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Nazarenas no mar

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As quatro Nazarenas Marinheiras1º Cursos da Forpescas de “marinheiros pescadores” foi um sucessoCarlos BarrosoDezoito jovens concluíram na passada semana a formação de “marinheiros pescadores” na Nazaré e em Peniche, numa acção de três anos da responsabilidade da For-Mar (ex-Forpescas) e que, asseguram os formandos, é quase uma certeza de emprego.Na Nazaré foram dez os formandos, […]
Nazarenas no mar

As quatro Nazarenas Marinheiras1º Cursos da Forpescas de “marinheiros pescadores” foi um sucessoCarlos BarrosoDezoito jovens concluíram na passada semana a formação de “marinheiros pescadores” na Nazaré e em Peniche, numa acção de três anos da responsabilidade da For-Mar (ex-Forpescas) e que, asseguram os formandos, é quase uma certeza de emprego.Na Nazaré foram dez os formandos, seis rapazes e quatro raparigas que, ao longo dos três anos tiveram formação teórica e prática, saindo agora com a equivalência ao 12º ano de escolaridade.

Alexandrina Freire, de 21 anos, oriunda de família ligada ao mar, já sabe o que vai fazer. Depois de desenvolver o seu inglês, ruma à Inglaterra, onde tem familiares, em busca de trabalho num navio de cruzeiro.Dando por “bem empregues” estes três anos de formação, lembra que “envolveram, logo à partida, três meses na pesca, com saídas do porto de abrigo da Nazaré por volta das 17h00 e regresso às 4h00 do dia seguinte”.“Foi numa embarcação de familiares, o que facilitou as coisas”, disse a nova “marinheira”, acrescentando que “foi boa a camaradagem dos companheiros e companheiras de curso, se bem que aqui e acolá também tivesse havido alguma manifestação de machismo”.“Foi uma experiência única”, onde profissionalmente conheceu “de tudo um pouco”, adiantou.Tal como Alexandrina, também o nazareno Adérito Cunha fez o seu estágio final de 15 dias na Reboport, uma empresa de rebocadores sedeada em Sines, sendo para ali que aponta o seu futuro próximo.Em Sines fez “um pouco de tudo aquilo que se espera de um marinheiro, desde picar ferrugem, pintar, lubrificar e até realizar manobras”.Na Marinha Mercante “é mais fácil encontrar emprego do que em terra e ganha-se melhor”, disse, admitindo que nas pescas a situação “está cada vez pior”. “No Verão ainda dá, mas no Inverno não dá para a despesa”, assegurou.A responsabilidade do Núcleo do For-Mar (ex-Forpescas) da Nazaré cabe a Rui Vaz, que é também responsável pela Unidade Operacional do For-Mar em Peniche, onde concluíram idêntico curso quatro marinheiros e uma marinheira.Desta fornada, há um candidato às plataformas de vigilância nos mares da Noruega e dois ao curso de oficial da Escola Naval. “A empregabilidade no fim deste curso é praticamente uma certeza”, considera Rui Vaz, que não obstante de manifestar alguma preocupação quanto ao futuro, uma vez que “as inscrições já estão abertas para o próximo curso, mas, até ao momento, a procura é fraca”.A este propósito, o presidente da Associação de Armadores Pescadores da Nazaré, Bruno Vidal, disse que a ausência de incentivos a jovens pescadores, nomeadamente a possibilidade de auferirem o equivalente ao ordenado mínimo no primeiro ano de actividade, está a contribuir para o acentuar do desinteresse das camadas mais jovens em relação às pescas.Neste curso de marinheiros, foram formadas, além de Alexandrina Freire de 21 anos, a sua sobrinha Fabiana Freire de 21 anos de idade e as colegas Diana Duarte de 21 anos e Sandra Codinha de 21 anos.

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