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Sou o único militante do PS na concelhia da Nazaré capaz de unir o partido e torná-lo mais forte

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“…Eu vou ganhar as eleições para a comissão política do Partido Socialista”.O vereador da Câmara Municipal da Nazaré e advogado, Dr. Vítor Esgaio, mostra-se convicto na vitória. As eleições para a Comissão Política Concelhia do PS vão realizar-se no final de Março, e neste momento conta com três candidatos.Entrevista de Tânia Rocha- Porque é que […]
Sou o único militante do PS na concelhia da Nazaré capaz <br>de unir o partido e torná-lo mais forte

“…Eu vou ganhar as eleições para a comissão política do Partido Socialista”.O vereador da Câmara Municipal da Nazaré e advogado, Dr. Vítor Esgaio, mostra-se convicto na vitória. As eleições para a Comissão Política Concelhia do PS vão realizar-se no final de Março, e neste momento conta com três candidatos.Entrevista de Tânia Rocha- Porque é que se está a candidatar à concelhia do PS?- Naturalmente que, como qualquer outro militante do Partido Socialista, que tenha capacidade eleitoral, há o desejo de exercer um cargo político-partidário. Eu, até hoje, não exerci nenhum cargo político-partidário, exerço um cargo autárquico, sou vereador da autarquia, de modo que, tenho o desejo de o fazer. Senti ao longo deste mandato como vereador, que a comissão política não tem funcionado, e por isso posso fazer um melhor trabalho, com as pessoas que compõem a minha lista. Tenho a ideia que, sou o único militante do Partido Socialista na concelhia da Nazaré capaz de unir o partido e torná-lo mais forte, numa oposição capaz de ganhar todas as freguesias, a autarquia da Nazaré e a Assembleia Municipal.

