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Caldeirada política à nazarena

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Clima de crise e instabilidade política está instalada na CMN Divergências internas, mudanças de camisolas e dança de cadeiras Em ano e meio não há partido ou movimento que tenha escapado à confusão interna com reflexos nas suas representações na Câmara e na Assembleia Municipal António Paulo Passado ano e meio sobre as eleições “Autárquicas […]
Caldeirada política à nazarena

Clima de crise e instabilidade política está instalada na CMN

Divergências internas, mudanças de camisolas e dança de cadeiras

Em ano e meio não há partido ou movimento que tenha escapado à confusão interna com reflexos nas suas representações na Câmara e na Assembleia Municipal

António Paulo

Passado ano e meio sobre as eleições “Autárquicas de 2005” são vários os episódios político-partidários que têm marcado a vida autárquica na Nazaré e das forças partidárias locais. PSD, PS, Grupo de Cidadãos Independentes (GCI), BE e CDU, em maior ou menor grau, de forma mais ou menos visível, têm vivido convulsões internas que se têm traduzido numa desarticulação entre e ou com os eleitos para os vários órgãos autárquicos, até aqui, com maior incidência na Câmara e na Assembleia Municipal.

Os dois mais recentes casos desta instabilidade registaram-se no GCI. Primeiro foi “regresso” de Clara Bernardino ao PSD, após ter “suspendido a militância” para ser candidata em 15º lugar à Assembleia Municipal pelo GCI. Sem dar conhecimento da sua desvinculação a António Trindade, líder do GCI, Clara Bernardino surgiu neste seu “regresso” às hostes laranja integrada na lista candidata à Comissão Política de Secção do PSD da Nazaré, liderada por Belmiro da Fonte, tendo sido eleita na passada sexta-feira. Também na passada semana, por alegadas divergências internas quanto ao seu papel de porta-voz e de coordenação nas posições e votações na bancada do GCI, Mário Sousinha desvinculou-se do movimento, mas afirma-se determinado em manter o seu lugar na Assembleia Municipal. Recorde-se, que tal como Clara Bernardino, também Mário Sousinha, “suspendeu a militância” no PSD, para integrar nas últimas “Autárquicas” como número um a lista candidata à Assembleia Municipal pelo GCI. Ainda ao nível da Assembleia Municipal, Manuel Sequeira, eleito como independente pelo BE, filiou-se mais tarde no partido, para poucos meses depois se desvincular, alegando divergências internas, mas mantendo o seu lugar como deputado, agora na qualidade de independente. Neste mesmo órgão, a CDU fez eleger Frederico Caneco, que suspendeu o seu mandato por um alegado acordo pré-eleitoral de rotatividade de eleitos, e cedeu o seu lugar a João Paulo Delgado, que durante alguns meses pautou a sua actuação por uma linha de duríssima oposição ao executivo social-democrata, mas que acabou por sair da ribalta com o regresso de Frederico Caneco. Nunca o partido com “paredes de vidro” veio a público esclarecer as razões que levaram a esta, para muitos, pelo menos “inesperada” rotação de deputados, que colocou um ponto final num período de uma mais incisiva actuação da CDU nazarena, enquanto oposição. Confusões reflectem-se na Câmara Na Câmara Municipal a instabilidade interna dos partidos transpõe-se igualmente para o seio deste órgão, registando, contudo, uma maior amplitude com contornos de confusão total. Com uma maioria absoluta em 14 anos de gestão, o PSD viu reduzir-se em 2005 de 4 para três eleitos sua representação, sendo remetido para um estatuto de maioria relativa. O independente Jorge Barroso, o militante Reinaldo Silva e a independente Mafalda Tavares, asseguraram os três lugares que o PSD conquistou, mas esta formação alterou-se radicalmente: Barroso continua independente, Reinaldo demitiu-se “verbalmente” da liderança do partido e Mafalda passou a militante. Mas as alterações foram ainda mais longe: Reinaldo Silva entrou em rota de colisão pública com Jorge Barroso, e este retirou-lhe a confiança política e exonerou-o das funções de vice-presidente e de vereador a tempo inteiro com pelouros atribuídos. De uma maioria relativa de três eleitos, o PSD passou a dois representantes, com Reinaldo Silva a sentar-se do lado da bancada do GCI. O ex-número dois de Barroso, já deu mostras de não querer “alinhar” ao lado do PSD, GCI ou PS e pelo conhecimento que tem sobre os todos os “cantos da casa” poderá vir a assumir-se com o maior quebra-cabeças da gestão PSD, e a causar até, alguns “estragos” nas bancadas da oposição. Pela banda do PS, o vereador Vítor Esgaio nesta sua passagem pelo executivo camarário já conta por três os colegas de bancada: primeiro foi João Benavente, depois José Joaquim Pires, e presentemente tem a seu lado José Filipe da Conceição. Benavente que foi cabeça de lista à Câmara suspendeu o mandato por divergências políticas e pessoais no seio do partido, sendo substituído pelo independente Pires que apenas exerceu o mandato durante cerca de dois meses, tendo sido substituído este mês por Conceição. Alterações motivadas por profundas divergências políticas, e até pessoais, que reinam no PS da Nazaré, e às quais o líder da Comissão Política Concelhia, Ricardo Caneco, não tem conseguido até aqui colocar um ponto final. Por fim, do lado do GCI a até há bem pouco tempo a mais ou menos eficaz concertação de posições entre o líder de bancada, António Trindade, e o seu número dois, António Salvador – também este com militância suspensa no PSD -, começa aqui e ali a dar sinais de poder vir a esfumar-se a qualquer momento. Por exemplo, é indisfarçável o mal estar existente no seio do GCI, causado pela alegada disponibilidade de Salvador para aceitar alguns dos pelouros retirados a Reinaldo Silva ou estabelecer com Jorge Barroso alguns acordos de princípio, conducentes à viabilização de alguns dossiers. Com António Salvador a desmentir essa alegada “disponibilidade” – ainda que de forma algo tímida e em circuito fechado -, o facto da sua mulher, Clara Bernardino, ter-se desvinculado do GCI para “regressar” ao PSD, e de Mário Sousinha se afastar igualmente do movimento e tido como muito próximo do número dois de António Trindade, o “arrefecimento” da relação entre os dois vereadores poderá ganhar nos próximos tempos uma outra dimensão.

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