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“Tonhe Henriques” comemora 23 anos de rádio

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Tânia RochaAntónio Henriques, mais conhecido pela população nazarena por “Tonhe Henriques ou Tonhariq’s”, comemorou ontem, dia 17 de Fevereiro, 23 anos de emissão do programa “Calendário”. O programa “Calendário” é transmitido aos sábados, das 17 às 20 horas, na Rádio Nazaré.O programa “Calendário” começou por ser dedicado a artistas. A emissão estreou com um programa […]
“Tonhe Henriques” comemora 23 anos de rádio

Tânia RochaAntónio Henriques, mais conhecido pela população nazarena por “Tonhe Henriques ou Tonhariq’s”, comemorou ontem, dia 17 de Fevereiro, 23 anos de emissão do programa “Calendário”. O programa “Calendário” é transmitido aos sábados, das 17 às 20 horas, na Rádio Nazaré.O programa “Calendário” começou por ser dedicado a artistas. A emissão estreou com um programa sobre o Elvis Presley, depois os temas aí retratados começaram a ter como essência a Nazaré, e tudo o que a envolve. Das três horas semanais, duas são dedicadas a um entrevistado, que é convidado para revelar experiências pessoais, histórias de vida ou despertar costumes que se estão a perder no tempo. São memórias, recordações e aspectos de uma cultura tão própria que se vai desvanecendo no tempo. Os entrevistados relembram com António Henriques, a Nazaré de outrora e a Nazaré de hoje. Com este programa, António Henriques tenta preservar a cultura nazarena.

Nas emissões do programa todos têm voz. Os convidados pertencem a qualquer classe, têm qualquer profissão, religião ou cargo na sociedade. A condição essencial é ser nazareno, ou ter ligações à Nazaré. Segundo António Henriques, “cada pessoa é um livro, com histórias mais ou menos bonitas, mas cada uma com a sua riqueza própria”. Pelo calendário já passaram artistas como António Calvário, Marco Paulo, Cidália Moreira, Maria da Fé, Lídia Barloff, Carlos e Cristina Areias e escritores como por exemplo, Manuel da Fonseca, João de Melo, José Soares, Armando Macatrão, entre muitos pescadores, poetas, videntes, médicos, juízes, ministro, pintores, comerciantes e fadistas.O programa já teve a duração de quatro horas, mas actualmente está com três horas de emissão. A particularidade que o distingue é haver interacção com o público. Quando está no ar, qualquer um pode telefonar para intervir, comentar ou perguntar.Além da cultura são discutidos problemas, assuntos ou aspiração da Nazaré. Neste espaço também de reflexão, são ouvidas sugestões, ideais, alertas e críticas do munícipe comum, não só no âmbito político, mas também sócio-cultural. Alguns destes testemunhos são aproveitados, mas outros esquecidos. Este programa é também uma fonte de ajuda e já registou alguns casos de grande solidariedade.O gosto pela rádio começou pela influência do seu pai que, por consequência dos ofícios da profissão, trazia discos e aparelhos que começaram o despertar o bichinho da rádio. Agora caracteriza a rádio como “uma paixão”. Faz rádio por paixão, por gosto, por querer “manter viva o voz dos mais velhos da Nazaré”, que segundo diz “são eles que têm o saber e o conhecimento da nossa cultura”. Em cada história que é relatada “aprende a ter mais respeito pelos nossos antepassados, pelos velhos que ainda hoje existem”. Segundo ele, o programa durará “até os ouvintes quererem e ter condições para continuar a viver”.António Henriques com um conjunto de amigos ajudou a criar a rádio que conhecemos hoje como Rádio Nazaré. Quando fala do seu programa que comemora o 23º aniversário, não esquece o trabalho de toda uma equipa. Realça que este programa só é possível porque tem o apoio dos colegas, destaca a ajuda de Fátima Melo, José Henrique e Raul Bem. Contudo, confessa que a força e a paciência da sua esposa são também factores essenciais para a sobrevivência do programa.Além do “Calendário”, também foi autor de outros programas, como o “Ribamar”, “Microfone” ou “Café da Manhã”. Porém, a sua acção não se cinge só à voz. Além de fazer rádio, é compositor, pintor, escultor, fotógrafo e poeta. Foi professor de Educação Visual no Externato Dom Fuas Roupinho, trabalhou numa fábrica de vidros e acabou a sua carreira como banqueiro na Nazaré.

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