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“Na equipa que governa bem não se mexe”

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O Região da Nazaré vai entrevistar, até às próximas eleições, todos os membros do executivo das Câmaras Municipais de Alcobaça e Nazaré.Já falámos com José Vinagre, António Salvador e Hermínio Rodrigues. Para esta edição, entrevistámos José Pires, vereador da Câmara Municipal da Nazaré. José Joaquim Pires Belo entrou como membro do executivo pelo PS, em […]
“Na equipa que governa bem não se mexe”

O Região da Nazaré vai entrevistar, até às próximas eleições, todos os membros do executivo das Câmaras Municipais de Alcobaça e Nazaré.Já falámos com José Vinagre, António Salvador e Hermínio Rodrigues. Para esta edição, entrevistámos José Pires, vereador da Câmara Municipal da Nazaré. José Joaquim Pires Belo entrou como membro do executivo pelo PS, em Novembro de 2007, após a demissão de João Benavente. Actualmente, é responsável pelos pelouros do Trânsito, Equipamento Urbano, Comércio e Mobiliário.Entrevista de Tânia RochaRegião da Nazaré – Qual o balanço que faz do seu mandato, tanto no período sem pelouro, como agora?José Pires – Antes de integrar a maioria governativa, quando trabalhei com o Vítor Esgaio, após substituir o João Benavente, não posso dizer que foi uma experiência negativa, tive de me apoiar na experiência de quem já estava lá há mais tempo. Nessa altura, estávamos ali para não apoiar a maioria e para sermos, apenas e só, o que o partido queria, ou seja, que votássemos de uma determinada maneira, consoante o interesse do partido socialista nessa época. Posteriormente, integrei a maioria após o convite que me foi dirigido e depois de reflectir muito bem, decidi mudar de posição, porque sempre me orientei pela estabilidade governativa e pela estabilidade de tudo. Foi pela estabilidade na Câmara Municipal e para que não houvesse eleições antecipadas, que passei a fazer parte da maioria, de forma a manter de pé todos os projectos para a Nazaré. Estamos agora a pôr em prática todos estes projectos, que durante muitos anos estiveram parados, por culpa de quem não queria o desenvolvimento do concelho. No início destes quatro anos de mandato não houve uma estabilidade política, porque não havia uma maioria partidária. Essa estabilidade só se sentiu depois de eu e o arquitecto Salvador passarmos a fazer parte do grupo de trabalho do presidente. Se a situação se mantivesse também não era agora que os projectos seriam postos em prática. Com isto quero dizer que, somos nós os responsáveis por estarmos a pôr estes projectos a andar. Apesar de já terem alguns anos, a verdade é que só estão a avançar desde 2007 para cá, custe a quem custar. Pusemos os interesses da terra e do concelho à frente dos nossos próprios interesses.

R.N. – Quando fala que houve alguém que não quis avançar com o desenvolvimento do concelho, a quem se está a referir?J.P. – Há projectos que se arrastam há mais de 15 anos. Eu como munícipe desta terra apercebi-me que houve sempre forças de bloqueio. Não sei se são de esquerda ou de direita, se são do partido A ou do partido B, se é por vontade pessoal ou não, só sei que estes projectos não têm tido pernas para andar e só agora é que estão a avançar. Quer queiram, quer não, foi esta equipa, da qual faço parte, que está a avançar com os projectos que se arrastam há anos.R.N. – Neste executivo, no qual está inserido, acha que há tentativas de bloqueio?J.P. – Neste momento não acredito em tentativas de bloqueio, porque estamos em ano de eleições e todos querem passar a imagem de: “estamos com a Nazaré, estamos com o concelho”. No restante tempo, nomeadamente a partir de 2007, quando entrei, notei sempre uma tentativa de atrasar as votações e isso, de certa forma, atrasa tudo.R.N. – Porque é que nas últimas eleições, concorreu na lista do PS, quando na verdade, simpatiza com o PSD?J.P. – Não sou filiado em nenhum partido. Simpatizo com o PSD é verdade, desde Sá Carneiro. Sempre votei no PSD em eleições a nível nacional, mas a nível local, já votei em todos os partidos, vou pela cara das pessoas, por aqueles que passam a imagem de serem bons pais e bons governantes da sua própria casa. Foi nessas pessoas que sempre votei. Integrei a lista do