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O mundo maravilhoso da tradição oral percorre a região

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Cristina Taquelim “a contadora de histórias de Beja”, encantou a plateia com um dos seus contos” Festival Internacional de Contos Mágicos David Mariano É internacional, é mágico e vai pôr toda a gente de olhos atentos e ouvidos à escuta (e não estamos a falar de Luís de Matos ou da promessa que deixou para […]
O mundo maravilhoso da tradição oral percorre a região

Cristina Taquelim “a contadora de histórias de Beja”, encantou a plateia com um dos seus contos”

Festival Internacional de Contos Mágicos David Mariano É internacional, é mágico e vai pôr toda a gente de olhos atentos e ouvidos à escuta (e não estamos a falar de Luís de Matos ou da promessa que deixou para o Mosteiro de Alcobaça, isso só lá para 2008). Referimo-nos ao Festival Internacional de Contos Mágicos, uma organização da Associação da Terra Mágica das Lendas, que irá decorrer de 1 a 9 de Setembro e está já a percorrer toda a região (Alcobaça, Benedita, Nazaré e Leiria) com muitas histórias e lendas para contar. A inauguração deste evento aconteceu no último sábado no Centro Cultural Gonçalves Sapinho da Benedita com um simpósio dedicado ao tema “Lendas, Identidade e Turismo Cultural”, espaço onde não faltaram diversos teóricos e oradores: a historiadora e investigadora Fernanda Frazão, o especialista em literatura oral José Rafael Sirgado, o engenheiro civil e coleccionador de história local Adriano Monteiro e “a contadora de histórias de Beja” Cristina Taquelim (uma algarvia de origem que um dia se apaixonou por um alentejano e é hoje psicóloga e bibliotecária naquela cidade).

No meio de tanta gente e de tanta opinião, não foi fácil o papel do moderador Pedro Penteado (investigador de história regional e sócio-religiosa e natural da Nazaré), igualmente acompanhado pelas presenças institucionais do Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça Gonçalves Sapinho, da directora da Biblioteca Municipal de Alcobaça Madalena Marques e do director do Externato Cooperativo da Benedita Alfredo Lopes – já a directora do festival Lúcia Serralheiro, encontrava-se na plateia. Vinte minutos para cada convidado tornaram-se pois fraco consolo para quem como a investigadora Fernanda Frazão mais teria a dizer sobre o capítulo “As Lendas e as Ciências Auxiliares”; e pelo menos disse que “a lenda é a forma mais importante da narrativa oral, é o mito do vestígio antigo, é o caco da memória” ou que “a importância do seu conteúdo atravessa gerações”. Seguiu-se Cristina Taquelim que veio destacar a função do contador de histórias no seio das comunidades como “mediador entre os homens e as suas memórias” e confessou ser nos velhos narradores que vai buscar as suas histórias, sublinhando mesmo que “o conto é uma forma viva, a qual não pode ser tratada como um sapo de laboratório” (numa crítica velada aos que tentam aprisioná-lo na rigidez do estudo académico). Para falar de D. Fuas Roupinho (umas das mais famosas e citadas lendas da Nazaré) ergueu-se Adriano Monteiro que apresentou e refutou algumas teorias sobre a origem do culto a Nossa Senhora da Nazaré e chegou mesmo a pôr em causa a existência do mítico milagreiro. Mais perto do final, José Rafael Sirgado pegou no tema central “Lendas, Identidade e Turismo” e mostrou urgência na tentativa de compreender os seus “processos de territorialidade” (mas nem toda a urgência que revelou coube nos poucos minutos cronometrados). Contas feitas, perto de três horas a analisar e a explicar a importância da oralidade nas comunidades humanas onde o tempo mostrou ser sempre curto para quem tinha muito (talvez demasiado) a dizer sobre um fenómeno que se perde no fundo dos tempos e é tão antigo quanto o Homem. Meteóricas e compactadas, as exposições suscitaram um interesse que não foi capaz de atingir, no entanto, o nível de elucidação e contextualização necessários à compreensão de um fenómeno tão vital como o das lendas. A tarefa ficará, portanto, entregue durante uma semana, ao Festival Internacional de Contos Mágicos, que oferece muito por onde escolher: teatro, bailado, oficinas e a participação de vários grupos culturais como a S.A. Marionetas, CeDeCe – Companhia de Dança Contemporânea, Os Gambuzinos, A Terrinha, Macapi, Achádego Teatro de Lugo e os inevitáveis contadores de histórias António Castanheira, António Fontinha e José Craveiro. Como primeira amostra, Cristina Taquelim fechou o simpósio com uma das suas histórias; e só ela teve o verdadeiro condão de nos fazer verdadeiramente perceber que o grande momento do conto é algo que não se explica, ouve-se com muita atenção, presos na magia de quem, como ela, os conta.

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