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Vereadores da oposição contestam limitaçõesno alargamento do cemitério

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Possível construção junto ao cemitério prevê a cedência de 1600 m2 Tânia Rocha Os vereadores da oposição, da Câmara Municipal da Nazaré, marcaram uma conferência de imprensa no miradouro da Pederneira, no passado sábado, para demonstrarem o seu descontentamento face à possibilidade do fim do alargamento do cemitério da Pederneira. Esta conferência foi marcada no […]
Vereadores da oposição contestam limitações<br>no alargamento do cemitério

Possível construção junto ao cemitério prevê a cedência de 1600 m2 Tânia Rocha Os vereadores da oposição, da Câmara Municipal da Nazaré, marcaram uma conferência de imprensa no miradouro da Pederneira, no passado sábado, para demonstrarem o seu descontentamento face à possibilidade do fim do alargamento do cemitério da Pederneira. Esta conferência foi marcada no seguimento de uma proposta apresentada pelo presidente Jorge Barroso, na última reunião de Câmara, em que a maioria partidária aprovou uma proposta que permitirá, a breve prazo o alargamento do cemitério da Pederneira. A possibilidade de alargamento, com a cedência de 1600 m2, foi contemplada na solicitação de um pedido de informação prévia, sobre a construção de um edifício habitacional, no Caminho Real, por parte de um privado.

Segundo o comunicado enviado pelo Gabinete de Imprensa e Comunicação da CMN, “a proposta vai no sentido de a autarquia aceitar a cedência, por parte de um privado, de uma área de terreno de 1.600 m2, nas imediações do actual cemitério. Uma medida que, de acordo com Jorge Barroso, torna possível “ao interesse público ampliar o cemitério já existente, a curto prazo e sem as delongas que advêm de um processo de medidas de salvaguarda e de alteração de utilização de solo, o que aconteceria caso se optasse por outra solução”. De acordo com o mesmo documento, “a ampliação da área em 1.600m2 irá aumentar a capacidade de utilização do actual cemitério, que se encontra perto da lotação máxima, em cerca de 20 anos”.Na referida conferência de imprensa, o vereador do PS, Vítor Esgaio, referiu que “em nome de um interesse privado, Barroso põe em causa o interesse público, pois, ao aprovar a construção de apartamentos, junto às imediações do cemitério, traz a impossibilidade de, no futuro, a população enterrar os seus entes queridos naquele local, pois o cemitério não tem a possibilidade de se expandir para mais lado nenhum”, referindo que este é “apenas um interesse imobiliário, que vai anular definitivamente o alargamento do cemitério ”.António Trindade, do Grupo de Cidadãos Independentes, considerou que houve uma desobediência por parte do presidente, “em não respeitar a decisão da Assembleia Municipal, para se discutir, o alargamento ou não do cemitério”. Trindade disse que “o não alargamento do cemitério não é por culpa dos vereadores da oposição”. Referiu que “sempre defenderam que os terrenos em causa deveriam ser expropriados e pagos aos proprietários, de acordo com as regras praticadas pela Câmara, quando vende os covatos ao cidadão comum”. Por sua vez, Reinaldo Silva, proferiu que “preservar todo o terreno em causa, com outro tipo de gestão, poderia alargar-se por muitos anos a continuação do cemitério e dar continuidade ao sentimento de toda a população”, acrescentando que “com o que está feito, é mandar areia para os olhos, é trair o sentimento das pessoas e trair as intervenções dos autarcas”. Para o presidente da Câmara Municipal da Nazaré, esta decisão garante “o equilíbrio na defesa dos interesses público e privado” e a “oportunidade de, rapidamente, o Município poder ver ampliado um equipamento fundamental”, possibilitando à população “o conforto de saber que há um espaço para acolher os seus entes queridos”.É de referir que grande parte do terreno privado está classificada, no Plano Director Municipal, como zona urbana. Os vereadores que promoveram esta conferência salientaram ainda que, “não há da parte de ninguém a intenção de prejudicar quem quer que seja, ninguém teria de sair prejudicado deste processo. Os particulares eram devidamente indemnizados e o interesse público seria salvaguardado, com a ampliação do cemitério”.

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