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O comércio tradicional depende da fidelização de clientes

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O gestor da Unidade de Acompanhamento e Coordenação da Nazaré, Celso Trindade, defende que os pequenos comerciantes do concelho devem apostar em novas estratégias, para garantir a continuidade do comércio tradicional. Salva que este tipo de comércio deve trazer uma vantagem visível a um certo tipo de consumidor, e deixar de ser tão tradicional.Tânia Rocha […]
O comércio tradicional depende da fidelização de clientes

O gestor da Unidade de Acompanhamento e Coordenação da Nazaré, Celso Trindade, defende que os pequenos comerciantes do concelho devem apostar em novas estratégias, para garantir a continuidade do comércio tradicional. Salva que este tipo de comércio deve trazer uma vantagem visível a um certo tipo de consumidor, e deixar de ser tão tradicional.Tânia Rocha

São muitos os comerciantes que se sentem ameaçados pela fixação de grandes superfícies comerciais no concelho da Nazaré e nos concelhos vizinhos. O comércio tradicional ou de rua vive cada vez mais do Verão. É nesta época do ano que os comerciantes conseguem sentir algum peso na caixa dos seus estabelecimentos. Sem capacidade de resposta às grandes campanhas publicitária e sem qualquer comparação com o tipo de gestão e organização das grandes empresas, os comerciantes tentam permanecer no negócio com alguma dificuldade, acreditando que ainda são importantes para algumas pessoas, nomeadamente as mais idosas. Ermelinda Esgaio, comerciante há 16 anos, é proprietária de uma pequena mercearia no centro da vila. Confessa sentir-se “prejudicada em termos de vendas, pela implementação de superfícies deste tipo”. Afirma que “a Nazaré está em crise quase todo o ano, excepto no período de Verão”, e que a construção destes estabelecimentos “vem agravar esta situação para determinados sectores”. Apesar de reconhecer que a construção destas superfícies traz benefícios, em termos de empregabilidade e desenvolvimento, tem consciência que a maior parte dos nazarenos não tem possibilidades económicas para fazer grandes compras nestas superfícies. Esta comerciante de 43 anos, trabalha todos os dias sem excepção, mais de 12 horas por dia. Além de atender às necessidades comerciais dos clientes, salienta que um pequeno comerciante faz muito mais do que isso, “está disponível para ajudar e auxiliar os clientes quando precisam”.O responsável pela Unidade de Acompanhamento e Coordenação (UAC), Celso Trindade, declara que “a implementação de grandes superfícies vem provar que o concelho da Nazaré é atractivo para esse tipo de empresas”. Salienta que “para empresas deste tipo se instalarem num determinado espaço têm de respeitar determinadas regras, nomeadamente a de gerar lucros”, o que vem “contrariar a tese defendida pela maior parte dos pequenos comerciantes”, ainda acrescenta. O responsável pela UAC declara que o comércio tradicional “é reactivo”, e que enquanto não “investir em novas estratégias, encarar como positivo a concorrência e fidelizar um tipo de clientes não vai conseguir proteger-se destas grandes empresas”.A proprietária do Mini Mercado Ermelinda, diz que “além da implementação das grandes superfícies, a mudança de muitos habitantes da vila para a periferia”, é também uma das principais causas do enfraquecimento do comércio de rua. Ermelinda deixou de ser sócia da Associação de Comércio, Industria e de Serviços da Nazaré (ACISN), porque “não identificou ou sentiu qualquer benefício em sê-lo”, sendo que, por essa mesma razão, o pagamento da quota anual não se justificava. Afirma que enquanto foi sócia, “a associação nunca falou ou a aconselhou em nada”. Explica que além da associação, também a Câmara Municipal da Nazaré “deve promover e publicitar mais a vila, de forma a trazer mais turistas, fora do período do Verão ou do Ano Novo”. Esta comerciante assegura que tem conseguido manter-se neste meio “cativando os seus clientes com a sua simpatia, facilidades de pagamento, para aqueles que precisam, e disponibilidade diária”. Identifica como clientes tipo os idosos reformados e que vivem do mar. Ermelinda Esgaio ainda refere que, apesar “destas superfícies disponibilizarem muita variedade de produtos e um horário muito flexível, em muitos casos o preço não é assim tão diferente”. Acrescenta ainda que até “podem ser arriscadas para certos orçamentos familiares”, explica que as pessoas que não têm muita margem de manobra financeira, quando se dirigem a estas superfície devem ter bem presente o que realmente precisam, para não gastarem mais no que o necessário, o que na pequena mercearia isto raramente acontece, as pessoas vão comprar o que precisam naquele momento.Apesar de terem pontos de vista diferentes, tanto a comerciante como o gestor da UAC, têm a mesma opinião relativamente à organização dos comerciantes. Reconhecem que a organização individual não ajuda o objectivo colectivo e a construção de uma boa imagem. Celso Trindade ainda acrescenta que a gestão actual dos pequenos comerciantes tem de mudar, além da visão e opinião relativamente à concorrência, “os comerciantes não entendem que a implementação de novos estabelecimentos é uma fonte de atracção para o público”. O Região da Nazaré tentou contactar a ACISN e a ACSIA, Associação de Comércio, Serviços e Indústria de Alcobaça, mas não conseguiu obter quaisquer declarações relativas a este assunto.

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