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Modernidade “pisada” na tradição

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Gonçalves Sapinho (à esquerda) e Eduardo CabritaCentro Cultural de Alfeizerão nascido de um lagar e armazém de vinhosNinguém ficou indiferente ao resultado de uma intervenção arquitectónica que concilia o passado com o presente de olhos postos no futuroAntónio PauloOs lagares e os tonéis estão lá a lembrar uma actividade, que foi de peso económico e […]

Gonçalves Sapinho (à esquerda) e Eduardo CabritaCentro Cultural de Alfeizerão nascido de um lagar e armazém de vinhosNinguém ficou indiferente ao resultado de uma intervenção arquitectónica que concilia o passado com o presente de olhos postos no futuroAntónio PauloOs lagares e os tonéis estão lá a lembrar uma actividade, que foi de peso económico e social na vila de Alfeizerão, bem interligados com a modernidade e a funcionalidade de um edifício recuperado pelo traço do arquitecto Paulo Providência, da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Coimbra. Destinado a albergar um Centro Cultural (CC), o renovado edifício, acolhe desde Novembro passado os serviços da Junta de Freguesia – que durante cerca de duas décadas funcionou num contentor -, e que no médio prazo, receberá um espaço Internet, uma biblioteca e uma sala de leitura.

Instalado na antiga sede da IVOL, indústria ligada à produção e comercialização de vinho, encerrada há já largos anos, o CC foi inaugurado oficialmente na passada sexta-feira, em cerimónia que contou com a presença do secretário de Estado Adjunto e da Administração Local, Eduardo Cabrita. O edifício foi adquirido pela Câmara Municipal de Alcobaça em 1998, por uma verba de 100 mil euros (20 mil contos à época), e a empreitada de construção teve um custo de 400 mil euros, comparticipado em 50 por cento por cento pela Administração Central, através de contrato-programa assinado com a Secretaria de Estado da Administração Local. “Deixámos de ter vergonha e passámos a receber com orgulho aqueles que nos visitam” salientou Natividade Marques, presidente de Junta de Freguesia local (PSD), lembrando um processo que se prolongou por oito anos, e depois de “em 1997 todas as listas concorrentes às eleições, terem os seus programas eleitorais encabeçados pela frase: construção da nova sede da Junta”. Também para Gonçalves Sapinho, presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, “acabou-se com a nódoa de ter uma sede Junta de Freguesia depositada num pré-fabricado ou contentor, numa situação que envergonhava a Junta, a Câmara e o poder local”. “Agora a Junta estará muito mais motivada nas funções e nas respostas que dá à sociedade”, sustentou Sapinho.“Mini-lojas do cidadão”“Está dado mais um passo na caminhada que está quase a chegar ao fim, mas ainda falta dar mais uns 50 passos para chegar ao fim”, sublinhou, por seu lado, Armando Vieira, presidente da Associação Nacional de Freguesias, numa referência ao conjunto das Juntas que ainda não dispõem de sedes próprias e condignas. “Iniciativas como esta dignificam o poder local, e o papel que os autarcas das freguesias desempenham de forma muito directa junto das populações”, reforçou Armando Vieira.“Estamos perante instalações particularmente singulares que aliam a memória do passado ao futuro”, salientou, por seu lado, o secretário de Estado, Eduardo Cabrita. “Soube-se aliar os 38 mil litros de vinho que estão no gabinete da presidente de Junta, à biblioteca e ao espaço Internet”, sublinhou o governante, procurando estabelecer um paralelismo de actuação com o projecto governamental de querer “acabar com a burocracia desde o Governo até ao poder local, incluindo nas Juntas de Freguesia”.“As Juntas de Freguesia que são centros de relação directa com os cidadãos, terão de ser no futuro como que mini-lojas do cidadão” sustentou Eduardo Cabrita, salientando que o Governo tem pela frente “batalhas decisivas” como “executar políticas de descentralização, de maior autonomia e de simplificação, capazes de darem respostas à população”. “Vencendo estes desafios de rigor excelência, estaremos a combater a corrupção e o tráfico de influências”, concluiu Eduardo Cabrita.

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