– Como caracteriza o PS actualmente em termos de união, visto que, todos os candidatos falam em união, mas o que se consta de facto, é que o partido está dividido?- Isso é absolutamente verdade. Eu acho que todos os candidatos, excepto eu, têm falado de união sem quererem uma verdadeira união. Muitas vezes dizem coisas que fica bem dizer, mas no fundo, tenho a convicção que eles nunca quiseram uma verdadeira união. O exemplo disso, é que eu fui o primeiro candidato a lançar a candidatura, lancei-a há cerca de um ano, e fui o último a iniciar a formação da lista. Supostamente não havia qualquer razão para haver a luta que tem havido contra a minha candidatura, há candidatos que não querem a minha candidatura. Enquanto eu iniciava a formação da minha lista, os outros candidatos já estavam a trabalhar no terreno há muito tempo, e isto foi desde logo, um indicador que não querem união, é impossível haver união quando as pessoas já têm uma lista formada. – Porque é que não queriam a sua candidatura?- Isso só perguntando a alguns deles. A minha candidatura continua, apesar da divisão do PS, a ser uma candidatura de união. Isto porquê? Porque, desde logo, eu vou ganhar a as eleições para a Comissão Política do Partido Socialista. Vou mesmo tentar ganha-la com a maioria absoluta, mas apesar disso vou trabalhar com aqueles que, neste momento, são candidatos e que certamente, serão eleitos para a Comissão Política, e eu seguramente vou trabalhar com eles. Quem vai ganhar é o PS. A minha candidatura é a única que agrega militantes de Famalicão. Todos os militantes de Famalicão fazem parte e apoiam a minha candidatura, portanto é a única candidatura de união, que tem sensibilidades das diversas facções, digamos assim. Ela é tão de união, e é por isso que ela também é tão forte, que neste momento a lista já está entregue na Federação de Leiria. Foi a primeira candidatura a entrar da Federação de Leiria, foi a primeira do distrito de Leiria. – Quem e quantos são os elementos fazem parte da sua lista?- Eu não vou dizer quem são, porque ainda é muito cedo para anunciar, e além disso, a candidatura tem cerca de 70 elementos, e como tal, ao anunciar os elementos, poderia me esquecer de alguns deles e isso não era justo, porque tem tanto valor os que estão a encabeçar a lista, como os que estão no final. Contudo, posso dizer que a minha candidatura tem o número máximo de elementos que é possível. Tenho 31 elementos para a comissão política, 31 efectivos, e 31 suplentes, porque os estatutos não me permitem ter mais, não permitem ter mais suplentes do que os efectivos. Isso reflecte um maior apoio, reflecte a grande força que esta candidatura tem, até porque, é do conhecimento dos militantes e não só, que as outras candidaturas estão com dificuldades em formar a lista, porque não é fácil formar uma lista que no mínimo deverá ter cerca de 50 pessoas. A minha tem elementos a mais e peço desculpa, aos restantes militantes, que não puderam fazer parte desta lista, mas os estatutos não permitem, gostava muito de os poder contemplar da lista, mas os estatutos não permitem.- Quais são os seus projectos como possível presidente da Comissão Política Concelhia do PS?- O meu projecto é desde logo, tornar o PS forte, coeso, uno, de modo a que consigamos ganhar a Câmara Municipal da Nazaré. A concretização de outros projectos será depois a Comissão Política no seu todo que irá definir os projectos que quer, para o partido e para o futuro da Nazaré.- A actual divisão interna do PS não se vai reflectir quando forem as eleições autárquicas?- Não, porque, esta também é uma candidatura de união por uma outra razão. Porque eu, apesar de ir ganhar, vou trabalhar com os outros candidatos. É do conhecimento geral que há elementos das outras listas que se ganhassem isto não iria acontecer. Eu vou olhar para eles, não como adversários, nem como derrotados, mas sim como camaradas, e vou trabalhar com eles em igualdade de circunstâncias, tal como trabalho com aqueles que fazem parte da minha lista.- Como sabe que, se os outros candidatos fossem eleitos, isso não iria acontecer?- É claro que não há a certeza, mas tenho esta convicção por experiências anteriores e por aquilo que é dito por eles na praça pública. Muitos dizem que eu ganho, mas como não ganho com maioria, vão se unir de forma a bloquear o funcionamento da Comissão Política e a bloquear o meu trabalho.- Esse é um comportamento de luta pelo partido ou por outro tipo de interesses?- Este comportamento é muito estranho, mas isso vai ser ultrapassado, porque esta candidatura tem a força que tem, e eu vou trabalhar também com essas pessoas, e chamá-los a trabalhar e contribuir não pela negativa, mas pela positiva.- Em termos de intervenção, o que é que a comissão tem feito?- Na minha opinião a comissão tem funcionado menos bem, devido a uma série de vicissitudes, mas não ponho culpas a ninguém. Tem funcionado pouco, e em três anos a produção da Comissão Política é muito baixa.- O actual presidente da comissão, Ricardo Caneco, afirmou terem rejuvenescido e revitalizado o PS. É da mesma opinião?- Não, não concordo. Há coisas que o actual presidente da comissão refere como mais-valias da Comissão Política, mas que na realidade foi o trabalho do vereador da Câmara Municipal ao longo destes anos. Foi o vereador que lançou a questão da Marina, assim como o contrato da PEP (Parque Eólico da Polvoeira), mas o presidente parece que se esqueceu que isto foi levantado pelo vereador na Câmara Municipal. Eu acho que a comissão deveria, em vez de se preocupar muitas vezes com pequenos casos concretos, deveria definir os parâmetros gerais daquilo que o PS deve fazer enquanto oposição e os parâmetros gerais daquilo que o PS deve fazer no futuro, como governo do executivo. Deve-se definir que tipo de oposição queremos? O que é que queremos fazer? O que queremos para a Nazaré? Que caminho vamos prosseguir? Isto deveria ser as directivas que a comissão deveria processar.- Ou seja, o que está a dizer é que a comissão não tem tido um papel interventivo? – Por estas razões julgo que não, mas percebo, daí eu dizer há pouco que não ponho culpas a ninguém, mas a verdade é que não está a funcionar, e será com a minha candidatura que vamos pôr termo a isso.- Sente-se confortável por não ter o apoio do actual presidente?- Sim, perfeitamente. O mais natural é mesmo não ter o seu apoio. Acho perfeitamente normal, cada pessoa é livre de ter a sua preferência. – Como possível presidente da comissão, tem planos de posteriormente se candidatar a presidente da Câmara Municipal da Nazaré?- É uma questão que, presentemente, não me coloco a mim próprio. Como disse anteriormente, quem vai decidir o futuro do PS e da Nazaré, não sou eu, mas sim a Comissão Política. É a comissão que terá de pensar o que é o melhor para a Nazaré, em todos os aspectos e só depois, o que é o melhor para o Partido Socialista, e por fim, se isso for possível, o que é melhor para alguns dos elementos do partido. Os projectos tem de ser direccionados para a Nazaré, tem de se pensar de uma forma global para o partido, e em última instância, diria eu, para as pessoas, porque é com as pessoas que se forma os partidos e futuro das terras.- A nível pessoal, tem alguns projectos para a Nazaré que gostasse de ver realizados?- Individualmente, gostaria de ver a Nazaré mais rica, ver um futuro risonho, mas isso tem de ser pensado, não só por mim, não só pelo PS, mas também pelas pessoas. O PS tem de tornar esses pensamentos em actos, e desenvolver a Nazaré a partir daí e não fechar-se dentro dele mesmo.- Como vereador, o que tem feito para a concretização desse futuro mais risonho para a Nazaré?- Como vereador tenho feito o melhor que posso, mas é difícil fazer-se alguma coisa quando se é da oposição. Muitas vezes o que se tenta fazer não é bem-vindo pelo executivo. O presidente da câmara muitas vezes, fecha-se dentro de si mesmo e não aceita ideias externas, não aceita projectos vindos de fora, só aceita se fizer deles os seus projectos. Contudo, vou tentado fazer o pouco que posso, e de vez em quando, sinto que contribuí para um futuro melhor.O candidato ainda deixa o apelo de voto a todos os militantes, para votarem e votarem em consciência, principalmente, de forma a lutarem por aquilo que é melhor para a Nazaré.

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