Q

Previsão do tempo

17° C
  • Thursday 27° C
  • Friday 31° C
  • Saturday 29° C
18° C
  • Thursday 33° C
  • Friday 37° C
  • Saturday 37° C
16° C
  • Thursday 33° C
  • Friday 37° C
  • Saturday 37° C

Projecto de aeroporto na Ota borregou

EXCLUSIVO

ASSINE JÁ
Autarcas e presidentes da região de turismo Leira/Fátima e Oeste contestam novos estudos sobre localização do novo aeroporto Chuva de críticas oestinas pela decisão do Governo de avaliar Alcochete Os aplausos ao Governo em avançar com a solução Ota deram lugar às críticas pelo inesperado compasso de espera de seis meses para a avaliação da […]
Projecto de aeroporto na Ota borregou

Autarcas e presidentes da região de turismo Leira/Fátima e Oeste contestam novos estudos sobre localização do novo aeroporto

Chuva de críticas oestinas pela decisão do Governo de avaliar Alcochete

Os aplausos ao Governo em avançar com a solução Ota deram lugar às críticas pelo inesperado compasso de espera de seis meses para a avaliação da hipótese AlcocheteAntónio PauloO projecto de construção do novo aeroporto internacional na Ota sofreu nos últimos quinze dias um desenvolvimento falhado – ou seja, como se diz,na terminologia aeronáutica borregou -com o surgir de um estudo sobre várias localizações no Campo de Tiro de Alcochete eao qual o Governo decidiu dar seis meses para ser avaliado. O porta-voz do movimento pró-aeroporto da Ota, Tomás Oliveira Dias, critica a decisão do Governo de encomendar estudos comparativos entre aquela localização e Alcochete para a construção do novo aeroporto internacional. O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, afirmou no passado dia 11, na Assembleia da República, que o Governo vai fazer estudos comparativos entre a Ota e Alcochete, para saber qual destes é o melhor local para construir o novo aeroporto de Lisboa. Mário Lino, numa intervenção proferida durante o colóquio sobre a construção do novo aeroporto de Lisboa, disse que mandatou o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para estudar a viabilidade de construir o aeroporto em Alcochete, após ter recebido um estudo mandado elaborar pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), que aponta como sendo económica, financeira e ambientalmente, uma solução mais vantajosa do que a da Ota.

