António Nazaré, o coordenador da Unidade de Saúde Familiar da BeneditaObras de adaptação para Unidade de Saúde Familiar da Benedita ainda não começaramUnidade de Saúde Familiar da Benedita estará a funcionar em Novembro mas a obras de adaptação ainda não começaramLiliana JoãoSegundo António Nazaré, coordenador da Unidade de Saúde Familiar (USF) da Benedita, “já é oficial a aprovação da candidatura desta unidade”.No entanto, as obras de adaptação necessárias para que a USF funcione no Centro de Saúde da vila, “ainda não começaram”, como contou António Nazaré ao REGIÃO, atrasando, cerca de meio mês, o início do funcionamento da Unidade, apontado o seu início, pelo coordenador “para meados de Novembro”. O sistema informático, que “queremos que esteja a funcionar na plenitude quando a Unidade começar a funcionar”, é mais um constrangimento que vai atrasar o começo dos serviços que USF da Benedita irá prestar, para além da “formação que será necessária para todos os elementos da Unidade”.
Ponderando a possibilidade de que “as obras de adaptação não estejam feitas até meados de Novembro próximo”, António Nazaré afirma que “mesmo sem obras, a Unidade tem que começar no mais tardar até ao final da primeira quinzena de Novembro”.Afirmando que “quando a Unidade começar a funcionar a Benedita vai deixar de ter utentes sem médico de família”, o coordenador da USF da Benedita explicou que “a Unidade irá servir utentes da freguesia da Benedita e de Santa Catarina”. Funcionando em horário alargado, das 8 horas às 20 horas, em dias úteis, estendendo o seu funcionamento ainda ao sábado até às 12 horas, a USF da Benedita irá atender cerca de dois mil utentes que se encontram sem médico de família, dos cerca de nove mil utentes da freguesia da Benedita. Ao serviço dos utentes da USF da Benedita, a funcionar nas instalações do Centro de Saúde da Benedita, estarão cinco médicos, cinco enfermeiros e quatro administrativos. O que são USF?As USF são pequenas organizações compostas por profissionais de saúde que têm como objectivo responder às necessidades dos doentes, assegurando a substituição dos médicos de família quando estes faltem. Segundo o jornal “Público”, as USF estão preparadas para prestar cuidados de saúde a um mínimo de quatro mil e a um máximo de 18 mil pessoas. Para isso são formadas, no mínimo, por três médicos e, no máximo, por oito. Pretende-se que sejam estruturas flexíveis, com autonomia técnica e profissional, que definam as suas próprias regras e horários. As USF são a base da reforma que o Governo preparou para os centros de saúde. Ainda segundo o mesmo jornal, até ao final do ano, o Ministério da Saúde pretende ter em funcionamento 100 USF no país.Há mais de sete mil pessoas no concelho de Alcobaça que não têm médico de família. A situação poderá melhorar a médio prazo com a Unidade de Saúde Familiar da Benedita, permitindo deslocar um médico para a unidade de cuidados primários da sede do concelho.




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