Abílio Romão é acusado por Isabel Vigia de “ilegalidades” eleitorais em FamalicãoImpugnação da eleição para a Concelhia do PS na Nazaré tarda em ter um desfecho Pendente de uma decisão dos órgãos nacionais o PS da Nazaré tem estado fora da agenda política localAntónio Paulo O REGIÃO apurou que se encontra em fase de elaboração de relatório no seio da Comissão de Jurisdição Nacional (CJN), o processo de impugnação apresentado por Isabel Vigia, relativo ao cometimento de alegadas ilegalidades na secção do PS de Famalicão, aquando da eleição dos novos órgãos para a concelhia rosa da Nazaré, ocorrida a 18 de Março passado. Depois de elaborado, o relatório, do qual deverá constar uma proposta de decisão, será submetido a apreciação e votação em plenário da CJN, composta por quinze membros e presidida por António Preto.
A impugnação de Isabel de Vigia chegou aos órgãos nacionais do PS sob a forma de recurso, depois de ter sido apreciada e julgada improcedente, primeiro, pelo Secretariado da Federação Distrital de Leiria, então liderada interinamente por Jorge Gonçalves e, posteriormente, pela Comissão de Jurisdição Distrital. A decisão sobre este caso deverá tomada no próximo plenário da CNJ que deverá ocorrer este mês, isto caso não se registe uma das já habituais faltas de quórum, a última das quais ocorreu no passado dia 19 de Maio. Isabel Vigia, contactada pelo REGIÃO para comentar o facto de tardar em surgir um veredicto, limitou-se a referir “aguardar de forma muito serena que os argumentos expostos sejam apreciados, elaborado o relatório, e depois tomada uma decisão, o que espero, ocorra o mais rapidamente possível, porque a manter-se o actual estado de coisas, o PS na Nazaré corre sérios riscos de desaparecer”. Por seu lado, Ricardo Caneco disse ao REGIÃO continuar “a aguardar uma tomada de decisão”, ainda que “não tenha que ser notificado de nada, uma vez que o processo de impugnação não me diz directamente respeito”. “Mas independentemente do decorrer desse processo, nós no PS da Nazaré continuamos a trabalhar e de debruçar-nos, sobre os problemas e as questões que preocupam as populações”, sublinha Ricardo Caneco, adiantado que “breve teremos uma reunião da Comissão Política Concelhia, para tomarmos algumas posições públicas sobre esses problemas”.PS de fora da agenda política nazarenaIsabel Vigia viu a sua recandidatura à presidência da Comissão Política Concelhia (CPC) derrotada por 4 votos, em favor de Ricardo Caneco, após o somatório dos votos conseguidos nas secções da Nazaré (com maioria de votos favoráveis a Vigia) e de Famalicão (com uma vitória esmagadora de Caneco). Alegadas ilegalidades estatutárias cometidas por ocasião das eleições por Abílio Romão, presidente da secção de Famalicão, em torno do processo de recebimento e depósito de quotizações dos militantes, levaram Vigia a avançar para pedidos de anulação do acto eleitoral, e de instauração de um processo disciplinar ao dirigente rosa famalicense.Com Isabel Vigia a considerar que a impugnação tem efeitos suspensivos sobre o apuramento dos resultados para a CPC, e com Ricardo Caneco a sustentar uma teoria contrária, considerando-se presidente daquele órgão de pleno direito, desde as eleições internas, que o PS da Nazaré tem estado inactivo interna e externamente, e em termos partidários praticamente desapareceu da agenda política local. Apenas os autarcas rosa têm vindo a tomar posição pública sobre algumas questões, num conjunto de actuações que alguns militantes “descontentes” com o momento que o partido atravessa, consideram como “desgarradas e sem uma estratégia de actuação definida, como compete ao maior partido da oposição”.




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