Um brinde à futura gestão dos novos dirigentes da Fundação Manuel Francisco ClérigoEstatutos voltam a ser cumpridos na Fundação Manuel Francisco ClérigoPassado mais de um ano o incumprimento estatutário nos órgãos de gestão foi ultrapassadoCarlos BarrosoPaulo Alexandre Fonseca, Hélder Fonte e José Manuel Pedro, foram os “reforços” indicados pelo Governo Civil de Leiria e pela Junta de Freguesia de São Martinho do Porto para recomporem estatutariamente o Conselho de Administração e da Fundação Manuel Francisco Clérigo, de São Martinho do Porto, juntando-se aos dois “resistentes” Albino Marques de Oliveira e Carlos Alexandre Silva. Por seu lado também o Conselho Fiscal passou a ter a sua composição completa com a entrada de Ernesto Feliciano, que vai juntar-se a José Maria Malheiros e Tristão da Cunha Carvalhais.
Com as três novas nomeações para o Conselho de Administração e tomada de posse ocorrida no passado dia 25 de Agosto, está ultrapassado o vazio directivo que estava criado naquele órgão de gestão da fundação desde há cerca de quinze meses, depois de tempos tumultuosos com a saída de alguns membros, nomeadamente da Junta de Freguesia, em acentuada divergência com Albino Oliveira. O impasse directivo – que configurava uma ilegalidade estatutária – só acabou ultrapassado após a realização de várias reuniões no Governo Civil de Leiria, num período durante o qual utentes e dirigentes de outras instituições de solidariedade da freguesia também entraram em rota de colisão com o modelo de gestão da Fundação, desenvolvida por Albino Oliveira. Numa tomada de posse marcada pela discrição, Albino Oliveira fez questão de alertar os novos dirigentes para a necessidade de desenvolver “uma gestão virada para dentro para dentro da instituição”. “É nesta sala, que, tem de ser hermética, que se faz a gestão, a qual não pode sair daqui”, sublinhou Oliveira, acrescentando que “não podemos deixar que a rua interfira nas nossas decisões”.Albino Oliveira que é reformado da marinha, fez ainda questão de salientar que os resultados da sua actual gestão “estão à vista de todos”, avisando que “não devem dar ouvidos ao que se diz lá fora. Nós sabemos o que estamos a fazer, e quando não for assim, sabemos procurar fazer bem”, disse. Por outro lado, o reconfirmado presidente da direcção da Fundação, frisou que a direcção irá “falar e não discutir”, explicando que muitas vezes são agendados assuntos para serem votados com “vários meses de trabalho”. Não aos boatos Para o presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Gonçalves Sapinho – que ao longo de todo o processo manteve a confiança nos “seus” anteriormente nomeados Albino Oliveira e Carlos Alexandre Silva – lembrou que os boatos em torno da gestão da Fundação o “entristeceram” salientando que “quer sejam pessoas escolhidas pela Câmara ou não, não estou disponível para que alguém me venha contar o quer que seja, ou fazer queixas de alguém. Não admiti isso quando tinha 700 alunos, e não o vou admitir agora. Prometo que vou tratá-lo mal”. O autarca quer que sejam evitados os boatos, vincando que as pessoas nomeadas “são competentes, e espero que continuem com o bom trabalho para engrandecimento desta casa”. Lamentando o tempo que a situação demorou a ser ultrapassada, Sapinho acabou por congratular-se com a resolução da ilegalidade estatutária.Por seu lado, o chefe de gabinete do Governador Civil de Leiria, Franco Pinto, justificou a resolução tardia, referindo “a solução demorou a encontrar, porque este foi o tempo que achámos adequado, para termos aqui as pessoas certas para os lugares, senão, corríamos o risco de não haver a solidez na resolução do problema que agora efectivamente existe”.Franco Pinto, disse ainda que recebeu alguns dados e problemas da Fundação que o preocuparam e por isso lembrou que “todos os que aqui exercem funções devem ter o mesmo espírito que o fundador”, deixando o desejo que os membros da actual direcção, terminado o mandato em Março do próximo ano, “possam ser reconduzidos tranquilamente, o que será um sinal de que as coisas estão a funcionar na perfeição”. Se tal não acontecer, Franco Pinto espera “uma substituição de forma pacífica e tranquila”.




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