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A Cigarra e a Formiga

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António SalvadorNa fábula da Cigarra e da Formiga, Esopo e La Fontaine referem a importância do trabalho, lembrando que não é só divertir, também é preciso trabalhar, confrontando a Formiga, que trabalha no Verão (quando há fartura), poupando e armazenando para o Inverno, e a Cigarra, que primeiro canta e descansa, passando fome mais tarde. […]

António SalvadorNa fábula da Cigarra e da Formiga, Esopo e La Fontaine referem a importância do trabalho, lembrando que não é só divertir, também é preciso trabalhar, confrontando a Formiga, que trabalha no Verão (quando há fartura), poupando e armazenando para o Inverno, e a Cigarra, que primeiro canta e descansa, passando fome mais tarde. Moral da história: “primeiro labutar, depois descansar”!Como na fábula, na vida real, há uns que trabalham e outros que (julgando-se mais espertos) esperam pelo resultado do trabalho dos outros para tirar proveito dele, esquecendo que o mérito se conquista com trabalho e que “a verdade vem sempre ao de cima como o azeite”.

Como na fábula, na vida real, a crise do País e do Mundo é mais grave porque há muitos como a Cigarra (“a viver à grande e à francesa”) e poucos a trabalhar e a poupar como a Formiga! (“tudo que é demais é moléstia”).O Estado e o Povo não pouparam para o Inverno (mesmo o pouco que sobrasse) recorrendo ao crédito e endividando o futuro de todos, numa atitude irresponsável e ilusória, vivendo acima das reais possibilidades.Pior, vários administradores de certas empresas (julgando-se deuses iluminados, mais espertos que os outros), fizeram uma gestão abusiva, com muita ganância nos lucros. Por um lado, incentivaram as pessoas a contrair cada vez mais empréstimos e investir na bolsa (como se o céu fosse o limite); por outro lado, com esses lucros extraordinários, premiaram-se a si próprios. Foi imoral e um desrespeito pelos outros! (a ambição tem limites, senão passa a ser ganância)! Mas, desta vez, parece haver “Justiça Divina”, pois a ganância também se virou contra eles…Temos de colher lições desta crise, como de outras que o Homem viveu. Não somos perfeitos. Longe disso. Quando pensamos estar no “bom caminho”, resvalamos em cada curva. Devíamos lembrar os sábios ensinamentos dos nossos avós quando nos diziam que tudo tem “conta, peso e medida”! (e nada é grátis; há sempre uma factura para pagar)!Dizem que a crise será longa. O pior estará no desemprego e exclusão social. Os que mantiverem o seu trabalho terão algum alívio financeiro, com juros e encargos a descer. No Estado, nos Municípios e nas micro empresas e famílias, temos de colocar os poucos recursos onde forem mais precisos, investindo, amortizando ou poupando, consoante as situações e possibilidades de cada um.Os tempos são de investimento e de poupança. Contradição? Não. Enquanto o Estado e os Municípios devem juntar esforços para relançar a economia, investindo e aliviando a carga sobre as empresas e as pessoas, estas devem manter a actividade e os empregos, poupando e amortizando dívidas, para ficarem mais fortes e criarem um futuro melhor.O Municípios devem fazer os investimentos programados, criar condições para reforçar os investimentos privados e apoiar as empresas e as famílias que mais necessitam, reduzindo os impostos da população (no concelho da Nazaré não há derrama e o IRS foi reduzido), mas indo buscar receitas a serviços com pouco impacto na população residente no concelho, e devem promover novas obras e investimentos para criar mais postos de trabalho. Primeiro as pessoas!Ao mesmo tempo, na área social, temos de olhar à nossa volta. É que “a pobreza é envergonhada” e “a fome é nossa vizinha”. Além de reforçar as empresas para haver emprego, temos de ser solidários. Numa sociedade democrata, a entreajuda e a solidariedade social devem ser uma prática discreta.A Cigarra cantou demasiado tempo. A poupança da Formiga não chega para todos. Não vale a pena perder tempo com pequenas coisas e politiquices (já cansa!). Temos de reunir esforços. Depois do trabalho vêm os resultados e o descanso, e não o contrário! Como diz o Povo: “há que semear para colher”!Só espero que possamos resistir, solidariamente, e aprender que, juntos, podemos criar um mundo melhor.

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