos os militantes que anteriormente me apoiaram, sendo que, tenho granjeado novos apoios de camaradas que não me apoiaram na última eleição e que agora me apoiam. Houve, inclusive, militantes que estavam afastados do Partido desde o ano de 2002 e que me apoiam nesta eleição. Refiro apenas alguns nomes como Ricardo Caneco, Roque Macatrão, Serafim, Joaquim Esgaio, o Presidente da Junta de Freguesia de Famalicão Abílio Romão, Carlos Vasco, a Vereadora do PS Maria João Ramos e muitos outros a quem não pedi autorização para referir publicamente o nome. RN: Recentemente um militante da CDU Nazaré disse que olhando à realidade económica da Câmara, o próximo Presidente não deve prometer obra, porque isso é impossível. Deve, acima de tudo, preocupar-se em como pagar as dívidas, fazendo o possível e o essencial no concelho. Concorda com esta ideia? VE: Percebo a existência de algum desencanto e entendo a afirmação referida, no entanto é o mesmo indivíduo que também diz que se deve fazer o possível e o essencial no concelho. É com a parte final da afirmação que eu concordo, isto é, o próximo Presidente deve direccionar a sua atenção para obras possíveis e ter uma preocupação com as questões essenciais, eu diria que a resolução dos problemas das pessoas é a questão de maior importância. A dívida é um problema que tem de ser solucionado. Mas não nos deve meter medo, nem deve pôr em causa o desenvolvimento do município nem a empregabilidade dos munícipes. RN: Quais são os maiores problemas do concelho da Nazaré? VE: O maior problema do concelho de Nazaré é a falta de emprego, agudizada pela falta de esperança em conseguir trabalho, não só por parte dos jovens, mas também por parte de munícipes menos jovens, que amam a sua terra e não desejam migrar. É claro que, a dívida do município também é um problema grave que, limita um pouco as escolhas futuras, assim como limita a câmara na qualidade de grande empregador do concelho. RN: Sendo o PS a força partidária com maior representatividade no concelho como explica, as sucessivas derrotas? VE: Penso que a força partidária do PS no concelho, por si só, não basta para ganhar as eleições autárquicas. Na verdade só perdemos umas eleições autárquicas. Só perde quem está no poder, e isso só nos aconteceu uma única vez, há cerca de vinte anos. Nas outras vezes o que aconteceu foi que não conseguimos ganhar a Câmara, o que é diferente de a ter perdido. Pois, em abono da verdade teremos de perceber que as eleições autárquicas são eleições muito especiais, onde quem está no poder parte com uma vantagem muito significativa, uma vez que é quem tem poder para empregar e para contratar fornecedores e como sabemos há um rol significativo de pessoas e de empresas que têm como principal cliente a Câmara. Por outro lado, quem detém o poder tem uma máquina de marketing ao seu dispor que faz com que a figura presidencial seja marcante. Não é por acaso que se limitaram os mandatos dos Presidentes autárquicos, à imagem do que já acontecia com a limitação nas eleições presidenciais. Penso ainda que o actual Presidente da Câmara é uma figura simpática, capaz de conseguir por si granjear a simpatia de pessoas com diferentes sensibilidades políticas. Quanto às eleições legislativas, o partido socialista ganhou sempre na Nazaré, inclusive as eleições legislativas no ano de 2009. Só perdeu na Nazaré as últimas eleições legislativas para o Passos Coelho, em virtude de terem sido cometidos muitos erros. Sendo que, a postura de alguns digníssimos militantes tem fragilizado muito a representatividade partidária, até pela recusa da inscrição de simpatizantes que voluntariamente desejavam ser militantes, vai-se perdendo assim a capacidade de sedução dos munícipes e de fidelização ao voto no partido em eleições. RN: O que precisa o PS fazer para ganhar as próximas eleições para a Câmara da Nazaré? VE: Não será fácil ganhar as eleições como alguns pensam! Se pensarmos que o PS, para ganhar as eleições precisa de estar unido, então diria, desde já, que, não me parece que seja fácil unir no todo o que foi deveras partido pelo Walter Chicharro. Este não reúne de modo algum as qualidades que determinariam uma vitória do PS nas próximas eleições autárquicas. Não querendo antecipar resultados, até porque esses pertencem aos militantes – são eles que decidem –, tenho esperança de ganhar as eleições à comissão política e, por aí, tenho confiança numa futura escolha do candidato e no futuro do PS na Nazaré. RN: Quais devem ser as principais medidas que o próximo presidente da Câmara deve tomar como prioritárias? VE: A prioridade deve centrar-se nas pessoas, pensando-se na melhoria da empregabilidade. Procurar medidas que conduzam à manutenção dos postos de trabalho existentes no concelho, inclusive os da Câmara, colaborar com as instituições