Em escassos minutos as águas submergiram cinco viaturas dos Bombeiros da NazaréQuartel dos Bombeiros Voluntários da Nazaré inundado De olhos postos nos fogos florestais os bombeiros nazarenos foram apanhados de surpresa por uma inundação na própria casaAntónio Paulo “Estávamos a socorrer as pessoas, e de um momento para o outro, éramos nós que precisávamos de ajuda”. A recordação é de Alberto Mendes, comandante dos Bombeiros Voluntários da Nazaré, a propósito das inundações registadas na passada quarta-feira (dia 14) no quartel e que em escassos minutos submergiram cinco viaturas – duas ambulâncias de transporte de doentes, dois jipes e um veículo de transporte de pessoal -, um bote e uma scooter, estacionadas num anexo.
Ao final da tarde e durante cerca de dez minutos uma forte chuvada abateu-se sobre a vila e quando se preparavam para acudir a algumas chamadas de socorro, de um momento para o outro, foi o próprio quartel que ficou inundado. “Não tivemos tempo para nada”, lembra o comandante, salientando que “a água, no local atingiu os três metros”. A inundação teve lugar quando uma torrente de água e lama, vinda da Pederneira, drenou para uma estrada de terra junto ao Centro Comunitário da Confraria da Nossa Senhora da Nazaré, abrindo depois caminho por uma faixa de terreno não urbanizado e precipitando-se em catarata para o anexo, situado no piso inferior do quartel.Ainda sem ter um valor exacto para os prejuízos, mas assumindo que “a corporação não tem condições para substituir todo o equipamento destruído”, Alberto Mendes, garante que a operacionalidade da corporação não foi afectada, uma vez que “felizmente, nenhuma das viaturas era de socorro, já que as ambulâncias de emergência e os veículos de combate a fogos não estavam nesse local pelo que não ficaram danificados”. “Também devemos ter problemas num dos pavilhões que ficou inundado”, adiantou ainda o comandante, sublinhando que “em princípio, não há nenhuma seguradora que assuma estes prejuízos”, disse o comandante, acrescentando que “depois de avaliados os danos, vamos pedir apoio ao Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil”. Por seu lado, o presidente da Câmara Municipal da Nazaré, Jorge Barroso, prometeu encetar diligências para ajudar a corporação a repor o equipamento destruído. “Todos nós, o poder central e a autarquia, cada um à sua dimensão e à sua escala, tem a obrigação de corrigir este problema”, afirmou o autarca, considerando não ser necessário intervir no quartel para prevenir novas inundações. “O que sucedeu agora foi uma situação anómala” e “não tem havido problemas no passado”, sustentou Jorge Barroso adiantando que apesar disso, a autarquia vai “procurar analisar o que é que aconteceu e criar algumas barreiras” como medida de prevenção.Contactado pelo REGIÃO, Adelino Mendes, chefe de gabinete do governador Civil de Leiria, explicou que “o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil está a recolher um relatório sobre esta ocorrência”. Aquele responsável salientou ainda que “nenhuma diligência ou pedido de apoio” foi feito por parte da corporação, acrescentando que o Governo Civil de Leiria “avaliará qualquer solicitação que venha a ser efectuada nesse sentido”.




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