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Favores entre primos

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Um dos arguidos à saída do Tribunal de AlcobaçaTentativa de burla de 10 milhões de euros ao Metropolitano na barra do Tribunal de AlcobaçaOs seis arguidos estão acusados de falsificação de documentos e de burla qualificada na forma tentadaAntónio Paulo “Isto parece um negócio entre primos, de família”, referiu um dos juízes do colectivo, que […]

Um dos arguidos à saída do Tribunal de AlcobaçaTentativa de burla de 10 milhões de euros ao Metropolitano na barra do Tribunal de AlcobaçaOs seis arguidos estão acusados de falsificação de documentos e de burla qualificada na forma tentadaAntónio Paulo “Isto parece um negócio entre primos, de família”, referiu um dos juízes do colectivo, que na passada segunda-feira iniciou no Tribunal Judicial de Alcobaça o julgamento de seis homens acusados de tentarem retirar 10 milhões de euros de uma conta bancária do Metropolitano (Metro) de Lisboa. As palavras do juiz Adelino Crua foram proferidas na sequência dos depoimentos dos arguidos Joaquim Pavoeiro e Joaquim Fernandes – dois de três primos que respondem no caso – que referiram terem querido ajudar-se uns aos outros, numa base de confiança e perante alegadas dificuldades financeiras.

Joaquim Pavoeiro, de 47 anos, vendedor de automóveis e residente nos Moleanos (Alcobaça), Joaquim Fernandes, de 60 anos, industrial e residente no Vimeiro (Alcobaça), António Bento, de 50 anos, comerciante e residente em Famalicão (Nazaré), André Flores, de 56 anos, vendedor ambulante e residente em Mértola, Cristiano Magalhães, de 43 anos, bancário e residente em Alhos Vedros, e Rui Pinto, de 30 anos, consultor imobiliário e residente em Carnaxide, estão acusados dos crimes de falsificação de documentos e de burla qualificada na forma tentada. Cristiano Magalhães, é ainda acusado dos crimes de acesso ilegítimo a dados pessoais e de devassa por meio informático.“Saco azul do Metro”De acordo com a acusação, a burla terá sido preparada durante um ano e acabou frustrada em Março do ano passado, quando alegadamente Joaquim Pavoeiro pretendia depositar na agência do Millenium BCP da Benedita, três cheques no valor de dez milhões de euros, emitidos sob uma conta do Metropolitano de Lisboa, e acabou detido por dois agentes da Policia Judiciária. Pavoeiro foi preso na posse dos cheques e de uma declaração justificativa falsamente emitida pelo Metro, a justificar a proveniência dos montantes como sendo da venda de terrenos àquela empresa e que o arguido reconheceu em Tribunal nunca ter vendido porque nunca os possuiu. Pavoeiro negou ainda ao Tribunal a intenção depositar os cheques, alegando que apenas estava a fazer um favor ao primo e amigo, Joaquim Fernandes. Depoimento corroborado por este, quando referiu ao colectivo de juízes, presidido por Judite Pires, que pediu a “ajuda” a Pavoeiro, na sequência da oferta de ajuda do primo António Bento, que lhe havia avançado com a disponibilização de um empréstimo no valor de 250 mil euros. Um montante garantido pelo “primo”António Bento que faria de intermediário “com pessoas grandes, numa operação de movimentação de dinheiros de um saco azul do Metro, que era preciso movimentar porque se estava perto de eleições”. “Os favores entre primos” teriam por base a cedência de uma conta bancária para a movimentação dos cheques, sendo que Fernandes e Bento não cederam as suas, porque estavam “penhoradas” à Segurança Social e por “problemas bancários”. “Cheques eram bons” Segundo a acusação, Cristiano Magalhães terá fornecido a André Flores os dados de uma conta do Metro, com os quais foram forjados três cheques numa tipografia não identificada na região de Santarém. O passo seguinte consistiria no depósito dos cheques e o plano ficaria concluído com a distribuição dos 10 milhões de euros pelos seis, mas só após “várias transferências para camuflar o rasto do dinheiro”. Uma das contas era a do arguido Rui Pinto, que negou qualquer participação na tentativa de burla, alegando ter fornecido as “coordenadas” da sua conta a Cristiano Magalhães para que este pudesse “comparticipar” no pagamento de uma dívida de uma amiga comum. Os arguidos André Flores, Cristiano Magalhães e António Bento recusaram prestar depoimentos, e nesta primeira sessão foram ouvidos o Mineiro Aires, presidente do Conselho de Administração do Metro, que afirmou que as assinaturas nos cheques eram “muito parecidas com a sua e que a descrição por extenso dos valores, estava escrita manualmente, quando o habitua, é ser feita por máquina”. Por seu lado, Silvino Lopes, gerente da dependência do Millenium BCP na Benedita, adiantou ao Tribunal ter sido previamente contactado por Joaquim Pavoeiro para saber dos moldes em que poderia processar-se uma “futura movimentação de cheques de avultado valor” – antes mesmo da abertura de conta na agência -, acrescentando que “os cheques eram bons em termos de papel”. O bancário disse ainda que quando confrontado com o “valor” dos cheques exigiu a declaração justificativa da emissão dos mesmos, e referiu “ter comunicado a tentativa de operação à auditoria interna, ao superior hierárquico e ao gestor de conta do Metro, para serem seguidos os habituais procedimentos de segurança”. Normas que acabaram cumpridas e que depois da avisada a PJ da tentativa de burla, culminaram com a detenção de Joaquim Pavoeiro, cujo julgamento e dos restantes co-arguidos, prossegue no próximo dia 3 de Julho, pelas 10 horas.

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