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Gestão do Aterro do Oeste pode mudar de mãos

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Associação de Municípios do Oeste pode vir a gerir Aterro Sanitário do OesteCâmaras Municipais da Nazaré e Alcobaça são associadas O Ministério do Ambiente está inclinado a aceitar a proposta da Associação de Municípios do Oeste desta passar a gerir o aterro sanitário da região desde que seja assegurada a sustentabilidade económicaCarlos Barroso Os 14 […]

Associação de Municípios do Oeste pode vir a gerir Aterro Sanitário do OesteCâmaras Municipais da Nazaré e Alcobaça são associadas O Ministério do Ambiente está inclinado a aceitar a proposta da Associação de Municípios do Oeste desta passar a gerir o aterro sanitário da região desde que seja assegurada a sustentabilidade económicaCarlos Barroso Os 14 concelhos que integram a Associação de Municípios do Oeste – entre os quais se incluem os municípios de Nazaré e Alcobaça – são minoritários no capital social da “Resioeste”, gerida pela Empresa Geral de Fomento (51 por cento), apresentaram ao secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, a proposta de passarem a gerir o aterro sanitário. Numa primeira reacção à proposta a tutela não se opõe a este tipo de solução, mas a aceitação está dependente da sustentabilidade do modelo de gestão que vier a ser apresentado em termos ambientais, económicos e sociais, pela AMO. “O Ministério do Ambiente está receptivo, desde que garantam a sustentabilidade do sistema”, adiantou fonte próxima das negociações.

A proposta das câmaras municipais surgiu após terem sido apontados novos aumentos de tarifas a pagar pela deposição do lixo no aterro, refere o presidente da AMO, Carlos Lourenço. Descontentes com a gestão da “Resioeste”, as autarquias consideram que as tarifas “não podem de um ano para o outro serem aumentadas desta forma”, disse Carlos Lourenço, sublinhando que “se registaram aumentos de 29 para 36 euros a tonelada”. “É impensável comportar estes aumentos. Os municípios não têm estrutura financeira para sobrecarregar os munícipes”, frisou.Recorde-se que os presidentes de Câmara encomendaram estudos de viabilização económica da “Resioeste” e uma das soluções, aponta para a concessão parcial da gestão a privados. “Propusemos ser nós a comprar a participação para vendermos a um privado, ficando nós com a maioria do capital social”, acrescenta Carlos Lourenço, avançando com a ideia “de fazermos investimentos novos, com novos métodos de gestão, garantido a qualidade [ambiental da infra-estrutura] e reduzindo as tarifas a pagar pelas autarquias”.Os municípios vão apresentar um estudo de viabilidade da empresa sustentado numa redução da deposição de resíduos em aterro, aumento da reutilização de resíduos de matéria orgânica, maior aproveitamento de outros materiais recicláveis, novo modelo de triagem e de separação mecânica. Para tal, esperam que os investimentos possam realizar-se com recurso a candidaturas a fundos comunitários, a par de investimentos privados com a produção de energia através do biogás.

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