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O sector está feito em cacos, dizem os Sindicatos

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Crise na cerâmica coloca mais 53 trabalhadores na ruaPaulo AlexandreOs 45 trabalhadores da fábrica de cerâmica Louçarte, de Valado dos Frades, rescindiram o contrato de trabalho.Em causa estão, segundo a União dos Sindicatos de Leiria que tem estado a acompanhar a situação, dois meses e meio de salários em atraso. A administração terá pago, há […]

Crise na cerâmica coloca mais 53 trabalhadores na ruaPaulo AlexandreOs 45 trabalhadores da fábrica de cerâmica Louçarte, de Valado dos Frades, rescindiram o contrato de trabalho.Em causa estão, segundo a União dos Sindicatos de Leiria que tem estado a acompanhar a situação, dois meses e meio de salários em atraso. A administração terá pago, há dias, cerca de 150 euros a cada trabalhador o que foi considerado pelo Sindicalista José Fernando um valor ridículo tendo em conta os atrasos verificados e o baixo valor dos salários pagos aos funcionários.

As dificuldades financeiras da empresa vêem de longe mas agravaram-se nos últimos meses com a Administração a atrasar sistematicamente o pagamento dos salários e a revelar grandes dificuldades em regularizar a situação perante os seus funcionários.Com a rescisão de contrato, concretizada no início desta semana, pretende-se, segundo adiantou o Sindicato, tratar do processo do subsídio de desemprego pois a degradação social, económica e psicológica dos trabalhadores a isso obriga.Entretanto, na semana passada, a fábrica de cerâmica Silvério Coelho, Lda, do Casal da Charneca, em Évora de Alcobaça, mandou oito funcionários para casa devido à falta de encomendas. A empresa avisou os operários que só os chamaria de volta se voltasse a haver trabalho.A situação já mereceu as críticas do Sindicato da Cerâmica com o sindicalista Jorge Cascão a avisar a administração que comete uma ilegalidade caso os trabalhadores não retomem os respectivos postos de trabalho logo que se esgote o período de férias.

Dados da União dos Sindicatos do Distrito de Leiria revelam que nos últimos anos fecharam 20 empresas de cerâmica decorativa e utilitária nos concelhos de Caldas da Rainha e de Alcobaça onde até há pouco tempo mais de 60 por cento da população activa dependia deste sector de actividade.O caso mais recente aconteceu com a centenária Raul da Bernarda que fechou as portas a anos de tradição e a mais de cem funcionários. Na passada segunda-feira, a assembleia de credores rejeitou o processo de viabilização apresentado pelo administrador da fábrica.Encerradas as maiores, resta, entre o concelho de Alcobaça e a Nazaré,

a SPAL, outra grande empresa, mas que se dedica à produção de louça em porcelana. apesar da exclusividade, antigos trabalhadores e Sindicatos, avisam que a empresa já viveu dias mais desafogados. A fábrica chegou a empregar mais de 700 trabalhadores. Tem hoje pouco mais de 300. Muitos temem que seja a próxima a revelar dificuldades e anunciar despedimentos ou processos de reestruturação. Foi, em tempos, uma referência e produziu toneladas de louça para as elites mas, nos últimos anos, a perda de alguns mercados estratégicos bem como os investimentos em áreas que não deram retorno, tornaram a gestão financeira da empresa menos fácil.Em Valado dos Frades, após vários meses de agonia, os 45 trabalhadores da Louçarte optaram, segundo adiantou a União dos Sindicatos, por rescindir, no início desta semana, o seu vínculo à empresa.

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