Tomás Oliveira Dias teme que esta decisão venha atrasar ainda mais o projecto de construção do novo aeroporto na Ota. “Estava prevista a abertura do concurso em Setembro” e “entendemos que o processo de construção do novo aeroporto deveria prosseguir”, independentemente dos estudos comparativos que venham a ser feitos. “Acho que há um recuo do Governo, mas não sei as razões, nem que espécie de pressões existiram”, afirmou o dirigente do movimento, que não acredita que os estudos a realizar pelo LNEC venham a permitir a escolha de Alcochete. “É um recuo, mas era bom que não fosse uma perda de tempo” já que, “dada a situação de esgotamento existente na Portela, era importante que não se adiasse ainda mais a construção de um novo aeroporto”, defendeu Tomás Oliveira Dias, lembrando que “Alcochete foi uma das soluções estudadas” nos últimos 40 anos, mas os técnicos nunca consideraram essa localização como a mais favorável. “Alcochete é completamente contra-indicada do ponto de vista ambiental”, até porque faz parte de uma “zona de reserva e de protecção do estuário do Tejo”, considerou o porta-voz do movimento pró-aeroporto da Ota. Depois, mesmo que o Governo venha a escolher Alcochete contra os pareceres técnicos, Tomás Oliveira Dias não acredita que existam apoios comunitários da União Europeia, já que “a zona é considerada muito sensível do ponto de vista ambiental”. Autarcas do Oeste reagem Entretanto, a Associação de Municípios do Oeste (AMO) e os presidentes das Câmaras de Leiria, Santarém e Cartaxo, reuniram-se no passado dia 12, com o ministro das Obras Públicas para pedir explicações sobre a decisão do Governo de efectuar estudos comparativos entre Ota e Alcochete. Os autarcas ouviram as explicações de Mário Lino e saíram da reunião aparentemente mais “tranquilos” com Carlos Lourenço, presidente da AMO a adiantar que o ministro “continua convicto que a Ota é a melhor opção”, dado que “ainda não conhece em pormenor o estudo preliminar” que aponta Alcochete como a melhor localização para a construção do aeroporto. Carlos Lourenço, que é igualmente presidente da Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos adiantou ainda que o governante explicou aos autarcas que, “face a todo o desenvolvimento em torno do futuro aeroporto, não teve opção senão dar seguimento ao estudo comparativo”. “O ministro garantiu-nos que no final do ano haverá uma decisão e que não existirão mais adiamentos”, referiu o autarca, sublinhando que, com a recente decisão, “muita coisa está em causa”, particularmente “investimentos e revisões do PDM”, sublinhando que “há 10 anos já estava decidido a localização da Ota, e de um momento para o outro vai tudo por água abaixo”. Depois de terem sido recebidos pelo ministro Mário Lino, autarcas da região de Leiria e do Oeste vão pedir uma audiência ao Presidente da Republica, Cavaco Silva, dando conta das suas preocupações face à decisão do Governo de efectuar estudos comparativos entre a Ota e Alcochete, para a construção do futuro aeroporto internacional. ADRO fala de “cenário trágico” A Agência de Desenvolvimento Regional do Oeste (ADRO) considerou, que o Governo, se recuar na escolha da Ota para instalar o novo aeroporto de Lisboa, demonstrará uma fragilização do sistema político português. Em declarações à TSF, Telmo Faria, presidente da ADRO disse que, caso o futuro aeroporto não seja construído na Ota, o Oeste sofrerá uma tragédia, tendo em conta que, só no sector do turismo, já foram investidos cerca de três mil milhões de euros, na expectativa de que o aeroporto seja instalado na região. Sobre o facto de o Governo ter decidido avançar com um estudo para avaliar a alternativa Alcochete para instalar o aeroporto, Telmo Faria lembrou que José Sócrates afirmou que a escolha da Ota era um processo sem retorno. O primeiro-ministro disse, “muito recentemente ao País inteiro, que a Ota era irreversível”, por isso “não esperamos qualquer alteração em relação a esta situação, sob pena de estarmos a fragilizar todo um sistema que vive da credibilidade do Governo”, disse. O também presidente da Câmara Municipal de Óbidos acrescentou que é necessário que a “confiança” no chefe de Governo “se restabeleça” sobre esta matéria. O dirigente da ADRO – associação que reúne autarcas e empresários do Oeste -, questionou ainda o facto de o estudo encomendado pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), que aponta o Campo de Tiro de Alcochete como a melhor localização para o aeroporto, ter posto em causa um trabalho de muitos anos. Trata-se de um “cenário quase trágico”, porque “parece que os governos centrais não se reuniram das melhores soluções e que afinal é possível um grupo de cidadãos, por muita credibilidades que tenha, pôr em causa uma decisão que tem vindo a ser trabalhada por muitos técnicos durante tantos anos”, frisou. Para Telmo Faria, esta situação “vem abrir uma ideia de instabilidade sobre as decisões governamentais muito grande” e que “deve fazer pensar todos” os portugueses. Movimento cívico pró-Ota Duas semanas antes destes últimos desenvolvimentos cerca de duas centenas de pessoas reunidas em Fátima assinaram um compromisso cívico apelando ao Governo para a urgência na construção do novo aeroporto de Lisboa, na Ota. O documento foi assinado no dia 20 de Maio, em Fátima, por autarcas, deputados, dirigentes cívicos e empresários da região Centro, no final de um jantar onde estiveram presentes mais de três centenas de pessoas. Os subscritores do compromisso rejeitam a construção de qualquer obra aeroportuária na margem Sul do Tejo, apontando a Ota como a melhor solução, tal como garantiu recentemente, durante o “Congresso do Oeste, realizado em Alcobaça, o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, que não hesitou em criticar os que defendem a construção do novo aeroporto na margem Sul, alegando que “não há gente” nem massa crítica para acolher a nova infra-estrutura. No compromisso cívico, já enviado ao Governo, Assembleia da República e partidos políticos, os subscritores lembram que a opção Ota foi tomada há oito anos e que os sucessivos governos apoiaram a decisão. “Não obstante algumas reacções iniciais em contrário, os governos que àquele se seguiram, acabaram, todos eles, por confirmar a mesma opção”, afirmam, criticando os que continuam a defender a realização de mais estudos para adiar uma decisão tomada há vários anos. “Está provado que, do ponto de vista ambiental, a Ota é a melhor localização possível”, sublinham os subscritores entre os quais se encontram nomes, como os do constitucionalista Vital Moreira, o presidente da ANA, Guilhermino Rodrigues e Oliveira Martins, ex-ministro das Obras Públicas no Governo de Cavaco Silva.

(0)
Comentários
.

0 Comentários

Deixe um comentário

Artigos Relacionados

As vantagens de apostar num projeto de cozinha com ilha

Este tipo de cozinhas modernas com ilha, são cada vez mais comuns em Portugal por oferecerem uma estética interessante e serem muito mais práticas do que as cozinhas com uma disposição mais tradicional.

artigo