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Relançamento do termalismo caldense marcou discurso de feriado municipal

Marlene Sousa

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No âmbito nas cerimónias oficiais do Feriado Municipal das Caldas, este ano a tradicional sessão solene no salão nobre do Hospital Termal contou com três membros do Governo: O ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares Miguel Relvas, o secretário de Estado da Administração Local, Paulo Júlio, e o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Leal.

Mudam os governos, passam os anos e a discussão nesta cerimónia continua centrada no relançamento do termalismo das Caldas, que vive um cenário cada vez mais difícil.

Para o ministro, “a Câmara é o selo de garantia para o futuro do Hospital Termal”, defendendo uma parceria entre o Estado, a autarquia e privados para o relançamento do termalismo.

O governante considerou que “está na altura de abandonar as velhas soluções de sempre e ser mais exigente nos investimentos, daí a importância das reformas estruturais que há anos que vêm sendo adiadas”.

“Temos de ser capazes de ir procurar as alternativas” e não apenas “esperar que seja o Serviço Nacional de Saúde a conseguir encontrar soluções”, afirmou Miguel Relvas, que reconheceu a “importância” do hospital. Considerou-o “um marco a nível nacional”, com “a grande vantagem de estar a menos de uma hora de uma grande área metropolitana, onde existe uma grande população e um aeroporto internacional”, fatores que aumentam as possibilidade de afirmar a aposta no turismo termal. Importa agora “definir o modelo para que esta instituição tenha futuro. Temos de olhar além do que temos feito”, declarou, referindo ainda que os recursos termais – mesmo numa Europa em crise – têm-se afirmado como uma oportunidade de desenvolvimento.

Fernando Costa exaltou a origem histórica da cidade em torno do Hospital Termal que “foi sempre a matriz das Caldas da Rainha e, como tal, onde reside a nossa alma, pelo que não devem ser tomadas medidas que não tenham ponderação e que ofendam a honra da população das Caldas”.

O autarca, que prefere a manutenção daquela unidade no Serviço Nacional de Saúde, salientou a importância do Hospital para a economia, turismo e cultura da região, e mostrou-se disponível para “encontrar novas soluções”, que respeitem “riqueza e o património de interesse público”.

Em declarações aos jornalistas, o secretário de Estado Fernando Leal, disse que neste momento estão a terminar a criação do novo Centro Hospitalar do Oeste. Feito isso irão nomear um conselho de administração e tal “como aconteceu no Centro Hospitalar do Médio Tejo, será esse conselho de administração obviamente apoiado pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, que irá definir as valências para cada um dos hospitais”.

Fernando Leal adiantou que cabe ao novo conselho de administração gerir a gestão financeira do centro Hospitalar Oeste Norte e do Centro Hospitalar Torres Vedras no encontro de uma solução dinâmica que os “tire desta situação financeira muito difícil em que estão e que é insustentável para a região e o país”.

Quanto ao Hospital Termal, o secretário de estado disse que estão à espera de fazer a reorganização do Centro Hospitalar do Oeste e só depois irão tentar encontrar as melhores soluções para cada uma das peças. “Não é só o hospital termal, é um conjunto de estruturas envolventes que até agora têm estado a cargo do Ministério da Saúde e que não é claramente a nossa vocação”, sublinhou.

Carlos Sá, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Oeste Norte, revelou que foram adjudicados equipamentos de imagiologia (TAC, 2 ecógrafos, mamógrafo, raio X bem como um sistema de imagem digital –PACS), que após obras de adaptação de espaço físico entrarão em funcionamento para breve”.

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