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Descontentamento e confrontos marcaram luta

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João Delgado lamentou a falta de união entre vendedores e pescadores Maria da Nazaré queixou-se da falta de clientesParalisação dos armadores e pescadores da NazaréCarlos BarrosoUm grupo de três dezenas de pescadores e armadores da Nazaré concentraram-se desde o final da tarde de segunda-feira junto do porto local, para impedir a saída de um pesado […]

João Delgado lamentou a falta de união entre vendedores e pescadores

Maria da Nazaré queixou-se da falta de clientesParalisação dos armadores e pescadores da NazaréCarlos BarrosoUm grupo de três dezenas de pescadores e armadores da Nazaré concentraram-se desde o final da tarde de segunda-feira junto do porto local, para impedir a saída de um pesado de mercadorias que terá ido ao local carregar peixe. “Nós deixámos o camião entrar mas ele não pode sair”, explicou Miguel Lameiro, um dos elementos do piquete que rodeava a entrada do porto e revistava todos os veículos, ligeiros ou pesados, que saíam daquelas instalações. “O motorista é estrangeiro” e “nós pensámos que ele veio aqui carregar peixe” já que a Docapesca da Nazaré é “muito utilizada por um grande revendedor” como local de transferência de pescado.

“Nos últimos dias, já saiu daqui muito peixe mas nós agora decidimos avançar com este piquete”, acrescentou Miguel Lameiro, salientando que os armadores e pescadores autorizaram a entrada e saída de pessoas, desde que os carros fossem revistados. “Os próprios proprietários (do pescado) vieram aqui com viaturas particulares” para “ver como é que as coisas estavam” mas “não tiraram nada”, revelou.Nas últimas horas, alguns proprietários de embarcações de pesca desportiva puderam sair com algum peixe depois do piquete ter recebido garantias de que este não iria ser comercializado. “Nós não estamos contra ninguém, só quem quer furar a greve”, acrescentou Miguel Lameiro.Já João Delgado, armador e pescador na Nazaré lamentou que os vendedores não se tivessem unido aos pescadores, como aconteceu em Peniche. “Há uma falta de solidariedade entre os compradores para com os pescadores e por isso é que tivemos necessidade de fazermos este piquete de vigilância”, explicou.Este armador confessou que o problema que proporcionou a greve “afecta a todos e por isso diz não compreender as tentativas de passagem de peixe”.“Deveria haver mais união. Toda a população deveria de se unir a este protesto e fazer parar o país para mostrar a este Governo que está a ser injusto”, disse um outro pescador presente no piquete de vigilância à saída do porto de abrigo da Nazaré, que alberga cerca de 270 pescadores e 170 embarcações.Compreensiva com este protesto esteve a vendedora de peixe seco, Maria da Nazaré, que ainda assim descreve que o Governo deveria de compreender mais as reivindicações dos pescadores.“Estou aqui a vender peixe seco, mas não há pessoas para comprarem peixe porque sabem da greve. Acho que o Governo deveria de ouvir os pescadores porque esta greve prejudica também o Governo que deixa de receber impostos”.A compradora, Maria Emília, desabafa enquanto escolhe alguns peixes secos que ver o Mercado do Peixe da Nazaré, lhe dá dó.“Dá-me dó ver este mercado assim. Uma terra de pescadores de homens do mar e sem peixe para comprar”.Pouco influenciado por esta greve, o empresário da restauração, Fernando Antunes assegurou que tinha “peixe fresco e peixe do dia”, exibindo algumas douradas e robalos entre outros. O também dono do Restaurante Maresia revelou ainda que a clientela “não desceu” durante este piquete de greve dos pescadores, assegurando que “mais de 90% dos clientes não perguntam se há peixe fresco”.Há ainda a registar durante estes dias de protestos, algumas tentativas de confrontos à saída do porto de abrigo, por vendedores não deixarem os pescadores grevistas, visualizarem as suas eventuais cargas de peixe, pelo que os insultos foram patentes.A paralisação foi convocada na sequência do aumento dos combustíveis e, nos portos de pesca, armadores e pescadores reuniram-se para impedir a saída de qualquer barco ou do pescado que ainda existisse nas lotas ou em armazéns frigoríficos.

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