PS, pura e simplesmente, por causa de João Benavente, que me transmitiu seriedade, muito respeito e estava convicto da sua capacidade, e também, por estar de acordo com o programa que a lista apresentou, que vai ao encontro do que se está a fazer actualmente.Não virei “a casaca” a ninguém, apenas assumi tudo em prol deste concelho, desta terra e das minhas gentes. R.N. – Quando a CMN teve esse período de instabilidade, porque é que não foi o João Benavente ou o Vítor Esgaio a assumir o pelouro?J.P. – O João Benavente não tinha disponibilidade total para tal e apesar de haver um entendimento entre os dois vereadores do PS para trabalharem ambos a meio tempo, houve uma altura, como se diz na gíria, alguém que “roeu a corda”. Quando isto aconteceu, o João Benavente não tinha disponibilidade para estar cá diariamente. Relativamente ao vereador Esgaio, penso que deve ter sofrido pressões, do partido ou não, não sei, para não assumir as funções. Esta foi a razão pela qual eu entrei.Quem gosta de trabalhar para a terra, para o concelho e para as pessoas, como é o meu caso, não pode ter cor de partido. Acho que ninguém deveria ter, deve-se sim assumir e não presumir. R.N. – Se o João Benavente tivesse disponibilidade e se o PS concordasse, seria ele a assumir a estabilidade da Câmara?J.P. – Exactamente, e o José Joaquim Pires não estava lá. R.N. – Isso foi uma guerra partidária?J.P. – Na minha opinião foi uma guerra ao João Benavente. Ele não teve culpa, foi convidado, não se impôs. R.N. – Acha que a vontade da oposição era que a Câmara caísse? J.P. – Por aquilo que observo agora, não era essa a vontade da oposição com o João Benavente presente. Havia a possibilidade de os vereadores do PS trabalharem a meio tempo e também havia, entre eles e o senhor presidente, um entendimento nesse sentido. Mas o PS não soube aproveitar a pessoa de João Benavente, pois caso isso acontecesse, o PS também tinha a ganhar. No entanto, tenho a noção que caso não se tivesse dado esta volta, a Câmara caía.R.N. – Entrou para evitar essa situação?J.P. – Quando fui convidado, já o Salvador tinha assumido. Foi nessa fase que eu fui convidado. Aceitei, porque sou a favor da estabilidade, porque quando não há essa estabilidade, quem perde é o concelho, são os munícipes. Demora-se mais tempo a pôr as coisas em prática, perde-se mais tempo em tudo e por vezes não há uma continuidade do trabalho.R.N. – O que pensa que as pessoas acharam te ter passado de oposição a membro de grupo de trabalho do presidente?J.P. – Há pessoas que pensam que fui “vira-casacas”, mas a maior parte deu-me os parabéns e disseram-me que este era o José Joaquim que conheciam. Para mim o PS era zero. Para mim o Partido Socialista chamava-se João Benavente, tão simples quanto isto. Durmo com a consciência tranquila e tenho a noção que estou a trabalhar para o concelho.R.N. -O que fez que tivesse mudado a Nazaré?J.P. – Só posso falar por 16 meses. Estou muito satisfeito com o trabalho desenvolvido até aqui. Tenho feito o que é possível, com a disponibilidade económica e financeira que existe. Estou a trabalhar com um grupo de pessoas frontais e respeitadoras. Se ainda mais não fiz, e aqui tenho de dar a mão à palmatória, foi porque, além de ter sido eleito pelo partido que fui, não integrei o executivo desde o início do mandato. Neste momento estou inserido numa maioria para governar com toda a transparência, mas é muito mais fácil quando governamos de início e numa lista vencedora. R.N. – Quais os pontos fortes e pontos fracos do seu desempenho? Como se avalia?J.P. – A nível negativo, devo dizer que sou pouco conhecedor do que é a política e do que é governar uma autarquia. Pensava que era tudo muito mais fácil. Por outro lado, o ponto forte é tudo aquilo que está a ser feito. O que fiz, fiz com consciência, fiz com vontade, gosto e prazer, com todo o apoio de quem trabalha comigo. A avaliação deixo para os outros.R.N. -O que mais gostaria de fazer se tivesse oportunidade?J.P. – Gostava de ver concretizados os projectos que estão agora a avançar. Há mais projectos para fazer, mas não os vou divulgar agora. Esses projectos a que me refiro vão para a frente, se a mesma equipa se mantiver. R.N. – Acredita que, num futuro breve, estes projectos de que tanto se fala vão ser