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Força do Mar apresentada de diversas formas

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Biblioteca Municipal foi palco de uma conferência sobre o mar Tânia Rocha “Nazaré: A Força do Mar” foi o tema da conferência promovida pelo semanário Região de Leiria, com a colaboração da Câmara Municipal, que se realizou na passada quinta-feira, na Biblioteca Municipal. Os oradores, todos com actividade profissional ligada ao mar, mostraram ao público […]
Força do Mar apresentada de diversas formas

Biblioteca Municipal foi palco de uma conferência sobre o mar Tânia Rocha “Nazaré: A Força do Mar” foi o tema da conferência promovida pelo semanário Região de Leiria, com a colaboração da Câmara Municipal, que se realizou na passada quinta-feira, na Biblioteca Municipal. Os oradores, todos com actividade profissional ligada ao mar, mostraram ao público a força que o mar pode ter em diversas vertentes. As potencialidades, a sustentabilidade e a estratégia do mar foram as ideias principais abordadas em destaque. O presidente da Câmara Municipal da Nazaré, Jorge Barroso, abriu a sessão referindo que “é necessário haver uma visão sobre o que queremos do mar, e que Portugal terá de resolver o fenómeno do mar urgentemente”. Jorge Barroso declarou que “hoje queremos nos desligar do mar da Nazaré, enquanto mar de tragédia, do drama e de morte, e nos irmos ligando ao mar da pesca, do recreio, do desporto, e ao mar, enquanto fazedor de conhecimento e fonte de desenvolvimento”.

Participaram como oradores nesta iniciativa: Miguel Sequeira, responsável pela estrutura de Missão para os Assuntos do Mar; Miguel dos Santos, investigador do IPIMAR; José Onofre, chefe de divisão de Oceanografia do Instituto Hidrográfico; António Caneco, representante substituto de Portugal junto da Organização Marítima Internacional e chefe de departamento do pessoal do mar do IPTM; Francisco Vieira, director da Escola Profissional da Nazaré; e João Capucho, presidente da Associação Nacional de Surf. A conferência contou com a moderação de Reis Ágoas, vogal da Comissão do Domínio Público Marítimo.Miguel Sequeira falou da Estratégia Nacional para o Mar que o Governo está a implementar, que segundo referiu, “pretende apostar numa gestão partilhada das necessidades do mar”. Adiantou que uma das linhas de acção é “o aproveitamento do oceano, enquanto factor de diferenciação e desenvolvimento”. O responsável pela estrutura de Missão para os Assuntos do Mar disse ainda que “a gestão do conhecimento é essencial e que o mar é tridimensional”.O orador que se seguiu, o investigador Miguel Santos, falou da importância dos recifes artificiais, como “um instrumento de gestão pesqueira”, e deu como exemplo os recifes implementados na costa algarvia. Miguel Santos referiu que, de acordo com os estudos, “não é possível extrair mais peixe do mar”, sendo os recifes artificiais uma estratégia para aumentar as potencialidades dos oceanos. Deu ainda vários exemplos de utilização dos recifes artificiais, zonas de implementação, e falou de alguns dos resultados alcançados e previstos. Para finalizar, destacou o caso da Nazaré com a futura implementação dos recifes. No total vão ser postos no mar da Nazaré 1050 módulos, colocados a uma distância de 400 metros, que se prevê que atinjam uma área de influência de quase 3 Km2. Por sua vez, José Onofre pronunciou-se sobre o projecto Monican, recentemente apresentado na Biblioteca Municipal, como sendo um projecto estratégico para a monitorização ambiental e para a investigação científica, que tem como objectivo “elaborar um produto que possa ser usado por todos os utilizadores da área”. O projecto Monican, sistema que pretende aprofundar o conhecimento da circulação profunda e superficial junto aos canhões, especialmente na área da Nazaré, tem a duração de dez anos.No painel seguinte, a voz foi dada a António Caneco, Francisco Vieira e João Capucho. António Caneco falou da importância mundial do transporte marítimo e das diversas profissões do mar. Através de uma análise estatística, comprovou que o transporte marítimo é dos mais seguros, mais económicos, mais amigo do ambiente e o mais utilizado do comércio internacional. Referiu ainda algumas das vantagens das profissões marítimas, classificando-as como “uma janela de oportunidades”. Mencionou também que os marítimos têm uma boa remuneração, fácil e mais rápida progressão na carreira, entre muitas outras vantagens que salientou de uma forma muito cativante.Francisco Vieira iniciou o seu discurso realçando que “só fomos grandes, quando nos virámos para o mar”. O director falou da estratégia da Escola Profissional da Nazaré, que visa sobretudo preparar recursos humanos para investirem nas potencialidades que a Nazaré pode oferecer e explorar. Por último, João Capucho centrou a sua intervenção na prática do surf e nas dificuldades burocráticas que a Associação atravessa quando quer organizar alguma iniciativa. Explicou o que é o Surf, quem o pratica, a publicidade que consegue conquistar e classificou que “existe uma atrapalhada legal na gestão das praias”. Deixou no ar o desafio para se apostar mais no Surf na Nazaré, com a criação, por exemplo, da primeira praia municipal do país, a Praia de Norte. O director da Associação Nacional de Surf destacou todas as potencialidades naturais da Nazaré para a prática de surf, que segundo disse, “fazem da Nazaré um excelente local para esta prática”. No entanto, à parte das condições naturais que a Nazaré oferece, identificou quatro medidas possíveis para potenciar o Surf, nomeadamente, “criar uma comunidade local, fazer agenda; haver uma gestão da praia, e utilizar a Internet para a estratégia de promoção do surf”.Este evento contou com um auditório cheio de participantes, que tiveram também a oportunidade de intervir, colocando algumas questões aos especialistas convidados, ou simplesmente, fazendo uma breve apreciação sobre a temática.

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