responsáveis pela formação profissional e pelo emprego no concelho com esse mesmo intuito. Incentivar a iniciativa privada colaborando com a mesma, privilegiando os investimentos capazes de criar emprego nos mais variados sectores da economia, na agricultura, na pesca, nos serviços, procurando no passado os nossos pontos fortes e inovar modernizando actividades. Ter uma atenção privilegiada às potencialidades de geração de riqueza da faixa litoral do concelho. Sem querer privilegiar sectores da economia, eu gostaria de ver um olhar atento ao mar e às actividades com ele relacionadas, turismo, actividades marítimo ou turísticas, pesca. É prioritário que a Câmara anime o tecido empresarial existente no concelho. Falando de betão, gostaria de, no mínimo, ver iniciada a recuperação/beneficiação da marginal, o início das obras da área de localização empresarial no Valado e a finalização do centro escolar de Famalicão e do centro de alto rendimento de Surf. Podem até dizer que isso é uma política de continuidade, mas é preciso ser responsável e procurar levar a bom porto os projectos em curso. RN: Sobre as acessibilidades, que têm vindo a melhorar, até que ponto a recente abertura do IC9 pode ser importante para o desenvolvimento da Nazaré? VE: Penso que o IC9 é uma obra importante para o desenvolvimento de toda uma Região. Contudo, a melhoria das acessibilidades dos cidadãos conseguida pelo governo anterior não basta por si só para melhorar o desenvolvimento da Nazaré, pois, como sabemos, a Nazaré vive essencialmente de turismo e tais acessibilidades por um lado trazem turistas mas também os levam com rapidez para outras paragens. E, por outro lado, é preciso pensar que a melhoria das acessibilidades também pode resultar em mais visitantes e menos turistas, ou seja, pode significar que os veraneantes continuem a preferir a nossa praia mas deixam de ter necessidade de pernoitar, uma vez que a viagem de regresso a casa se torna mais rápida, mais segura e mais confortável. Mas é claro que o IC9 é uma obra importante, mas temos de ter consciência das suas potencialidades e dos seus riscos, para majorarmos a primeira e diminuirmos ou mesmo anularmos os riscos. RN: Ao contrário do que acontece na Nazaré, no distrito, o PSD é o partido com mais força. O PS está em condições para alterar este cenário? VE: É difícil prever o futuro, mesmo pensando que as próximas eleições autárquicas vão acontecer daqui a 18 meses. Penso que o PSD irá fazer tudo o que estiver ao seu alcance para manter o maior número de câmaras possível, fazendo a passagem de testemunho dos actuais Presidentes de Câmara para os futuros candidatos. Apesar disso, a política de austeridade prosseguida pelo governo e as limitações económicas e financeiras das Câmaras poderão limitar muito o exercício das competências dos municípios com perda da popularidade do PSD que desse modo terá dificuldades em cativar a simpatia do eleitorado. Assim, e em conclusão, estou convicto de que o Partido Socialista tem condições para se sair muito bem nas próximas eleições autárquicas e ganhar algumas das câmaras onde os actuais Presidentes de Câmara estão impedidos de concorrer. RN: Relativamente ao PS Nacional, concorda com a forma como António José Seguro está a liderar o Partido? VE: Sim, parece-me que o secretário-geral do Partido Socialista tem estado à altura das responsabilidades de quem lidera um partido do designado arco do poder. Penso que tem estado muito bem, tem um discurso político positivo, tem uma agenda de desenvolvimento, não se basta com a austeridade, tem ideias e apresenta propostas para o país, pelo que sinto que está centrado nos interesses da nação. Recusa a política do dizer mal por dizer mal, não é demagogo, contrariando as expectativas de alguns dentro e fora do partido tem tido uma popularidade crescente. Deste modo, posso dizer que sou um apoiante do secretário-geral do partido socialista e da sua forma de fazer política que só me tem surpreendido pela positiva. RN: Nos últimos dias tem circulado a informação que o Vítor Esgaio teria sido suspenso do partido. Confirma-se? VE: Tomei conhecimento que o outro candidato à comissão política, de forma irregular e pouco digna, anda a dizer que estou suspenso no partido, mas quando o diz, sabe que está a mentir. Tal afirmação não é verdadeira. Penso que se trata, por um lado de falta de ética e de respeito pelo partido socialista, e por outro, é desespero de quem receia perder, de quem teme o voto dos militantes, de quem não os respeita e procura a intriga com medo que os militantes dêem a vitória à lista liderada por mim nas eleições à comissão política. Agora percebe-se a razão da retirada da confiança política aos Vereadores eleitos pelo Partido Socialista.

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