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Elevador patético para S. MartinhoPatética e aberrante é a peregrina ideia de “implantar” ou “impor” um elevador no centro histórico da vila de S. Martinho do Porto. É um equipamento fútil e inútil de pouco ou nenhum valor e que apenas serve para sorver dinheiros públicos. Inútil porque não serve nada nem ninguém. O argumento […]

Elevador patético para S. MartinhoPatética e aberrante é a peregrina ideia de “implantar” ou “impor” um elevador no centro histórico da vila de S. Martinho do Porto. É um equipamento fútil e inútil de pouco ou nenhum valor e que apenas serve para sorver dinheiros públicos. Inútil porque não serve nada nem ninguém. O argumento que serve para que idosos, deficientes e grávidas possam ter acesso entre a zona alta (zona histórica) e a zona baixa (praia) é um argumento esfarrapado. Nunca essa necessidade se colocou e existem outras alternativas de acesso. Aliás pode-se ir à zona alta de automóvel, para que serve então o elevador? Quem defende essa tese deveria pensar na falta de rampas nos passeios para que os deficientes em cadeiras de rodas se possam deslocar. Deveria reparar no Centro de Saúde sem o mínimo de condições, e com acessos nada fáceis para os idosos. Mas em política não se faz o que falta e é necessário mas aquilo que faz vista. É aberrante este projecto porque vai enfiar uma torre de cimento no coração da zona histórica. Onde estão os defensores do ambiente que tanto criticaram a construção de prédios altos na vila, porque descaracterizavam a terra. Se este projecto for executado, no futuro a Câmara não terá argumentos para impedir a construção de mais prédios altos na mesma zona e lá se vai o miradouro que agora se quer defender.JoaquimMarquesNotícia completa na edição impresso “O caminho faz-se caminhando”Há quem diga que este Governo se preocupa com a árvore quando devia preocupar-se com a floresta. E, talvez até tivessem razão se, por um acaso, o país fosse aquele rectângulo verde cuja imagem ainda perdura no sótão das recordações. Acontece que, depois de três anos de sucessivos incêndios ateados e mal apagados, a floresta foi-se. E, com ela, foram-se também as grandes reformas e as grandes obras. Passamos a ter de pensar pequeno e bem. Pelo que se tornou necessário inverter os conceitos, privilegiando a estratégia de salvar uma árvore de cada vez. O que é o mesmo que dizer que chegou a hora dos pequenos passos, firmes e seguros, na persecução de objectivos sólidos e consistentes. Há quem diga que é preciso arrancar as árvores todas e semear árvores novas. Mas esta política permanente de arrancar e semear não leva a lado nenhum nem nos arranca do atoleiro em que estamos metidos. Melhor é aproveitar as árvores boas que ainda restam e substituir as más. Porque as boas poderão dar frutos mais cedo e, com o seu exemplo, estimularão o crescimento das novas. Há também quem diga que o país não pode esperar e que é urgente tomar múltiplas medidas em variados sectores. E, de facto, não nos fica mal sermos ambiciosos e exigentes. Mas também é preciso que sejamos conscientes e tenhamos bom senso. Porque com as finanças públicas e a economia no estado lamentável em que se encontram, a sofreguidão não é boa conselheira. E o progresso não se mede pelo número de passos que se dão mas pela distância percorrida.Armando LopesNotícia completa na edição impresso

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