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Editorial 131Clara BernardinoA Europa está a envelhecer. Portugal está a envelhecer. Isso não é, de modo algum, um factor negativo. As pessoas têm, cada vez mais, uma longevidade maior, devido aos avanços da ciência, o que permite um tempo de contacto maior entre os mais velhos e os mais novos. Esta sobreposição de “tempos” seria […]

Editorial 131Clara BernardinoA Europa está a envelhecer. Portugal está a envelhecer. Isso não é, de modo algum, um factor negativo. As pessoas têm, cada vez mais, uma longevidade maior, devido aos avanços da ciência, o que permite um tempo de contacto maior entre os mais velhos e os mais novos. Esta sobreposição de “tempos” seria uma mais-valia para qualquer país se a natalidade não começasse a ser um factor preocupante. Os salários baixos, o corre-corre do dia-a-dia, a precariedade do trabalho, o desencanto com as notícias do que se passa à nossa volta, vão tornando os pais mais cautelosos na decisão de ter mais do que um filho. Já estamos longe da mentalidade do “tudo se cria”. Criar é muito mais do que alimentar, vestir ou calçar. É educar, possibilitar aos nossos filhos percorrer caminhos mais fáceis do que aqueles que nós percorremos, respondendo às exigências dos tempos.

No ano passado, foram registados na Nazaré 123 bebés. Neste ano, os dados até meados deste mês são preocupantes: apenas 73 bebés. Que futuro poderá haver para uma terra onde não nasce gente nova? A população activa vai envelhecendo e se hoje existe em Portugal um jovem com menos de dezoito anos por cada idoso com 65 anos, como serão as estatísticas daqui a dez ou vinte anos, se nada for feito?O governo socialista tem mostrado alguma preocupação nesta matéria. No entanto, apoiar as mães em situação de dificuldade extrema apenas nos primeiros meses, pode não resultar se não forem tomadas outras medidas complementares. Quando este apoio foi implementado, esqueceram-se os senhores responsáveis pelo destino da nação que havia um plano nacional de vacinação que não incluía as vacinas contra a meningite. Apenas uma delas era comparticipada e, por isso, custava 25€. A outra, que deveria ser tomada desencontradamente custava 80€ e não tinha qualquer comparticipação. Aparentemente, o problema foi resolvido quando se incluiu no plano nacional de vacinação a vacina contra a meningite. Mas e os medicamentos, as fraldas, as latas de leite? E quando crescem, a escola, os livros, o desporto? Se defendemos uma escola de todos e para todos, por que motivo é que cada agregado familiar continua a gastar uma pequena fortuna em cada mês de Setembro, ano após ano?Não se podem promover políticas de natalidade nacionais sem dar às famílias um apoio mais sério, que passe pela redução de impostos e por uma educação, de facto, gratuita. O investimento feito não deve ser apenas da família em que a criança nasce, ou do município da terra que o vê nascer, mas, sobretudo, do governo que deve investir nos cidadãos e no seu futuro.

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