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José Maria Carepa demitiu-se do cargo de Chefe de Gabinete de Apoio à Presidência por razões políticas e operacionais Tânia Rocha José Maria Carepa demitiu-se, no dia 20 de Maio, do cargo de Chefe de Gabinete do Sr. Presidente da Câmara Municipal da Nazaré, funções que desempenhada desde 1 de Setembro de 2007. As causas […]

José Maria Carepa demitiu-se do cargo de Chefe de Gabinete de Apoio à Presidência por razões políticas e operacionais Tânia Rocha José Maria Carepa demitiu-se, no dia 20 de Maio, do cargo de Chefe de Gabinete do Sr. Presidente da Câmara Municipal da Nazaré, funções que desempenhada desde 1 de Setembro de 2007. As causas de demissão apresentadas por José Maria Carepa são de ordem operacional e política. Para justificar as causas operacionais, que se prendem com as condições de desenvolvimento do cargo, José Maria Carepa, na sua carta de demissão, composta por cinco páginas, diz que “nunca me foram dadas condições, por mínimas que fossem, para levar a cabo com dignidade o trabalho de Chefe de Gabinete”. No seguimento da justificação, o professor escreve que “fui admitido na Câmara Municipal sem que tivesse sido providenciado com anterioridade um simples lugar para me sentar; trabalhei durante algum tempo numa cadeira de passagem, com os papéis nos joelhos, dividi depois uma secretária com um trabalhador temporário, e, quando me foi finalmente facultado um posto fixo, fui ostensivamente colocado no canto mais esconso do Gabinete – por motivos que desconheço, e que nunca me interessaram…”.

Ainda na fundamentação das mesmas razões operacionais, José Carepa afirma que “nunca me foram atribuídas funções concretas. Nenhuma tarefa, de chefia ou não, me foi explicitamente dada. As pessoas a quem estavam cometidas funções no Gabinete continuaram a fazê-las, impavidamente, sem qualquer alteração de conteúdo ou forma. Os circuitos de informação, decisão e influência continuaram rigorosamente nas mãos dos mesmos que os detinham até aí. Nunca foi discutido comigo qualquer acto político ou administrativo, e não me foi dado, sequer, acesso à documentação que chegava ou saía da Presidência. Esses documentos foram-me, mesmo, em muitos casos sonegados, e continuaram a sê-lo até ao momento”. Depois refere que após ser “objectivamente impedido de exercer as funções de “Chefe do Gabinete de Apoio”, para as quais tinha sido convidado, resolvi deixar cair a primeira parte da expressão, “Chefe do Gabinete”, e centrar com lealdade os meus esforços na segunda, “Apoio”. Deste modo, José Maria Carepa, prestou apoio nas áreas da Educação e Cultura. No entanto, já após o seu desempenho nessas áreas, anuncia na carta de demissão certas atitudes de menoridade do seu trabalho e cargo de chefia, por parte de uma funcionária administrativa com o conhecimento do presidente, e também do próprio presidente, classificando essa atitude como “evidente falta de respeito pela minha pessoa e pelo meu cargo, uma assinalável falta de lealdade institucional”. Na segunda parte da carta, portanto, nas razões de cariz político, José Carepa afirma que nunca apoiaria a lista que o presidente pretende constituir, recorrendo aos vereadores que neste momento fazem parte da maioria conjuntural que o apoia, segundo o que tem sido divulgado e nunca desmentido pelo presidente. Contudo, é de salientar que Jorge Barroso ainda não confirmou publicamente quais são as pessoas que o vão acompanhar. José Carepa considera este possível cenário como um “logro político”. Porém, no final da carta, o professor agradece ao presidente a oportunidade que lhe foi prestada e deixa claro que não guarda ressentimento a nível pessoal, desejando-lhe “as maiores felicidades pessoais”. Na última reunião do executivo camarário, Reinaldo Silva leu publicamente a carta de demissão de José Maria Carepa, ex-chefe de gabinete do presidente da Câmara. É de referir que o presidente da Câmara, Jorge Barroso, antes de iniciar os trabalhos afirmou aceitar a demissão de José Carepa. Na última Assembleia Municipal, realizada na passada quarta-feira, o deputado Orlando Rodrigues, do Grupo de Cidadãos Independentes, questionou o presidente sobre a demissão do seu ex-chefe de gabinete. Orlando Rodrigues quis saber “para que funções é que o professor José Carepa foi contratado, porque é que não lhe foram dadas “as condições mínimas que fossem de trabalho”, qual o valor da contratação”, e também questionou se essa “contratação foi benéfica para a autarquia”. Jorge Barroso disse apenas que a contratação “começou com o que decorre na lei e terminou daquilo que decorre da lei”, que foi tudo publicado em Diário da República e que só respondia a mais informações por escrito. No entanto, após a insistência do deputado na resposta a pelo menos duas questões, as quais não são publicadas em Diário da República, por serem de “carácter político”, o presidente Jorge Barroso respondeu que “primeiro é preciso definir bem o que são condições mínimas de trabalho”, e em relação à outra questão, considerou “o balanço positivo, mas isso é a minha opinião”, frisou. Para concluir o assunto, Barroso referiu que “para mim isto é um assunto que está encerrado”.

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