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Ângelo Godinho defende que é hora de “apertar o cinto”Bombeiros Voluntários da Nazaré com dificuldades financeirasA nova direcção deu conta aos associados de graves dificuldades financeiras apontando erros de gestão aos anteriores corpos gerentes António Paulo “As despesas nos últimos anos foram superiores às receitas criadas de modo artificial, e se não fossem os 25 […]

Ângelo Godinho defende que é hora de “apertar o cinto”Bombeiros Voluntários da Nazaré com dificuldades financeirasA nova direcção deu conta aos associados de graves dificuldades financeiras apontando erros de gestão aos anteriores corpos gerentes António Paulo “As despesas nos últimos anos foram superiores às receitas criadas de modo artificial, e se não fossem os 25 mil contos (250 mil euros) da venda do quartel antigo, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Nazaré estaria tecnicamente falida”. A revelação foi feita pelo presidente da direcção dos bombeiros nazarenos, Ângelo Godinho, há cerca de três dezenas de sócios que marcaram na assembleia-geral do passado dia 31 de Março, que aprovaram, por maioria, o relatório e contas do exercício passado, e por, unanimidade, o orçamento e plano de actividades para o ano em curso.

Para Ângelo Godinho “terá de haver um esforço muito grande no aumento de receitas e uma redução drástica nas despesas”, tendo em conta que “a casa não anda muito bem e senão tomarmos as devidas providências poderemos vir a ter problemas”. “Sem colocar em causa a idoneidade da anterior direcção, nós herdamos uma situação muito confusa”, reforçou Ângelo Godinho, tecendo ainda duras críticas ao facto de qualquer elemento da anterior direcção, presidida por Serafim Cardoso da Silva, não ter marcado presença na assembleia-geral, e sobretudo, “por nunca terem reunido e cooperado connosco, afim de procederem a uma passagem de testemunho como deveria ser, sendo esta uma situação que de modo algum estávamos à espera”. Contando a 8 de Fevereiro passado, com depósitos a prazo e à ordem, respectivamente, de cerca de 66 mil e 4 mil euros, com montantes a receber e pagar, respectivamente, de cerca de 36 mil e de 52 mil euros, secretário da direcção, António Manuel Vieira, salientou que o plano de actividades “não apresenta grandes novidades”. Simulacros, quartéis de rua, um festival de fanfarras, um concurso hípico e o acampamento distrital, constituem as acções mais significativas a decorrerem entre Maio e Setembro. Quanto ao orçamento, António Manuel Vieira salientou que “não o elaborarmos com base num novo modelo de gestão, limitando-nos a aplicar uma taxa de inflacção de 3 por cento e tomando-o como apenas um mero instrumento formal de trabalho”, adiantando que “no próximo ano já será diferente”. Redução de despesas de funcionamento e de pessoal, melhoria da qualidade dos serviços, campanhas de angariação de novos sócios e peditórios, são algumas das linhas de acção com o objectivo prioritário de reequilibrar a situação financeira da associação, para a qual poderá contribuir o pagamento de cerca de 40 mil euros, que a Câmara Municipal da Nazaré tem em dívida para com os bombeiros e respeitantes a subsídios aprovados desde 2003.Dinheiros gastos à margem dos associadosCom um resultado negativo no exercício passado de cerca de 4400 euros – em 2004 o resultado havia sido de cerca de 11 mil euros -, Pedro Pisco do anterior Conselho Fiscal – que “por favor” marcou presença na reunião -, esclareceu os associados de que este valor, “resultou de uma redução significativa de donativos e na prestação de serviços”, explicando através da leitura dos documentos contabilísticos, que “dos 25 mil contos da venda do anterior quartel, mais ou menos 16 mil contos foram aplicados em obras de manutenção das actuais instalações, como por exemplo na cobertura”. Segundo Pedro Pisco “no entendimento da anterior direcção foi feita a opção de não endividar a Associação e ter de pagar juros, quando havia dinheiro disponível”. Uma justificação que não colheu plenamente junto de alguns associados que vincaram a existência de uma deliberação tomada em assembleia-geral que “impede” a utilização daquela verba na “gestão corrente” sem autorização, e mostrando-se cépticos quanto à sua alegada aplicação em obras do quartel. As dúvidas surgidas em torno das contas e sobre a efectiva realização das obras, levantadas por alguns associados, levaram mesmo Jacinto Meca, presidente da Mesa da Assembleia-Geral a suscitar a pertinência da uma “auditoria”, uma possibilidade que nem direcção ou associados entenderam levar por diante “dado não estar em causa a honorabilidade dos membros da anterior direcção”.As verbas pretensamente cativas voltaram a ser tema de debate, quando no último ponto dos trabalhos, António Manuel Vieira anunciou aos associados que “face à situação financeira e de tesouraria encontradas, fomos forçados a recorrer a esse fundo, sobretudo para pagar os ordenados ao pessoal”. Um anúncio “transparente e sem nada para esconder” de acordo com António Manuel Vieira, mas que apanhou de “surpresa” os associados e que após um período de debate, levou a direcção a apresentar uma proposta de ratificação das despesas efectuadas ou a efectuar com verbas daquele fundo, com o compromisso dos montantes retirados ou a retirar – com conhecimento trimestral dos associados -, serem repostos logo que possível.

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