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Desespero e impotência

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Sobreviventes do “Mar da Galega” à chegada do porto da Nazaré Incêndio em embarcação provocou uma vítima mortal Desta vez não foi a fúria das águas mas a voragem das chamas que fez mais uma vítima entre os homens do marCarlos BarrosoO navio de pesca do armador Silva Vieira está acostado para reparações no Cais […]
Desespero e impotência

Sobreviventes do “Mar da Galega” à chegada do porto da Nazaré

Incêndio em embarcação provocou uma vítima mortal

Desta vez não foi a fúria das águas mas a voragem das chamas que fez mais uma vítima entre os homens do marCarlos BarrosoO navio de pesca do armador Silva Vieira está acostado para reparações no Cais do Bacalhoeiros, na Gafanha da Nazaré, Ílhavo, depois de no passado, dia 20 de Junho ter-se incendiado a 17 milhas da costa entre a Nazaré e São Pedro de Moel.

O navio foi atingido por um incêndio na casa das máquinas que provocou um ferido grave que foi evacuado para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde viria a falecer no passado domingo, após dez dias de internamento. A restante tripulação de oito elementos foi recolhida por um navio hidrográfico “D. Carlos I”, que navegava nas imediações. Uma fuga de óleo num tubo hidráulico terá estado na origem do incêndio que começou na casa das máquinas do arrastão de Aveiro, “Mar da Galega”. A embarcação, de 1996, com 21 metros e oito pescadores a bordo, foi deixada à deriva, em chamas. Um dos pescadores, de 37 anos, registou queimaduras em grande parte do corpo. Exaustos e abatidos, os seis dos oito tripulantes do arrastão de pesca costeira “Mar da Galega” pisaram terra firme por volta das 20h 30m, depois de terem deixado para trás horas de “autêntico desespero” e de “total impotência”. “Foi tudo muito rápido”, contou Manuel Vicente, contramestre, explicando que o fogo foi detectado por si, numa ocasião em que com a ajuda de um guincho retirava as redes do mar. “As bombas hidráulicas começaram a falhar e de repente vimos o fumo a sair da casa das máquinas”, recordou ainda emocionado. Lembra depois as horas dramáticas vividas a bordo, quando se apercebeu que Pedro Bata, de 37 anos, se encontrava sozinho junto às máquinas. “Começámos a chamar por ele e ele aos gritos. Ainda tentámos ir lá dentro mas havia muito fumo e não conseguíamos descer”, contou Manuel Vicente, recordando que “15 a 20 minutos depois ele apareceu cá em cima todo queimado”. O alerta foi dado à Marinha cerca das 13h 15m e o navio hidrográfico “D. Carlos I” que se encontrava próximo em missão de investigação no Canhão da Nazaré, seguiu para o local do acidente. Foi accionado também o helicóptero EH101 Merlin da Força Aérea, mas o intenso e negro fumo libertado pelo incêndio, não permitiu a abordagem aérea e a retirada imediata da vítima. Fonte da Marinha explicou que foi enviado um bote à embarcação em chamas, que transportou o pescador para bordo do “D. Carlos I”, onde foi estabilizado e levado de helicóptero, até ao aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa. Seguiu, então, para o Hospital de Santa Maria, com uma fonte hospitalar explicar que a vítima apresentava “70 por cento da área corporal queimada”.

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