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Autarquia quer reordenar trânsito na vila da Nazaré

Câmara apresentou soluções para o trânsito na Nazaré Tentando diminuir a conflitualidade entre os carros e os peões a autarquia quer passar dos estudos à prática Melhorar as condições de circulação e fluidez de tráfego no centro da vila, diminuir os níveis de conflituosidade entre automóveis e peões e permitir uma melhor fruição do espaço urbano, são os principais objectivos das medidas preconizadas no”Estudo de Ordenamento da Circulação Viária da Nazaré”, apresentado publicamente.

O estudo, elaborado pelo Laboratório de Transportes e Sistema de Informação Geográfica, da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria, já tinha sido apresentado, há algum tempo, a empresários e representantes das forças vivas locais. Agora, no entender do presidente da autarquia, Jorge Barroso, é preciso “concretizar conceitos, regulamentar e implementar” e, sobretudo, “é preciso querer mudar”. O estudo começa por fazer o diagnóstico do trânsito na Nazaré, com os problemas de congestionamento já conhecidos: o elevado volume de tráfego, quer nas vias de atravessamento (nomeadamente a EN242), quer na malha urbana; a existência de pontos críticos de estrangulamento da circulação automóvel (designadamente as intersecções da avenida Vieira Guimarães e da rua Mouzinho de Albuquerque com a EN242); e a existência de períodos de enorme acréscimo de população, sobretudo no Verão. Os problemas decorrentes da entrada/saída de estacionamento, as operações de carga e descarga e os conflitos de mobilidade peão/condutor são outras das questões referidas. O plano salienta ainda aspectos como a baixa utilização dos transportes públicos devido à sua fraca atractividade (com excepção do ascensor), e o baixo nível de mobilidade dos peões, motivado pela ocupação da via pública com o estacionamento inadequado de automóveis. Para resolver estes problemas, o estudo aponta como objectivo estratégico o progressivo condicionamento da circulação viária e do estacionamento automóvel no centro histórico da vila, reservando o acesso dessas áreas a moradores, ao movimento de carga/descarga nos estabelecimentos comerciais, transportes públicos e veículos prioritários. O principal objectivo destas medidas é o de devolver a via pública ao peão, tornar mais agradável a fruição do centro histórico a habitantes e turistas, melhorar a qualidade de vida dos residentes e valorizar a imagem urbana da vila. Medidas para desenvolver em três fases De acordo com o documento apresentado, as medidas preconizadas serão implementadas progressivamente, mantendo inicialmente o actual esquema viário mas introduzindo, gradualmente, restrições ao tráfego automóvel. Assim, numa primeira fase, o estudo recomenda, o condicionamento da circulação automóvel ao acesso local em algumas das ruas do centro histórico (a norte da avenida da República) e aumentar o número de lugares de estacionamento tarifado nestas zonas. O atravessamento automóvel continuará a ser possível. Paralelamente, serão regulamentados os horários de cargas/descargas. A fase seguinte prevê a interdição do tráfego automóvel a uma área mais extensa da vila – centro histórico e parte da marginal -, criando mecanismos de acesso apenas a residentes, transportes públicos e veículos prioritários. Entre outros aspectos, é preconizada uma renovação da pavimentação do centro histórico (avenida da República, praça Sousa Oliveira), com alargamento de passeios e substituição do piso betuminoso por calçada, bem como colocação de mobiliário urbano de incentivo à utilização pedonal e fruição do espaço público. Esta fase implicaria ainda a implementação de regulamentação complementar de acesso à zona restrita e a readaptação do sistema de transportes públicos, para além da criação de zonas de estacionamento periféricas destinadas ao estacionamento de longa duração (com tarifário mais acessível). A terceira fase alargaria a zona de restrição à avenida Vieira Guimarães e a parte da avenida Manuel Remígio, recaindo o tráfego sobre a avenida do Município. Na segunda e terceira fases, seriam instalados parquímetros de estacionamento de curta duração (limitado a três ou quatro horas, conforme as zonas), com o objectivo de aumentar a rotatividade do estacionamento nas zonas de maior procura e evitar a permanência abusiva de carros nas áreas nobres da vila. Em todo este processo, de acordo com o presidente da CMN, terão de ser implementadas medidas de protecção dos residentes, que garantam a manutenção da sua qualidade de vida e os direitos adquiridos. Assim, um dos maiores desafios que se coloca é a definição do conceito de “residente”, ou seja, quem tem acesso às zonas condicionadas.

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