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Nazaré não ficou indiferente à greve geral

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Tânia Rocha O concelho da Nazaré também participou na paralisação geral do passado dia 24 de Novembro, anunciada pela CGTP e pela UGT. A falta de trabalhadores foi visível em alguns sectores, embora noutros não houvesse falhas significativas de funcionários, e noutros, até, não foi registada qualquer adesão à grave. No final do dia, as […]

Tânia Rocha O concelho da Nazaré também participou na paralisação geral do passado dia 24 de Novembro, anunciada pela CGTP e pela UGT. A falta de trabalhadores foi visível em alguns sectores, embora noutros não houvesse falhas significativas de funcionários, e noutros, até, não foi registada qualquer adesão à grave. No final do dia, as duas centrais sindicais estimaram que cerca de 3 milhões de trabalhadores aderiram à paralisação geral em todo o país. Esta paralisação é uma forma de contestação pelas medidas de austeridade anunciadas pelo Governo, de forma a conseguir equilibrar as contas públicas. Entre as medidas, estão, por exemplo, cortes salariais da função pública, congelamento das pensões, reduções de medidas sociais e benefícios fiscais, e aumento do IVA para 23% .

Na Estação dos CTT da Nazaré, apenas trabalhou um dos oito carteiros e no atendimento a adesão apesar de mais baixa ainda se fez sentir. Segundo Dina Serranho, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações, a greve foi “estrondosa”, não só no distrito de Leiria, como também a nível nacional, cujos “números indicam a grande revolta dos trabalhadores e a angústia em que vivem”. Segundo a mesma sindicalista, “o Governo devia analisar estes números convenientemente”. Ainda de acordo com a mesma fonte, esta paralisação de alguns trabalhadores nos CTT da Nazaré deve ter atrasado a “distribuição por três a quatro dias”. No Serviço da Repartição de Finanças da Nazaré e em algumas escolas do concelho, a greve não se fez sentir. No entanto, outros estabelecimentos de ensino tiveram as portas fechadas durante todo o dia e algumas funcionaram a meio gás. De acordo com o professor Jorge Sousa, director do Agrupamento de Escolas da Nazaré, a escola sede do Agrupamento “parou”, uma vez que cerca de 50 % dos professores e funcionários aderiram à greve. A escola básica do Bairro dos Pescadores, Famalicão, Quinta Nova e o Jardim-de-infância de Valado dos Frades também não abriram as portas, já as restantes estiveram em funcionamento. Em relação à greve na Câmara Municipal da Nazaré e nos Serviços Municipalizados, o STAL, Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, diz que “ultrapassou as expectativas. Segundo o dirigente Sérgio Januário, na Câmara Municipal a adesão rondou os 90% e nos Serviços Municipalizados ficou-se pelos 65% . Refere que a paralisação “atingiu quase todos os serviços”, e destaca que na recolha do lixo a adesão foi de 100% . Sérgio Januário disse que “os trabalhadores deram grande resposta, uma resposta histórica, a um roubo que nos tem sido feito”. Como tal, o STAL mostra-se “satisfeito” com os resultados e promete não parar por aqui, caso a situação se mantenha. Em contrapartida, segundo as declarações do presidente dos SMN, Afonso Ova, “a greve geral teve pouco impacto, pois só no sector administrativo é que a mesma se fez sentir”. Ainda acrescentou que, “ao contrário do que foi uma certeza a nível nacional”, na Nazaré “os transportes urbanos e o transporte alternativo ao ascensor trabalharam a 100% ”. Em relação ao Centro de Saúde da Nazaré, o ACES Oeste Norte refere que a adesão à greve foi de 10,25% , “do universo total dos colaboradores escalados”, nomeadamente, um médico, dois enfermeiros e um assistente técnico. Como tal, as consultas médicas marcadas para esse profissional foram transferidas para outro dia. No entanto, o ACES realça que “os serviços de prestação a casos de doença aguda estiveram salvaguardados”. Antes da paralisação do dia 24 de Novembro, a última greve geral que juntou as duas centrais sindicais realizou-se há 22 anos.

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