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Reunião de Pescadores sobre a quota da pescadacom conversa e discórdia acesas

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Desorganização, falta de conhecimento e descontentamento foi o que os pescadores nazarenos mostraram na reunião para discutir a quota da pescada.Tânia RochaOs pescadores da Nazaré reuniram-se no passado sábado, dia 2 de Agosto, no Instituto Portuário e Transportes Marítimos, para acordar uma proposta a enviar à Direcção Geral das Pescas e Aquicultura, com o intuito […]

Desorganização, falta de conhecimento e descontentamento foi o que os pescadores nazarenos mostraram na reunião para discutir a quota da pescada.Tânia RochaOs pescadores da Nazaré reuniram-se no passado sábado, dia 2 de Agosto, no Instituto Portuário e Transportes Marítimos, para acordar uma proposta a enviar à Direcção Geral das Pescas e Aquicultura, com o intuito de pedir a mudança na atribuição das quotas da pescada. Se todos estiverem de acordo com os pressupostos, a proposta será enviada dentro de 20 dias úteis. Actualmente, a quota da pescada é atribuída a nível nacional e de forma desigual entre as embarcações. De acordo com o documento a apresentar, 82% da quota é atribuída individualmente às embarcações que registaram, entre 2001 e 2006, cinco toneladas, em pelo menos um destes anos; 14% da quota atribuída a Portugal dá a autorização para serem capturadas no máximo três toneladas por embarcação, e os restantes 4% não são alocados a nenhumas embarcações de modo a colmatar eventuais reduções na quota nacional.

Os pescadores defendem que, como só duas embarcações nazarenas estão sujeitas à atribuição de quotas individuais, a generalidade das embarcações artesanais estão a ser prejudicadas e não conseguem aumentar os rendimentos, pelo facto de já terem esgotado o volume máximo de captura no passado mês de Maio. Pelas suas dimensões mais pequenas não podem competir, no Inverno, com as grandes embarcações, sendo que a eventual autorização de maior volume de captura neste período, é uma alternativa à escassez de trabalho no Inverno.Além desta mudança na actual legislação, os pescadores nazarenos pedem outras medidas para garantir a selectividade das artes da pesca, nomeadamente a pesca do anzol, de modo a assegurar a defesa dos recursos marinhos. Acreditam que a zona do Canhão da Nazaré, em regime de exclusividade para a pesca do anzol, entre Abril e Setembro, é uma das medidas propícias a esta actividade, contudo, só é viável se houver uma mudança e reavaliação no sistema de quotas da pescada.Nesta sessão estiveram presentes além de muitos pescadores nazarenos, o presidente da Câmara Municipal da Nazaré, Jorge Barroso, uma representante da Mútua dos Pescadores, Dra. Cristina Moço, o presidente do Sindicato Livre dos Pescadores, Joaquim Piló, o presidente da Organização de Produtores Porte de Abrigo dos Açores, Liberato Fernandes, o delegado do Sindicato Livre dos Pescadores, João Delgado, e ainda Bruno Vidal, presidente da Associação de Armadores da Nazaré e também representante da OPCENTRO, Cooperativa de Pesca Geral do Centro, CRL.Nesta reunião os pescadores mostraram-se extremamente revoltados com algumas medidas existentes e proibições que são obrigados a cumprir, mas que em terras vizinhas, os outros pescadores não são, ou não cumprem. Reforçavam que vivem actualmente grandes problemas a nível económico, nomeadamente a falta de um salário fixo, a constante desvalorização do pescado e as precárias condições de vida e trabalho, além da falta de trabalhadores para integrarem as embarcações. João Cláudio, pescador nazareno, confessou que “o trabalho e sofrimento dos pescadores não são valorizados na venda do peixe”. Os pescadores revelaram, ao longo da reunião, que têm muitas dúvidas, falta de organização e carências de diálogo entre si. Na Nazaré, existem três grandes compradores de peixe, membros da mesma família, que dominam completamente o mercado, na compra e venda de peixe, não deixando grande alternativa de escolha aos pescadores, por falta de concorrência.Joaquim Piló, defende que “os pescadores têm que ter presente que devem organizar-se, integrar e participar em associações que os defendem, de modo a terem alguns benefícios e conquistas”. Salienta que só com estes passos é que a pesca vai sobreviver. Liberato Fernandes veio falar do caso dos Açores e do sucesso e conquistas que têm tido, graças à organização dos pescadores e Cristina Moço veio revelar as formas possíveis de organização, de forma a orientar os pescadores nesta luta.

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