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“A nossa primeira preocupaçãoé a salvaguarda da vida humana no mar”

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O Região da Nazaré visitou o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de LisboaCarlos BarrosoEsta afirmação vem do capitão-tenente Correia Guerreiro gestor das operações do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa), numa visita efectuada pelo REGIÃO aquele organismo que poucos conhecem, mas que efectua e coordena em […]
“A nossa primeira preocupação<br>é a salvaguarda da vida humana no mar”

O Região da Nazaré visitou o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de LisboaCarlos BarrosoEsta afirmação vem do capitão-tenente Correia Guerreiro gestor das operações do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa), numa visita efectuada pelo REGIÃO aquele organismo que poucos conhecem, mas que efectua e coordena em média dois salvamentos por dia.Este Centro só é falado quando existem desastres no mar, mas na realidade estes militares que operam 24 horas por dia numa sala, fazem de tudo para colocar no local a ajuda necessária para resgatar vidas, numa área de mar que tem aproximadamente a dimensão da Europa, ou seja 58 vezes o território nacional o que corresponde a 5.646.550 km2.Os olhos destes homens e mulheres estão centrados num espaço interterritorial do descontínuo território de Portugal, por onde passam das mais importantes rotas marítimas comerciais, estimando-se em mais de 300 navios por dia.

Os níveis de exigência são elevados ao extremos e só uma boa coordenação do MRCC Lisboa numa sala dotada da mais recente tecnologia em matéria de comunicações, consegue que os objectivos sejam atingidos com sucesso, já que fala-se de todas as forças de segurança e mecanismos nacionais e por vezes internacionais.Muitas vezes os pescadores são a voz do descontentamento pela falta de segurança no mar, mas na área do MRCC Lisboa, continente e Madeira há permanentemente atribuído três lanchas da Marinha Portuguesa no Sul, uma Lancha no Centro, uma Patrulha no Norte, e uma Patrulha na Madeira e uma Corveta no Continente. Todo este dispositivo é complementado por cerca de 53 embarcações salva-vidas e semi-rígidas da Autoridade Marítima espalhadas pelo continente. Todos os meios poderão intervir numa operação de busca e salvamento, mas é certo que qualquer meio que se encontre mais próximo do local, uma embarcação pesqueira por exemplo, deverá prestar a primeira assistência sob coordenação do MRCC respectivo.A Marinha, através dos meios da componente operacional e os meios da Autoridade Marítima atribui um dispositivo permanente para a busca e salvamento marítimo, e esta tarefa representa a primeira prioridade em tempo de paz para os nossos meios.Além dos meios descritos existem ainda os meios da Força Aérea, do INEM, os da Autoridade Nacional de Protecção Civil, com os quais trabalham numa base diária, e aindaos da GNR que também poderão colaborar em acções de busca e salvamento em articulação e colaboração com a Marinha, bem como outros de entidades e organizações nacionaisou regionais. Todos estes meios são invisíveis aos olhos do comum cidadão e também daqueles que os coordenam entre portas. O objectivo do REGIÃO é tentar explicar à população que bem dentro do coração do Quartel-general do Comando Regional Sul do Atlântico da NATO, em Oeiras, onde se situa a MRCC Lisboa, os militares não descansam enquanto a vida não está a salvo.Na sala não há margem para o erro, porque “a partir do momento em que é recebido o alerta a primeira preocupação é a salvaguarda da vida humana”, razão pela qual os militares destacados no MRCC Lisboa “são frequentemente testados, para que numa situação real seja atingida a máxima eficácia”. É o caso, por exemplo, do MONICAP, um sistema de monitorização das actividades da pesca que utiliza o GPS e comunicações satélite entre as embarcações e o centro de controlo terrestre. Há armadores que desconhecem a sua função de alerta em caso de emergência. Mas a exigência deve ser estendida aos meios de salvamento colectivos e individuais que existem nas embarcações, concretamente a operacionalidade dos salva-vidas e os coletes em locais de fácil acesso ou envergados quando os pescadores estiverem a trabalhar no mar. “O colete aumenta significativamente o tempo de sobrevivência de uma pessoa quando cai ao mar”, explicou também o responsável militar. “Estas situações podem ser a diferença em conseguirmos ou não salvar uma pessoa”.“Garanto que existem os meios adequados e a capacidade para responder às situações”, assegura Correia Guerreiro.Como conselhos aos pescadores, Correia Guerreiro refere-se à sua experiência de mar e das fiscalizações em que participou e por isso considera importante “ter o conhecimento profundo dos equipamentos de socorro e como activa-los, porque dá a garantia que depois de activado, o MRCC Lisboa vai receber esse aviso para actuar”. Ter o conhecimento dos meios de socorro existentes nas embarcações, nomeadamente na garantia das embarcações salva-vidas, “esteja em local sem estarem amarradas com outros cabos. Os coletes estejam em locais de rápido acesso e não escondidos no porão e os pescadores devem usa-los sempre que trabalhem no exterior, porque aumentam o tempo de sobrevivência no mar em caso de acidente”. “Colaborem sempre no sentido de que estes equipamentos estejam disponíveis. Isto pode ser a diferencia de salvar a vida de pessoas ou não. Se não recebermos um alerta de socorro, não sabemos se as pessoas estão em perigo, por isso devem saber operar os equipamentos”, apela.O responsável garante que “há permanentes meios da marinha no mar quer a norte, quer a sul do território e dependentemente das condições meteorológicas são colocados nas zonas geográficas assinaladas como locais de prováveis de ocorrência de acidentes. Temos a força aérea com meios de prontidão e meios da autoridade marítima de maneira que podemos garantir que há meios e a capacidade de responder às situações. Se o alerta de socorro for dado em tempo, se os meios de salvamento forem os adequados é muito difícil acontecer uma situação de catástrofe com um navio de pesca”.A taxa de referência, no ano passado na capacidade de resposta do serviço, situou-se nos 96% , uma quota acima dos resultados da Guarda Costeira Americana que audita estes padrões. Isto revela a eficácia do nível do serviço coordenado em Portugal.“O fundamental é o alerta de socorro, a emissão do alerta de socorro, ser pronta e salvaguardar os equipamentos de salvamento marítimo, colectivos e individual”, reforça.“Somos reconhecidos internacionalmente, porque quase mensalmente há uma evacuação médica de um paquete na costa portuguesa o que nos leva a dizer que são bem tratados e bem encaminhados. A marinha cobra zero por qualquer missão no mar de salvamento na salvaguarda da vida humana no mar, a segurança na navegação e a segurança das pessoas que andam no mar”, declara. O MRCC Lisboa tem anualmente exercícios para demonstrar a capacidade de resposta dos meios, mas também para dar a conhecer às populações os seus serviços.

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