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Fotografias de Avellar Soeiro no Centro Cultural da Nazaré

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Exposição apresenta imagens da comunidade nazarena pela primeira vez David Mariano O Centro Cultural da Nazaré tem patente até ao próximo dia 29 de Maio, uma exposição de fotografia de Avellar Soeiro, onde o mar, as actividades piscatórias e as gentes da Nazaré, motivos que prenderam a atenção da objectiva do primeiro “relações públicas” português, […]
Fotografias de Avellar Soeiro<br> no Centro Cultural da Nazaré

Exposição apresenta imagens da comunidade nazarena pela primeira vez David Mariano O Centro Cultural da Nazaré tem patente até ao próximo dia 29 de Maio, uma exposição de fotografia de Avellar Soeiro, onde o mar, as actividades piscatórias e as gentes da Nazaré, motivos que prenderam a atenção da objectiva do primeiro “relações públicas” português, formam o núcleo central desta mostra, promovida pelo Museu Dr. Joaquim Manso, em parceria com a Câmara Municipal da Nazaré. A exposição de fotografia de Avellar Soeiro no Centro Cultural da Nazaré surge assim inserida no programa de comemorações da “Noite dos Museus” (14 de Maio) e do Dia Internacional dos Museus (18 de Maio), promovido pelo Museu Dr. Joaquim Manso, pelo Instituto dos Museus e Ministério da Cultura, com a colaboração da Câmara Municipal da Nazaré.

Quanto a esta figura ímpar do mundo da fotografia, Domingos de Avellar Soeiro (1918 – 2010) iniciou a sua vida profissional como operador de telecomunicações, mas desde cedo desenvolveu o gosto pelo mundo das artes e da cultura, com particular interesse pela fotografia. Na década de 1940, produziu um “rádio magazine” semanal no Rádio Clube Português, com entrevistas a personalidades do mundo artístico e desportivo e, na RTP, produziu um programa dedicado ao Fado. Contudo, foi nas relações públicas que ganhou notoriedade, tendo sido responsável por esta área no Laboratório Nacional de Engenharia Civil durante 26 anos, paralelamente a outros cargos pioneiros nesta vertente, na esfera empresarial e associativa. A reputação que conquistou nas relações públicas e na defesa da cultura valeu-lhe a condecoração com a Ordem do Infante D. Henrique, em 1985, pelo Presidente da República Ramalho Eanes. Já ao longo da sua vida, a fotografia assumiu-se com uma das verdadeiras paixões de Avellar Soeiro: a sua primeira câmara foi uma “Zeiss Mess Konda” 6×6, com rolos de película “Ilford”, que anos mais tarde, substituiu por uma câmara “Kodak”, denominada na altura de “Caixote”. As principais produções fotográficas datam dos anos 1950-60, selecção essa apresentada nesta exposição. Foi colaborador do semanário “Século Ilustrado” e fazia parte do emblemático Foto-Clube 6×6, onde integrou os corpos directivos. Os seus trabalhos figuraram em múltiplos salões nacionais e internacionais, onde mereceram distinções honrosas. Ganhou o 1º prémio no Salão “Féria del Campo”, em Madrid (1953), com uma fotografia de temática agrícola e foi convidado para fotografar o interior do Museu da Fundação Ricardo Espírito Santo antes da sua abertura ao público (trabalho de que sempre se orgulhou).. Avellar Soeiro era visitante frequente da Nazaré e deixava-se contagiar pela alegria das crianças que brincavam na praia e pela angústia das viúvas que permaneciam à espera nas suas capas negras, contrastantes com a brancura do casario. A lota improvisada no areal ou a entrada e saída dos barcos foram também registadas pela sua câmara, entre outros aspectos das vivências locais de meados do século XX, que esta exposição mostra pela primeira vez aos nazarenos.

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