concretizados?J.P. – Acredito sim. Penso que no próximo mandato as obras vão arrancar, embora isso também dependa de quem cá esteja, mas espero que sejamos nós. Além disso, acredito que muito em breve, nomeadamente antes do final do ano, o teleférico comece a ser feito e também o Car Surf a ser construído. Relativamente às grandes obras, estou convencido que no próximo mandato já se comece a ver a obra a nascer, embora sejam projectos que vão levar cerca de dez anos a estarem concluídos. Quando isso acontecer, vai certamente haver desenvolvimento e emprego na Nazaré.R.N. – O que acha que a população pensa de si, como político?J.P. – Quero que pensem de mimaquilo que elas sabem que eu sou, que é não político. As pessoas que me conhecem sabem que eu nunca fui político. Aquilo que faço é concretizar objectivos. Se ser político é presumir, eu não sei falar para a presunção, sirvo para agir, para fazer, para pôr em prática. Sei o que sei, faço o que posso e falo com quem de direito. Se isto é ser político, então sou um grande político. Se ser político é propor, é votar a favor quando se está contra, então não sou político. Há membros do executivo que votam a favor, porque em ano de eleições parece mal votar contra, mas a vontade seria essa e depois fazem declarações de voto a mostrarem o contrário. Passam a ideia de que estão a votar numa coisa que não acreditam, porque no fundo queriam votar contra. Isso é o caso, por exemplo, de pelo menos um membro do actual executivo da oposição, que fala como se nunca tivesse feito parte de uma maioria governativa.R.N – Diz frequentemente que não é político, também tem uma imagem menos favorável da classe política?J.P. – Na verdade, daquilo que me apercebo e por muitas coisas que acontecem, também tenho uma má impressão dos políticos. Mas, como tudo na vida, há a regra e a excepção, não podemos medir todos pela mesma escala. A imagem que eu tenho dos políticos é a de que dizem o que não querem dizer, consoante a conveniência. R.N. – É por essa razão que diz que não é político?J.P. – Sim. Eu não sou mentiroso. Não estou a dizer com isto, que os políticos sejam, mas estou a dizer que fogem à verdade. R.N. – Acha que a comunicação social o trata de igual forma, em relação aos outros membros do executivo?J.P. – Possivelmente a comunicação social é capaz de saber que eu não gosto muito de falar, e como não gosto muito de falar, talvez seja por isso que não sou tão convidado como os outros, e devo dizer-lhe que não fico nada aborrecido com isso. No entanto, o único órgão para qual dei entrevistas, já pela segunda vez, foi para o Região da Nazaré. Por outros órgãos de comunicação social nunca fui abordado, não fico aborrecido, se calhar até agradeço, mas não fecho portas a ninguém. R.N. – Quer continuar como membro do executivo na Câmara Municipal?J.P. – Isso não depende de mim. Não sou filiado em nenhum partido. Tenho a consciência que estou a trabalhar em prol deste concelho, sendo que essa decisão vai ser da competência do senhor presidente. Ele é que deve escolher quem o acompanha. No entanto, como se costuma dizer, na equipa que governa bem não se mexe. De modo que, penso que o presidente está a contar comigo e com os outros. Estou sempre disponível para trabalhar em prol da minha terra e do meu concelho e gosto muito de trabalhar com a equipa em que estou inserido.R.N. – O exercício na política começou com este mandato?J.P. – Já fiz parte da Câmara Municipal na oposição, com o presidente Luís Monterroso, em substituição de Abílio Figueira, por um período de cerca de três meses. No entanto, não posso considerar esta passagem como um real exercício na política, pelo tempo que lá estive e por ter sido o único membro da oposição, tendo portanto, pouca expressão na autarquia.Já neste mandato, também só considero um real exercício na política depois de ter assumido o pelouro, em 2007. Anteriormente, fui também substituir o João Benavente, em 2006, mas isso também não me marca, porque íamos para lá com o objectivo das directrizes do PS, de modo que essa passagem não me deixa qualquer tipo de lembrança. R.N. – Mais alguma coisa que queira acrescentar?J.P. – Espero que nas eleições as pessoas ponderem muito bem no seu voto.

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