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Editorial 121Muito mal vai o Português dos nossos políticos. Levam horas a discutir palavras de propostas feitas à pressa para dar que falar na imprensa e na rádio. Todos se auto-elogiam de terem sido bons alunos a Português, como se isso fosse um salvo-conduto para as “gaffes” escritas e faladas.Como se sentem donos das palavras, […]

Editorial 121Muito mal vai o Português dos nossos políticos. Levam horas a discutir palavras de propostas feitas à pressa para dar que falar na imprensa e na rádio. Todos se auto-elogiam de terem sido bons alunos a Português, como se isso fosse um salvo-conduto para as “gaffes” escritas e faladas.Como se sentem donos das palavras, os nossos políticos auto-caracterizam-se como defensores dos cidadãos e assim se vão batendo no ringue das palavras.

Para além de colocarem a tónica na sílaba errada, os ilustres gladiadores afirmam que “as estratégias vão de encontro”, como se as estratégias andassem aos encontrões umas às outras. Talvez as lições de Português já vão longe, pois não se lembram os eleitos pelo povo que “ir ao encontro de” é diferente de “ir de encontro a”. Para além das palavras, são sobretudo as ideias que sobem ao ringue político e se batem e debatem entre propostas e contra-propostas, cuja paternidade está sempre a ser posta em causa pelos iluminados que têm a responsabilidade de pensar e deliberar sobre os destinos da população. Com tanta luta pela paternidade, é sempre bom saber que as ideias dos políticos da Nazaré não correm o risco de serem filhos de pai incógnito. Filhas da política são com toda a certeza, quanto a pais… são mais que muitos. Tantos pais para um embrião de ideia fazem da Sr.ª Dona Política alguém de comportamento duvidoso e pouco recomendável.Propostas “coladas com cuspo” fazem lembrar o trabalho dos “alunos cábula” que copiam o trabalho dos outros, com uma palavra ou outra diferente, para tentar fugir à evidência. Assim, acabam por esquecer as ideias, as estratégias, os objectivos e, sobretudo, as acções, para estarem horas a fio a martelar palavras, que são, no fim de contas, o melhor instrumento de trabalho dos políticos. Esse trabalho linguístico chama-se demagogia. E quem não se lembra dos versos de um velhinho rock português: “Demagogia feita à maneira/ é como queijo numa ratoeira”?Já que não conseguem fazer mais do que demagogia, talvez fosse bom que os políticos mantivessem a elevação da discussão, e se lembrassem que as ideias, para além de terem pai, precisam de nascer, crescer (através do debate sério) e ser postas em prática! As pessoas não querem saber quem concebeu a ideia, querem o produto final, pronto para consumo!Já que ontem foi dia 10 de Junho, dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, talvez fosse bom que os senhores políticos fizessem bom uso daquele verso da Mensagem de Fernando Pessoa “A minha pátria é a Língua Portuguesa”, sem, contudo, esquecer que mais importantes que as palavras, são as acções!

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