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O donos dos cães que não apanharem os dejectos dos cães estão sujeitos a coimasCoimas para donos de animais que não apanhem os dejectos Executivo camarário aprovou proceder a alterações nos regulamentos relativos aos cãesLiliana JoãoA vila da Nazaré, turística por excelência, desde há algum tempo que tem sido alvo de reparo pela quantidade de dejectos de canídeos que poluem as suas artérias desde as mais movimentadas às mais escondidas. Com o intuito de tentar resolver esta situação, “e apelar, mais uma vez, à sensibilização das pessoas”, como referiu o presidente da Câmara Municipal da Nazaré, Jorge Barroso, o executivo aprovou em reunião de câmara, algumas alterações no regulamento relativos aos cães.
Afirmando que “já foi feito quase de tudo, desde campanhas de sensibilização, ao investimento o aspecto das ruas não melhorou”. Jorge Barroso acredita que “este problema trás consequências negativas, quer para a imagem do concelho, quer para imagem dos órgãos autárquicos”. O autarca explicou ao REGIÃO que “Câmara Municipal tem tentado resolver este assunto e é obvio que fazemos a limpeza das ruas. Temos uma mota que sai para fazer essa limpeza, para além da colocação dos Kiospap, um recipiente que é utilizado para tudo menos para a colocação dos dejectos dos animais”. No entanto, o presidente da Câmara assumiu que “até uma determinada altura, acreditava que não era necessário a implementação de coimas, mas chegamos a um ponto que não podemos continuar a dar uma má imagem da terra, a quem a visita e quem cá vive, porque as algumas pessoas não cumprem com as suas obrigações de cidadão”. As alterações ao novo regulamento irão partir do princípio utilizador/pagador, que deverá reflectir-se nas multas a aplicar. Segundo Jorge Barroso, “no fundo, será uma feita uma actualização no regulamento existente, em que os cães, por exemplo são obrigados a estar identificados e a ter trelas, e agora terá um ponto relacionado com as coimas”. Uma opção do cidadão“Os cidadãos têm o direito de fazer uma opção de ter ou não ter um cão, e até aqui tudo bem. O pior e quando tudo começa a complicar, é quando o facto de quem tem um cão começa a intervir na vida do outro cidadão, nomeadamente, quando passamos pelo passeio e começamos a ver os dejectos dos animais porque os donos dos cães não os apanham, porque entendem que o espaço publico pode ser danificado”. É assim que Jorge Barroso encara este problema da Nazaré defendendo que “o dono tem que assumir o seu cão, não só por ser dono dele, mas também assumir o animal nestas situações”. Reforçando a ideia de que os donos dos cães “não podem é deixar para os outros aquilo que ele não quer para si”, o autarca apela a que quando “o cão faz as suas necessidades, o proprietário utilize o saquinho para apanhar os dejectos, ou outro método qualquer, para que os outros não sejam obrigados a se deparar com os dejectos”. Em relação à implementação de wc’s nas ruas da Nazaré, Jorge Barroso não concorda com a situação já que “ acho que não é justo, uma pessoa que não tem cão, ter que pagar para os outros terem”, apesar de admitir que, no futuro, “pode ser também uma solução para a situação”. O autarca sustenta que estas “infraestruturas teriam que ser pagas e mantidas pelos impostos de todos, para além de as pessoas terem de ser constantemente defrontadas com wc’s, com os dejectos caninos nos wc’s ou então fora dos wc’s”. Inúmeros cães vadios na vilaNo entanto não são só os animais de estimação sujam as ruas da vila. Existem inúmeros animais vadios que contribuem para o agravamento desta condição. Segundo o autarca “os cães vadios também são responsáveis pela sujidade das ruas mas existem sempre associações a quem nos podemos dirigir para uma acção de adopção e situações semelhantes”. Quando os cães são apanhados são levados para o canil onde permanecem até serem adoptados ou reclamados. Se nem uma nem outra situação acontecer, “os cães têm que ser abatidos, apesar de ser a última das últimas opções. Isto não agrada a ninguém, mas a verdade é que não vamos colocar mais cães no canil para além da sua capacidade. Também não podemos ter os animais ali presos e a habitá-lo permanentemente”. Se se tornar necessário, o edil não põem de parte a hipotese de aumentar o canil municipal.




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